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EUA designa Irmandade Muçulmana como organização terrorista
Os Estados Unidos designaram, nesta terça-feira (13), as facções da Irmandade Muçulmana em Egito, Líbano e Jordânia como organizações terroristas estrangeiras, um pedido de longa data de seus aliados árabes e dos conservadores americanos.
Em novembro, o presidente americano, Donald Trump, assinou um decreto para tomar medidas contra esse movimento pan-islâmico, fundado no Egito em 1928 e que, desde então, se espalhou por todo o mundo árabe.
"Estas designações refletem as primeiras ações de um esforço contínuo e sustentado para frustrar a violência e a desestabilização das filiais da Irmandade Muçulmana onde quer que ocorram", declarou o secretário de Estado americano Marco Rubio em comunicado.
A medida implica o bloqueio de qualquer ativo que a Irmandade Muçulmana tenha nos Estados Unidos e penaliza qualquer transação com a organização.
O braço egípcio da Irmandade Muçulmana prometeu recorrer às vias legais para contestar a decisão e afirmou que se opõe à violência e que nunca fez ameaças aos Estados Unidos.
"Esta designação está completamente distante da realidade e carece de fundamento. É resultado da pressão estrangeira sobre os Estados Unidos, em particular dos Emirados Árabes Unidos e de Israel, para que adotem políticas que sirvam a interesses alheios no lugar dos interesses do povo americano", assinalou o grupo em comunicado publicado nas redes sociais.
O Ministério das Relações Exteriores do Egito comemorou a decisão americana por considerar que reflete "o perigo deste grupo e sua ideologia extremista".
A organização Irmandade Muçulmana já tinha sido designada como terrorista em alguns países, como Egito e Arábia Saudita.
A Jordânia também a nomeou como tal em abril do ano passado e acusou o grupo de fabricar e armazenar armas e de ter planos para desestabilizar o reino.
Y.Zaher--SF-PST