-
Sengün vai substituir o lesionado SGA no All-Star Game da NBA
-
Presidentes de Argentina e Romênia são convidados para reunião inaugural do 'Conselho de Paz' de Trump
-
Super Bowl começa com duelo Patriots-Seahawks e apresentação de Bad Bunny
-
Trump diz que presidente chinês visitará Casa Branca 'no final do ano'
-
Com show de Dembélé, PSG goleia Olympique de Marselha (5-0) e recupera liderança da Ligue 1
-
Trump chama de 'perdedor' esquiador olímpico por suas dúvidas de representar os EUA
-
Aliados de María Corina Machado são soltos dias antes de anistia na Venezuela
-
Real Madrid vence Valencia (2-0) e continua na cola do Barça
-
Socialista moderado vence extrema direita e se elege presidente em Portugal
-
Gramado natural ou sintético: estrelas do Super Bowl dão suas opiniões
-
Os números mais curiosos e exorbitantes do Super Bowl 2026
-
Betis vence na visita ao Atlético de Madrid (1-0) com golaço de Antony
-
Israel anuncia medidas para aumentar controle sobre a Cisjordânia ocupada
-
Inter de Milão goleia Sassuolo (5-0) e dispara na liderança da Serie A
-
City vence Liverpool de virada (2-1) e segue na briga pelo título da Premier com Arsenal
-
Bayern goleia Hoffenheim (5-1) com 3 gols de Luis Díaz e mantém distância na liderança
-
Aliado de María Corina Machado é solto na Venezuela
-
Cerca de 180 palestinos saíram de Gaza após reabertura da passagem de Rafah
-
Lindsey Vonn passa por cirurgia após sofrer fratura na perna esquerda em queda
-
Irã condena ganhadora do Nobel a seis anos de prisão
-
Irã desafia ameaças dos EUA e insiste em direito de enriquecer urânio
-
Gabinete nega reunião do Dalai Lama com Epstein
-
Chefe de gabinete do premier britânico renuncia por vínculo de ex-embaixador com Epstein
-
Primeira-ministra do Japão caminha para vitória contundente nas eleições legislativas
-
'Uma Batalha após a Outra' vencê prêmio do sindicato de diretores nos EUA
-
Lindsey Vonn sofre forte queda no downhill dos Jogos de Inverno
-
Familias denunciam condições insalubres onde aguardam asilo nos EUA
-
Irã descarta renunciar ao enriquecimento de urânio, mesmo em caso de 'guerra'
-
Portugal elege presidente com moderado como favorito frente à extrema direita
-
Messi marca seu primeiro gol do ano mas Inter Miami empata em amistoso no Equador
-
O novo Ioniq 3 chega já em 2026
-
O novo Twingo e-tech está na linha de partida
-
Novo Ypsilon e Ypsilon hf
-
O Cupra Raval será lançado em 2026
-
O novo id.Polo chega com motor elétrico
-
Patriots buscam recuperar a glória perdida no Super Bowl de Bad Bunny
-
Lens bate Rennes e é líder provisório; Lyon vence apesar da expulsão de Endrick
-
Palmeiras contrata atacante colombiano Jhon Arias, que estava no Wolverhampton
-
Conselho de transição do Haiti entrega o poder ao premiê Fils-Aimé
-
João Fonseca espera superar decepção do Aberto da Austrália em Buenos Aires e no Rio de Janeiro
-
A descoberta inquietante durante busca por mineradores sequestrados no México
-
Protesto contra Jogos de Inverno termina em confrontos em Milão
-
Napoli vence na visita ao Genoa (3-2) e se consolida em 3º no Italiano
-
Lens vence Rennes de virada (3-1) e assume liderança provisória, à frente do PSG
-
Líder Barcelona vence Mallorca (3-0) e coloca pressão sobre o Real Madrid
-
EUA deseja que guerra entre Ucrânia e Rússia termine até junho, segundo Zelensky
-
Ex-ministro francês citado em arquivos Epstein nega acusações
-
Líder Arsenal vence Sunderland (3-0) e deixa City nove pontos atrás
-
Novo Skoda Epiq moderno com autonomia
-
Em um pub de Moscou, Jogos de Inverno fazem clientes esquecer a política
Vítima do tarifaço de Trump, café brasileiro quer minimizar prejuízo
Diante das duríssimas tarifas impostas pelos Estados Unidos, o Brasil, maior produtor e exportador de café do mundo, espera que a dependência americana de seus grãos lhe renda uma isenção, mas também espera atrair novos mercados.
Os Estados Unidos são o principal destino das exportações brasileiras deste produto, que, assim como a carne, está sujeito a um imposto de 50% desde 6 de agosto por decisão do presidente Donald Trump.
Outros produtos, como o suco de laranja e as aeronaves, foram isentos desta medida tomada como represália pelo julgamento contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, aliado de Trump, por suposta tentativa de golpe de Estado.
"Acreditamos que eles vão, em algum momento, excepcionar o café", declarou na segunda-feira Paulo Teixeira, ministro do Desenvolvimento Agrário.
- O que representa o mercado americano para o café brasileiro? -
Os americanos são, de longe, os maiores consumidores de café do mundo, e a produção local é insignificante em comparação com a demanda.
Cerca de um terço do café importado pelos Estados Unidos provém do Brasil, principalmente os grãos da variedade arábica.
Por parte do Brasil, 16,1% das exportações de café tiveram o mercado americano como destino no ano passado, com um volume de 8,1 milhões de sacas de 60 kg (aproximadamente 486 mil toneladas), segundo dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).
"Os EUA terão dificuldade para encontrar novos fornecedores em um volume tão grande", aponta Jorge Viana, presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), em e-mail enviado à AFP.
É por isso que o Brasil "não desistiu de tentar negociar" com Washington para conseguir uma isenção, destaca.
Mas as negociações comerciais entre o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a administração Trump estão estagnadas.
"As marcas, muitas vezes, acabam tendo dificuldades de mudar a composição do seu blend, seja aqui no Brasil, seja lá fora, então elas têm que comprar um certo tipo de padrão para manter o sabor do seu café", explica Renato Garcia Ribeiro, pesquisador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Universidade de São Paulo (USP).
- Qual é o impacto imediato? -
"Meu maior medo é perder os meus clientes que são de muitos anos. Um relacionamento (...) que demorou muito tempo para ser construído", diz Raquel Meirelles, dona de fazendas de café em Minas Gerais.
Um quarto de sua produção de café especial é exportado para os Estados Unidos e seus clientes habituais já lhe advertiram da "possibilidade de, talvez, comprar menos café".
"O impacto é muito grande", lamenta Márcio Cândido Ferreira, presidente do Cecafé, que informa que "não há nenhum pedido de novo contrato" por parte dos Estados Unidos desde o anúncio do imposto adicional.
Segundo ele, muitos importadores solicitaram um adiamento nos envios de pedidos para contratos já assinados e vão "aguardar o máximo" na esperança de uma resolução para a crise.
Nos Estados Unidos, Phyllis Johnson, presidente da empresa BID Imports, que importa café brasileiro, é categórica: "Infelizmente, com tais tarifas, este café tornou-se inacessível" para compradores americanos.
- Novos mercados? -
Em todo o mundo "há uma falta de café" e há "outros mercados que querem o café brasileiro", assegura o ministro Paulo Teixeira.
A ApexBrasil lançou um programa de diversificação de mercados para ajudar as empresas brasileiras, identificando especialmente Alemanha, Itália, Japão e China como mercados potenciais para o café verde brasileiro.
Como um sinal, a China, grande rival dos Estados Unidos, anunciou no início de agosto que abriria seu mercado a cerca de 200 empresas exportadoras do "queridíssimo café brasileiro".
Para o especialista Garcia Ribeiro, o fato de a oferta mundial continuar limitada dá mais margem de manobra aos produtores brasileiros em busca de novos clientes.
E, como, ao contrário de outros produtos, o café pode ser armazenado por meses após a colheita, os produtores podem "esperar para negociar no melhor momento", acrescenta, destacando a "resiliência" do setor.
- Um café mais caro? -
Os preços mundiais do café dispararam no início do ano devido à significativa redução de oferta, causada, entre outras coisas, por uma histórica seca no Brasil no ano passado.
Embora se pudesse esperar uma "tendência de baixa" dos preços, "a tarifa desorganizou tudo", diz o presidente do Cecafé. Ele prevê, ao contrário, um "forte aumento a curto prazo".
De acordo com Garcia Ribeiro, "quem vai pagar a conta, no primeiro momento, são os consumidores americanos".
E.Qaddoumi--SF-PST