-
Russel faz a pole da corrida sprint do GP dos Países Baixos; Bortoletto é 9º
-
Leandro Paredes é punido pela Fifa com 10 jogos de suspensão por incidentes na final da Copa
-
Presidente da Bolívia destitui ministro da Economia após censura do Congresso
-
Ataque russo contra shopping deixa ao menos cinco mortos na Ucrânia
-
Príncipe Harry e outros famosos terão que pagar quase R$ 67 milhões ao Daily Mail
-
Bayern sabia do problema de Musiala 'há algum tempo', revela Kompany
-
Pressionado pelas eleições, Trump reduz tarifas sobre a carne
-
Número 1 do mundo, Jannik Sinner desiste do US Open devido a lesão
-
Dois mexicanos são detidos em operação contra laboratório de drogas na África do Sul
-
Príncipe Harry e celebridades deverão pagar £ 9,5 mi ao Daily Mail
-
Meghan enfrenta retorno ao Reino Unido marcado por tensões do passado
-
Gamescom 2026 celebra nova edição do aguardado 'GTA VI' na Alemanha
-
Trump promete 'era de ouro' das viagens espaciais
-
Presidente do Irã quer fim da guerra enquanto país está em 'posição de força'
-
Capitão indiano detido em Londres por transportar petróleo russo é 'bode expiatório', diz esposa
-
Antonelli (Mercedes) lidera o único treino livre em Zandvoort
-
Epidemia de ebola na RD Congo avança de 'forma exponencial', diz ONU
-
Bandar Abbas, o polo comercial iraniano às margens de Ormuz e na linha de frente da guerra
-
Harry e William, uma reconciliação que parece improvável a curto prazo
-
EUA e Coreia do Sul concluem exercícios militares
-
Imprensa britânica afirma que Tottenham contratou o brasileiro Savinho
-
ONU tem nova 'votação indicativa' para o cargo de secretário-geral
-
Hong Kong condena ativistas pró-democracia por 'incitação à subversão'
-
No retorno de Memphis, Corinthians vence Rosario Central (1-0) e vai às quartas da Libertadores
-
Corinthians vence Rosario Central (1-0) e vai às quartas da Libertadores
-
LDU elimina Mirassol nos pênaltis e vai enfrentar o Palmeiras nas quartas da Libertadores
-
Miguel Borja, ex-Palmeiras e Grêmio, é anunciado pelo América de México
-
Rybakina desiste do WTA 1000 de Cincinnati e não será número 1 do mundo
-
Torcedores alemães preparam campanha de protestos contra o VAR
-
'Ouvi dizer que sentiram minha falta', diz Melania Trump ao reaparecer depois de um mês
-
Milhares de pessoas protestam na Argentina por endividamento dos lares
-
Fórmula 1 retorna das férias de verão no GP dos Países Baixos
-
Ex-candidato presidencial venezuelano impulsiona pacto nacional seguindo linha traçada por EUA
-
EUA e Canadá retomam diálogo para concluir acordo comercial
-
Pegula vence Anisimova e vai à semifinal do WTA 1000 de Cincinnati
-
Líder curdo diz que processo de integração com o Estado sírio foi concluído
-
Inter anuncia contratação do atacante paraguaio Antonio Sanabria
-
Ronaldinho retorna ao futebol na 3ª divisão italiana em busca do gol 300
-
Amazon Prime Video anuncia investimento bilionário em produções latino-americanas
-
Coalizão mundial de torcedores pede saída de Infantino da Fifa
-
EUA realiza operações militares contra tráfico de drogas no norte do Equador
-
EUA anuncia novas sanções contra Cuba
-
Carlos Alcaraz anuncia retorno às quadras 10 dias antes do US Open
-
Universidade belga suspende acadêmico após acusações a falecido ex-professor de Cambridge
-
Shows previstos de Kanye West provocam alvoroço na Rússia
-
EUA exige que aliados e China apoiem sua guerra econômica contra o Irã
-
Canadá e EUA retomam diálogo para concluir acordo comercial
-
Unidade do Exército dos EUA oferece folga para jogar 'GTA VI' em troca de alistamento
-
EUA denuncia detenção arbitrária de americano na China
-
Brasil reforça proteção às mulheres contra a violência de gênero
'A transição não começou', diz opositora venezuelana ao sair da clandestinidade
Delsa Solórzano apresentou-se nesta terça-feira (27) para trabalhar pela primeira vez em 17 meses. A líder opositora saiu do que chama de "refúgio" com o objetivo de contribuir para uma transição que afirma ainda não ter começado na Venezuela.
A última aparição pública de Delsa havia sido no alto de um caminhão durante um protesto, em agosto de 2024. Ao seu lado estavam a ganhadora do Nobel da Paz María Corina Machado e outros líderes que também acabaram na clandestinidade ou na prisão.
Delsa compareceu à sede de seu partido, Encuentro Ciudadano (Encontro Cidadão, em português), e compartilhou nas redes sociais imagens do seu primeiro discurso. Mas seu retorno à vida pública é cauteloso.
O chavismo se mantém no poder após a queda de Nicolás Maduro em uma operação militar dos Estados Unidos. A presidente interina Delcy Rodríguez fala de um "novo momento político" no país.
"Acreditamos que a Venezuela esteja em uma nova etapa e acho que todo o país sente isso", disse Delsa, 54, à AFP. "A transição ainda não começou" e somente "vai se consolidar quando houver eleições livres”, ressaltou a ex-parlamentar.
Segundo a Constituição venezuelana, em caso de ausência temporária do presidente, a vice assume o poder por um período de 90 dias, prorrogáveis por três meses. Porém, em 3 de janeiro, quando a Justiça venezuelana emitiu a sentença que concedeu a Delcy o controle do país, mencionou uma "ausência forçada", um termo que não existe na lei. Por isso, o filho de Maduro descartou, neste momento, a realização de novas eleições.
- 'Reciclar a dor' -
Delsa é uma estudiosa das transições. Ela explicou que cada processo é diferente e que a Venezuela não será uma exceção.
A opositora insistiu em que o país exige uma reinstitucionalização, o que levará tempo. Mas, em um futuro imediato, um primeiro passo "fundamental e evidente", segundo ela, passa pela libertação de todos os presos políticos, centenas dos quais ainda estão atrás das grades.
"Que abram as portas das prisões. Que outra amostra se pode dar de que a perseguição acabou, de que esta é realmente uma nova etapa para a Venezuela, senão encerrando a perseguição? Por que insistir em reciclar a dor?", questionou Delsa.
O governo afirma que libertou cerca de 800 presos, um número questionado por ativistas.
- Canal aberto com os EUA -
Delsa destacou "o canal aberto" entre Delcy e o governo de Donald Trump. Os dois assinaram acordos petrolíferos e trabalham para retomar as relações diplomáticas, rompidas em 2019.
"Declaram todos os dias que conversam. O problema é que o povo venezuelano não está nessas conversas diárias. O desafio, então, é como fazer o povo da Venezuela ser ouvido", disse a opositora.
"Tem que haver uma representação do povo real. Isso se trabalha aos poucos. Vamos ver se é verdade, e como a intermediação funciona", acrescentou Delsa.
- Refúgio -
A opositora evita dar detalhes sobre o tempo em que ficou escondida. "Não chamo de clandestinidade, e sim de refúgio. É um assunto pessoal, cada um vive a sua perseguição como bem entender. Estou na Venezuela, assim como toda a minha família. Não é a mesma realidade daqueles que mandaram seus filhos para fora", ressaltou.
Delsa afirmou que não saía nem se encontrava com ninguém. Disse que retornou à vida pública para trabalhar por uma mudança política na Venezuela: "É uma questão de responsabilidade para com o país. A transição precisa ser construída, trabalhada, e deve-se trabalhá-la com união."
A opositora ressaltou que não voltará para seu refúgio. "Estou trabalhando no meu escritório."
H.Jarrar--SF-PST