-
Extrema direita alemã confiante em conquistar primeiro governo regional
-
Prefeito e ex-prefeita de Paris enfrentam denúncia por agressões sexuais nas escolas
-
Famílias denunciam prefeito e ex-prefeita de Paris por agressões sexuais nas escolas
-
Reino Unido reafirma sua soberania sobre as Malvinas após reivindicação de Milei
-
Dois trabalhadores resgatados em túnel do Nepal nove dias após a avalanche
-
Nova Zelândia aprova uso de MDMA para tratar estresse pós-traumático
-
Crise no STF se agrava e Lula pede investigação transparente
-
Estudo brasileiro que desafia serpentes e mictórios antirrespingo estão entre vencedores do Ig Nobel
-
Construção do arco de Trump começará este mês, segundo alto funcionário dos EUA
-
Ueda marca na estreia e Lille assume liderança provisória da Ligue 1
-
Justiça da Colômbia ordena suspensão de bombardeios a acampamentos da guerrilha com menores
-
Fifa acusa Uefa de tramar "campanha de difamação"
-
Tottenham exclui Richarlison da lista de inscritos na Premier League
-
Volkswagen prevê eliminar 100 mil postos de trabalho até o fim da década
-
Agente do ICE é acusado de mentir em caso de ataque a imigrante
-
Swiatek vence no US Open, que perde mais um cabeça de chave
-
Milei pede união da direita latina frente à "esquerda organizada"
-
Gabriel Martinelli deixa Arsenal e assina com Al Hilal saudita
-
OpenAI começa a disponibilizar GPT-6 Astra, seu modelo mais potente
-
Campeão mundial Marcos Llorente se aposenta da seleção espanhola
-
Trump quer tirar isenção fiscal de escolas dos EUA orientadas por motivos "raciais"
-
Capitão bósnio Edin Dzeko se aposenta da seleção aos 40 anos
-
Síria começou a destruir armas químicas da era Assad
-
Café de Jerusalém aceita fechar durante o sabá após tensão com ultraortodoxos
-
Sérvia recebe com honras militares o corpo de Ratko Mladic, o "açougueiro da Bósnia"
-
Casa Argentina, residência universitária que gera preocupação na França
-
El Niño atual pode ser "o mais potente" em quatro décadas, alerta ONU
-
EUA anuncia sanções contra neto do líder cubano Raúl Castro
-
SpaceX cancela sua participação em cúpula espacial em Paris
-
Missão BepiColombo se aproxima de Mercúrio
-
Irmãs Rooney e Kate Mara surpreendem em Veneza com atuação em uníssono
-
Bilionário Leon Black não comparece a depoimento no Congresso dos EUA em caso Epstein
-
Síria começou a destruir as armas químicas da época de Bashar al-Assad
-
Venezuela 'precisa de muito mais que dinheiro', diz opositora Machado após acordo com EUA
-
Sobreviventes de massacre de 1960 na África do Sul processam o Estado
-
Chega à Sérvia corpo do criminoso de guerra Ratko Mladic, o 'açougueiro da Bósnia'
-
Ajuda chega com dificuldades às regiões devastadas pela avalanche no Nepal e na China
-
Tesla lança Cybercab, um robotáxi sem volante nem pedais
-
Maduro apela à sua imunidade e pede retirada das acusações nos EUA
-
Governo dos EUA apoia OpenAI em ação movida pelo New York Times
-
El Niño será 'muito forte' e prosseguirá até fevereiro, alerta ONU
-
Europa aposta em robôs inteligentes para competir com China e EUA
-
Nvidia comprará plataforma de IA Hugging Face por US$ 12,9 bilhões
-
George Clooney vira fotógrafo da AFP por alguns instantes
-
Irã condena à morte manifestante que perdeu um olho nos protestos de 2022, segundo ONG
-
Em Gana, caixões personalizados contam a história de quem morreu
-
Ajuda chega com dificuldades às regiões devastadas pela avalanche no Himalaia
-
Gloria Steinem, ícone do feminismo e jornalista, morre aos 92 anos
-
Sánchez inocenta Marrocos, mas defende soberania espanhola sobre Ceuta
-
Irã ataca alvos americanos no Kuwait apesar das ameaças de Trump
Jair Bolsonaro, o ex-presidente que virou réu por conspirar contra a democracia
Ao longo de sua carreira política, manifestou nostalgia pela ditadura militar. No posto mais alto do Executivo, desafiou as instituições. O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) agora pode ser condenado à prisão por uma suposta trama golpista.
Com 70 anos recém-completados, o líder da oposição ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e um dos expoentes da atual onda mundial de extrema direita clama inocência.
"A palavra 'golpe' jamais esteve no meu dicionário", disse certa vez o ex-capitão do Exército Brasileiro.
Apenas "conversei com auxiliares alternativas políticas para a Nação", afirmou em um texto divulgado através de seu canal no WhatsApp.
O "Mito", como é chamado por seus apoiadores mais fiéis, também se apresenta como vítima.
"Minha família foi perseguida, investigada e tripudiada nos meios de comunicação, sem dó nem piedade", postou nesta terça em mensagem a apoiadores no WhatsApp.
Apesar dos protestos, Bolsonaro se sentará no banco dos réus, acusado de conspirar para impedir a posse de Lula, para quem perdeu as eleições em 2022.
Ele pode ser condenado a 40 anos de prisão, o que se somaria à sua inelegibilidade por disseminar desinformação sobre o sistema eletrônico de votação no Brasil.
Apesar disso, ainda sem um sucessor definido na direita, Bolsonaro se nega a jogar a toalha: "Por enquanto, eu sou candidato" às eleições de 2026, garante.
- Política em família -
Jair Bolsonaro chegou ao poder em 2019, dizendo ser um "outsider" da política, apesar de ter sido eleito deputado federal por quase três décadas.
Ele nunca se posicionou contra os anos de chumbo da ditadura militar (1964-1985), cujo erro, segundo ele, "foi torturar e não matar" os dissidentes.
Essa declaração, anterior ao seu mandato na Presidência, ilustra seu estilo disruptivo, também caracterizado por comentários misóginos, racistas e homofóbicos.
Nascido em 21 de março de 1955 em Glicério, no interior de São Paulo, em uma família de origem italiana, Bolsonaro teve cinco filhos com três mulheres diferentes.
Os quatro primeiros — todos homens — entraram para a política. Sobre a quinta e única filha mulher, Laura, disse que foi fruto de uma "fraquejada".
Com os filhos e sua atual esposa, Michelle — uma evangélica convicta, 27 anos mais jovem que ele, que se define como católico — forma hoje um clã altamente ativo, especialmente nas redes sociais.
Depois de uma carreira militar marcada por episódios de insubordinação, Bolsonaro foi eleito deputado desde 1991.
Com pouco destaque no Parlamento, saiu das sombras depois do impeachment em 2016 da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), herdeira política de Lula.
Seus discursos inflamados contra a corrupção, a violência, a crise econômica e a esquerda "podre" seduziram o eleitorado.
Populista de fala simples, que aparece em público vestindo bermuda e camisa de futebol, mostrou habilidade ao conseguir o apoio dos poderosos lobbies do agronegócio e da bancada evangélica.
Durante a campanha presidencial de 2018, sofreu um atentado a faca durante um comício, que lhe deixou sequelas no abdome.
- 700 mil mortes por covid -
Embora tenha prometido "restabelecer a ordem" durante sua posse, seu mandato (2019-2022) foi marcado por crises, apesar de um balanço econômico relativamente positivo.
Considerada desastrosa pelos especialistas, sua gestão da pandemia de covid-19 levou a intensos confrontos com o Supremo Tribunal Federal (STF).
Bolsonaro chamou de simples "gripezinha" o vírus que causou cerca de 700 mil mortes no Brasil, se opôs ao confinamento, ao uso de máscaras e ironizou sobre as vacinas que, segundo ele, poderiam transformar quem as tomasse em "jacaré".
Cético do clima, permitiu que o desmatamento disparasse na Amazônia durante seu mandato. Não hesitou em insultar líderes estrangeiros, incluindo o presidente francês, Emmanuel Macron, e deixou o Brasil isolado no cenário internacional.
No segundo turno das eleições de 2022, marcadas pela desinformação, Bolsonaro perdeu por uma margem bem pequena para Lula.
Viajou para a Flórida a dois dias do fim de seu mandato e antes que, em 8 de janeiro de 2023, milhares de seus simpatizantes invadissem e depredassem as sedes dos Três Poderes, em Brasília, pedindo uma intervenção militar contra Lula.
Para a acusação, esses distúrbios foram parte da trama golpista, que também teria contemplado o assassinato de seu adversário.
Embora seja a mais grave, esta não é a única investigação contra Bolsonaro, alvo da Justiça por supostamente falsificar certificados de vacinação da covid e desviar joias recebidas de presente durante sua presidência.
Enquanto o cerco judicial se fecha cada vez mais em torno dele, o ex-presidente diz ter uma carta na manga: a "influência" de seu "amigo" Donald Trump, que considera Bolsonaro um "grande cavalheiro".
H.Nasr--SF-PST