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Trump lança 'última advertência' ao Hamas sobre reféns israelenses
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez neste domingo (7) sua "última advertência" ao movimento islamista palestino Hamas para que aceite um acordo para libertar os reféns israelenses em Gaza.
"Os israelenses aceitaram minhas condições. É hora de o Hamas também aceitar. Os adverti sobre as consequências de não aceitar. Esta é minha última advertência, não haverá outra!", escreveu Trump nas redes sociais.
O Hamas, por sua vez, afirmou neste domingo que está disposto a retomar "imediatamente" as negociações após receber uma nova proposta por parte dos Estados Unidos.
"Recebemos, através de mediadores, ideias da parte americana para se chegar a um cessar-fogo [...] e o Hamas afirma estar disposto a participar imediatamente da mesa de negociações", indicou o movimento islamista palestino em comunicado.
Milicianos do Hamas capturaram 251 reféns durante o ataque contra Israel em 7 de outubro de 2023, que desencadeou a guerra em Gaza. Desse total, estima-se que 47 ainda estão em cativeiro no território palestino. O Exército israelense, por sua vez, afirma que 25 deles estão mortos e Israel busca o retorno de seus corpos.
Esta não é a primeira vez que Trump ameaça o Hamas.
No início de março, o dirigente americano fez uma advertência similar ao grupo islamista depois de se reunir com oito reféns libertados na Casa Branca.
À época, Trump exigiu que libertassem todos os reféns restantes de imediato, e entregassem os corpos dos mortos. Caso contrário, disse, "ACABOU para vocês".
- Objetivos -
Segundo o site informativo Axios, o enviado especial de Trump, Steve Witkoff, transmitiu a nova proposta na semana passada para o movimento palestino para um acordo global sobre os reféns e um cessar-fogo com Israel, através de um militante israelense pela paz.
O Hamas garante estar disponível para "discutir a libertação de todos os prisioneiros em troca de uma declaração clara do fim da guerra, uma retirada completa [de Israel] da Faixa de Gaza e a formação de um comitê de palestinos independentes para administrar a Faixa de Gaza, que começaria suas funções de imediato".
Em Israel, o Fórum de Famílias dos Reféns deu boas-vindas ao que considerou "um verdadeiro avanço".
"A garantia pessoal do presidente dos Estados Unidos é um passo histórico sem precedentes. Um acordo deste tipo fomentaria um arranjo regional mais amplo, garantiria a libertação de todos os reféns, permitiria aos soldados e reservistas retornarem para seus lares", indicou o Fórum em comunicado.
- Sob fogo -
O Exército israelense afirmou que bombardeou neste domingo mais um edifício residencial na Cidade de Gaza, pouco depois de o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu anunciar que as tropas estavam "ampliando" sua ofensiva no principal centro urbano do território palestino.
Israel ainda não anunciou publicamente o início de sua ofensiva para tomar a Cidade de Gaza, aprovada por Netanyahu no mês passado, mas suas tropas têm intensificado os bombardeios e as operações na área há semanas.
"Há pouco tempo, o Exército bombardeou um edifício muito alto, utilizado pela organização terrorista Hamas na área da Cidade de Gaza", informa um comunicado militar. Trata-se da Torre Al Roya, que estava sob alerta de ataque desde o sábado.
O Hamas nega a utilização de edifícios residenciais para fins militares.
O ataque contra a torre Al Roya deixou um morto, segundo a Defesa Civil local.
S.Abdullah--SF-PST