-
Governo Meloni bate recorde de longevidade em uma Itália marcada pela instabilidade
-
Porta-aviões USS Abraham Lincoln chega à Tailândia após 9 meses no mar
-
Festival de Veneza começa com homenagem a George Clooney
-
China e Egito concordam em expandir investimento chinês na região do Canal de Suez
-
Governo talibã defende proibição dos protestos e cita lei islâmica
-
Epidemia de ebola na RD Congo provocou mais de 3.000 mortes
-
Irã responde aos ataques dos Estados Unidos com ofensiva contra bases americanas no Oriente Médio
-
Ativista pró-democracia de Hong Kong Joshua Wong se declara culpado de conluio com potências estrangeiras
-
Famílias organizam funerais sem corpos no Nepal uma semana após avalanche devastadora
-
Secretário de Energia dos Estados Unidos visita Caracas para negociar acordo histórico de petróleo
-
Irã mira em bases dos EUA em resposta a novos bombardeios
-
John Ternus assume comando da Apple na era da IA e dos smartphones dobráveis
-
Nicarágua proíbe participação de opositores em eleições
-
Moraes enfrenta pressão após ter conversa com Vorcaro exposta
-
Congresso da Nicarágua aprova reforma que proíbe opositores em eleições
-
Zuckerberg e Musk defendem centros de dados de IA
-
Dínamo Moscou volta atrás e desiste da contratação de Gonzalo Plata
-
OpenAI lançará novo modelo com segurança reforçada após invasão
-
Xi Jinping chega ao Egito em meio a ameaças de sanções dos EUA por vínculos com Irã
-
Rybakina estreia com vitória e inicia caça à Sabalenka no US Open
-
Moraes sob pressão após ter conversa com Vorcaro exposta
-
Cobolli vence Comesaña de virada e avança no US Open
-
Governo Assad realizava atividades nucleares não declaradas na Síria, diz AIEA
-
Juventus empresta atacante canadense Jonathan David ao Atlético de Madrid
-
Argentina vive momento de incerteza sem Messi e com futuro de Scaloni indefinido
-
Estados Unidos lançam novos ataques contra o Irã
-
Netanyahu afirma que Israel deteve chefe de segurança do Hamas em Gaza
-
Musk defende centros de dados de IA e critica regras da UE no G20
-
Reformas de segurança propostas por Kast "ameaçam" direitos dos chilenos, diz ONG
-
Rei Haakon VIII jura fidelidade à Constituição da Noruega sem a esposa, que se recupera de um transplante
-
Irã registra várias explosões perto do Estreito de Ormuz, segundo televisão estatal
-
"Legado de Messi ficará para sempre", destaca David Beckham
-
Apagões, falta de professores e uniformes marcam início do ano letivo em Cuba
-
Aeroporto de Caracas reabre após graves danos por terremotos na Venezuela
-
Zagueiro Antonio Rüdiger anuncia aposentadoria da seleção alemã
-
Rede elétrica insuficiente freia auge dos 'data centers' no México
-
Explosão de carro-bomba deixa um morto e 11 feridos na Colômbia
-
Com menos consumo, economia brasileira desacelera no 2º trimestre
-
Flaco López renova com o Palmeiras até 2030
-
Avalanche entre Nepal e China deixa mais de 1.000 mortos
-
Flamengo anuncia equatoriano Anthony Valencia e argentino Joaquín Freitas
-
Irã estende a mão aos EUA e agradece à Rússia por seu posicionamento na guerra
-
'Não me incomoda', diz Gabriel Jesus sobre ser 'plano B' de Julián Álvarez
-
Funcionário do Serviço Postal acusa governo Trump de colocar em risco o voto por correio
-
UE não digere convite dos EUA para ministro russo ao G20
-
Ex-primeiro-ministro britânico Keir Starmer renuncia ao cargo de deputado
-
Petição solicita que Javier Milei seja declarado 'persona non grata' em Paris
-
Presidente do Irã estende a mão a Washington e agradece posição de Putin durante a guerra
-
Barcelona oficializa contratação de Gabriel Jesus
-
Ativistas do Tibete acusam China de subestimar número de mortos em desastre
Noboa quebra o silêncio e comemora ida ao segundo turno das presidenciais no Equador
O presidente Daniel Noboa comemorou, nesta segunda-feira (10), a liderança no primeiro turno da corrida presidencial do Equador por uma margem apertada sobre sua adversária, Luisa González, que voltará a enfrentar no segundo turno em 13 de abril.
"Vencemos o primeiro turno com todos os partidos do Velho Equador", comemorou, em nota, o presidente de 37 anos, quebrando o silêncio que manteve no dia da votação, no domingo.
Com 92% dos votos apurados, Noboa mantém a dianteira (44,31% dos votos), seguido de perto por González (43,83%), segundo uma contagem oficial.
O terceiro lugar ficou com o líder indígena Leonidas Iza, que recebeu 5,26% dos votos.
Dividido e imerso na violência do narcotráfico, o país vai definir no segundo turno o futuro presidente em um novo confronto entre Noboa e González. Ambos se enfrentaram em segundo turno nas eleições atípicas de 2023.
"Foi uma briga de Davi contra Golias", disse González em entrevista com a Teleamazonas, depois de admitir um "empate técnico".
Afilhada política do ex-presidente socialista Rafael Correa (2007-2017), a candidata de 47 anos pretende se tornar a primeira mulher presidente do Equador.
- "Mudança" -
Os equatorianos votaram em meio ao fogo cruzado de gangues criminosas, que lutam pelo controle do tráfico de cocaína, e sobrecarregados por uma crise econômica.
A população sente os efeitos de um Estado endividado, com uma taxa de pobreza de 28% e focado em financiar a custosa guerra às drogas. Em 2023, o país registrou um recorde de 47 homicídios por 100.000 habitantes, mas após 14 meses de governo de Noboa, essa taxa caiu para 38/100.000, segundo informações oficiais.
"Vencemos e demos o passo mais importante de todos: consolidar uma Assembleia diferente transformando-nos na primeira força, capaz de trabalhar por vocês", afirmou Noboa, cujo partido, ADN, lidera a apuração para o Congresso, com 40,35% dos votos nas eleições provinciais e 43,52% nas nacionais.
O presidente esperava ser reeleito no primeiro turno, confiante na popularidade obtida com sua política de linha-dura no combate às drogas, combinada com uma imagem de frescor juvenil nas redes sociais.
O resultado "demonstra que as pessoas querem uma mudança, que não estão dispostas a suportar quatro anos mais do que estamos vivendo neste ano e meio", disse González.
Noboa chegou ao poder em 2023 em eleições antecipadas, depois que o então presidente Guillermo Lasso dissolveu o Congresso para escapar de ser destituído em um julgamento político por corrupção. Ele se tornou um dos presidentes mais jovens do mundo.
"A situação do país está muito crítica, muita insegurança, pouco trabalho, muita gente que vai embora", opinou Luis Briones, um engenheiro de 56 anos.
- "Enterrar o correísmo" -
"Queremos enterrar o correísmo e não ter mais que depender do Estado em absoluto e que o socialismo acabe porque causou muitíssimo dano na América Latina", disse à AFP Alexandra, uma psicóloga de 44 anos que preferiu não revelar seu sobrenome.
O partido Revolução Cidadã, alinhado a Correa, venceu nas províncias costeiras e em duas amazônicas. "Batemos a votação histórica da Revolução Cidadã dos últimos dez anos", disse González.
No Equador, onde ainda há uma clara dicotomia entre o correísmo e o anticorreísmo, o segundo turno entre Noboa e González divide o país entre a volta da esquerda ao poder e a continuidade do jovem presidente, que se autodefine como de centro esquerda, mas dialoga com uma política econômica neoliberal.
Correa está refugiado na Bélgica desde que deixou o poder em 2017. Foi julgado à revelia por corrupção, condenado a oito anos de prisão e é alvo de uma ordem de captura. O ex-presidente nega todas as acusações.
Z.AbuSaud--SF-PST