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Candidata de esquerda Jara promete 'mão firme' contra o crime no Chile
A comunista Jeannette Jara, candidata presidencial de centro-esquerda no Chile, afirmou nesta quarta-feira (15) que terá "a mão bem firme" para combater o crime e prometeu aumentar o número de agentes policiais e de prisões sob seu eventual governo.
Jara, de 51 anos, ex-ministra do presidente Gabriel Boric, lidera as pesquisas junto ao candidato de extrema direita José Antonio Kast para as eleições de 16 de novembro.
A insegurança, que a maioria associa à imigração irregular, domina o debate eleitoral.
"Tenho a mão bem firme", destacou Jara em um encontro com a imprensa internacional. "Não tenho nenhum complexo em questão de segurança", acrescentou, em uma tentativa de ganhar terreno frente às propostas de linha dura de seu principal rival, que incluem a deportação de pessoas sem documentos.
"Você sabe por que não tenho nenhum? Porque eu venho de uma comunidade e sei o dano que as drogas causam e a frustração que as pessoas têm quando não conseguem tirar seus filhos de lá", disse a candidata, criada em um bairro operário ao norte de Santiago.
Uma pesquisa recente da empresa Cadem afirma que 61% dos chilenos consideram que a prioridade do governo deve ser o combate à delinquência e ao tráfico de drogas, além da ordem pública.
Kast prometeu, por sua vez, um "plano implacável": prisões superseguras, endurecimento das penas e o envio de militares e policiais para zonas críticas. Além disso, propôs equipar os policiais com "armas (com) poder de fogo suficiente e carros blindados".
Jara sugeriu a construção de cinco novas prisões devido à atual superlotação carcerária. "Isso nos permitirá segregar a população mais perigosa da menos perigosa", indicou.
O Chile possui atualmente 82 estabelecimentos penitenciários com 142% de ocupação, segundo dados oficiais.
A candidata de centro-esquerda propôs aumentar a força policial e os controles migratórios terrestres na fronteira com a Bolívia, principal ponto de entrada dos imigrantes.
A população estrangeira, sobretudo de origem venezuelana, dobrou nos últimos sete anos. Hoje, representa quase 9% dos 20 milhões de chilenos, de acordo com a estatística oficial.
E.AbuRizq--SF-PST