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Almirante que lidera forças dos EUA no Caribe anuncia que deixará posto
O almirante americano Alvin Holsey, responsável por supervisionar os ataques dos Estados Unidos contra supostas lanchas do narcotráfico no Caribe, disse nesta quinta-feira (16) que se aposentará após apenas um ano no cargo.
Holsey deixará o posto de chefe do Comando Sul, unidade responsável pelas forças que operam na América Central e do Sul.
Desde agosto, Washington tem mobilizado aviões de guerra furtivos e sete navios da Marinha no mar do Caribe, destinados ao combate ao narcotráfico.
As forças americanas realizaram ataques contra pelo menos cinco supostas embarcações de narcotraficantes na região, que resultaram em 27 mortos.
O aumento da presença militar dos Estados Unidos despertou temores em Caracas de que o objetivo final seja uma mudança de regime na Venezuela.
"A partir de 12 de dezembro de 2025, me aposentarei da Marinha dos Estados Unidos", disse Holsey em um comunicado publicado na conta do Comando Sul na rede X, sem dar mais explicações sobre sua saída.
Desde o início de seu segundo mandato na Casa Branca, em janeiro, o presidente Donald Trump promoveu uma ampla reforma entre os altos comandantes militares. Entre as mudanças, está a destituição, sem explicações, do chefe do Estado-Maior Conjunto, o general Charles "CQ" Brown, ocorrida em fevereiro.
Outros altos comandantes destituídos neste ano incluem os chefes da Marinha e da Guarda Costeira, o general que dirigia a Agência de Segurança Nacional, o vice-chefe do Estado-Maior da Força Aérea, um almirante designado para a Otan, e os três principais assessores jurídicos militares.
O chefe do Pentágono, Pete Hegseth, insistiu que o presidente está simplesmente escolhendo os líderes que deseja. No entanto, congressistas democratas expressaram preocupação com a possível politização das Forças Armadas do país.
R.AbuNasser--SF-PST