-
John Ternus comandará a Apple na era da IA
-
Bardem, Cruz e Pattinson estrelam destaques do Festival de Veneza
-
Sánchez isenta Marrocos de culpa por crise migratória em Ceuta
-
EUA buscam ampliar isolamento do Irã em reunião de ministros das Finanças do G20
-
سفارة فلسطين في عُمان تنظم ندوة لتعزيز الاستثمارات والفرص الاقتصادية
-
Líder da seita Moon é condenada a dois anos de prisão por corrupção
-
Número de vítimas aumenta no Nepal e premiê cita desastre 'inimaginável'
-
Irã e EUA anunciam ataques pela primeira vez em um mês
-
Prazo final para pagamento do IRS 2025 expira hoje às Finanças
-
Um morto e 15 desaparecidos após inundação repentina no Grand Canyon
-
Comitê da ONU apresenta argumentos jurídicos para que Estados ofereçam reparações pela escravidão
-
Santa Mônica conquista ouro feminino e pentacampeonato masculino no Intercolegial de Vôlei de Praia
-
Nepal inicia enterro das vítimas de avalanche e prossegue com as buscas por mais de 4.000 desaparecidos
-
Djokovic perde para Navone e é eliminado pela primeira vez na estreia do US Open
-
Três alarmes automotivos para renovar a segurança do veículo
-
EUA lança novos ataques contra o Irã, os primeiros em um mês
-
Monaco de Filipe Luís vence Olympique de Marselha e se isola na liderança do Francês
-
Medvedev e Pegula estreiam com vitória e avançam no US Open
-
Inter de Milão assume liderança do Italiano; Napoli perde em casa
-
Monaco vence Olympique de Marselha e se isola na liderança do Francês
-
Jorge Sampaoli é demitido do Talleres da Argentina
-
Freiburg goleia Werder Bremen com hat-trick de Suzuki
-
Naufrágio no Chipre do Norte deixa oito mortos e 17 desaparecidos
-
Real Madrid goleia Málaga e assume liderança do Espanhol
-
Por que os grandes herbívoros africanos estão a desaparecer? A resposta está na evolução
-
Flávio Bolsonaro elogia modelo de segurança de Bukele após reunião com ministro salvadorenho
-
Ataque a tiros em festa rave na Suíça deixa mulher morta e cinco feridos
-
Federação Holandesa de Futebol propõe cúpula sem Infantino para discutir futuro da Fifa
-
'Dibu' Martínez sofre 3 gols, mas vence em sua estreia no Chelsea
-
Google Maps muda nome do Lago Ontário para 'Lago América' nos EUA
-
Oposição a centros de dados agita eleições de meio de mandato nos EUA
-
Galatasaray anuncia contratação do atacante português Rafael Leão
-
Gonzalo Plata chega ao Dínamo Moscou
-
Naufrágio no Chipre do Norte deixa sete mortos e 23 desaparecidos
-
Islândia rejeita retomar negociações de adesão à União Europeia
-
Rei Haakon da Noruega participa das homenagens ao falecido pai
-
Em meio à lama e à destruição, sobreviventes retornam às suas aldeias no Nepal
-
Nasa lança o telescópio Roman, que criará um novo 'Atlas do Universo'
-
Islândia se recusa a retomar negociações de adesão à União Europeia
-
Venezuela afirma que mantém sua soberania petrolífera após acordo com EUA
-
Operações de resgate no Himalaia avançam com extrema dificuldade
-
Ataque a tiros em festa rave na Suíça deixa um morto e cinco feridos
-
Amazon lança campanha de produtos reacondicionados com descontos até 10 de setembro
-
KGM acelua expansão com investimento chinês e novos modelos
-
Especialista analisa estratégia da China e fragilidade da UE no contexto global
-
Floresta da Tijuca: Santuário diverso para evangélicos, umbandistas e druidas
-
Melhores tablets para jogos em 2026: Guia completo de 9 modelos
-
Quanto ganha um motorista de Uber em 2026? Estimativas por capital
-
Pesquisa da UFRJ aponta quase 3 mil anúncios falsos com a imagem de Drauzio Varella
-
Islândia em suspense após fechamento das urnas em referendo sobre possível adesão à UE
HRW denuncia 'erosão' dos direitos humanos, ainda mais ameaçados por Trump
A inação "covarde" de muitos governos na defesa do direito internacional e das instituições favorece a "erosão" das regras internacionais, denuncia a ONG Human Rights Watch, que teme que o retorno de Donald Trump à Casa Branca piore a situação.
De Gaza ao Sudão, passando por Mianmar, Haiti, Venezuela e Nicarágua, o mundo testemunhou em 2024 "as violações mais extremas", denunciou a diretora da organização, Tirana Hassan, em entrevista à AFP por ocasião da publicação, nesta quinta-feira (16), do relatório anual da organização.
Marcado por mais de 70 eleições em outros tantos países e conflitos mortais, 2024 foi um teste para "a integridade das instituições democráticas" e do direito internacional, diz o relatório de quase 550 páginas que analisa a situação em mais de cem países.
No entanto, muitos governos "falharam neste teste", disse a HRW, que cita "a crescente repressão" na Rússia, Índia, Venezuela e Nicarágua, e conflitos armados em Gaza, Sudão e Ucrânia.
Guerras e outras crises humanitárias, marcadas pela "covarde relutância de muitos governos" em combater violações de direitos, revelaram "a erosão das normas internacionais para a proteção de civis e o devastador custo humano quando são pisoteadas", insiste este guardião dos direitos humanos no mundo.
"Quando os governos deixam de agir para proteger civis em perigo, eles não estão apenas abandonando-os à morte e aos ferimentos, mas também minando as normas que protegem as pessoas ao redor do mundo", diz o relatório.
No banco dos réus estão "autocratas" que "fortaleceram seu poder em países como Rússia" e Mali, assim como "democracias liberais" que "nem sempre são defensoras confiáveis dos direitos humanos, seja em casa ou no exterior".
O primeiro e mais importante deles são os Estados Unidos de Joe Biden, que "continuaram transferindo armas para Israel", apesar das "crescentes evidências do uso de armas americanas para cometer crimes de guerra e matar civis" em Gaza, lembra Tirana Hassan.
- "Incoerência" -
A "incoerência" demonstrada por alguns Estados na defesa dos direitos humanos é "muito perigosa porque transmite a mensagem de que alguns direitos se aplicam a alguns e não a outros", alerta.
A situação pode piorar com o retorno de Donald Trump à Casa Branca na próxima semana, adverte a HRW, que teme que ele "repita ou amplie as graves violações de direitos" observadas durante seu primeiro mandato, o que envia uma mensagem aos autocratas "para fazer o mesmo".
"A administração Trump sugere que haverá ataques aos direitos humanos, aos direitos dos migrantes, mulheres e pessoas LGBT a nível nacional. Mas o impacto na política externa também pode ser muito sério", diz Tirana Hassan.
Se os Estados Unidos se afastarem novamente do sistema multilateral, "isso deixará um enorme vácuo que será preenchido por atores oportunistas como a China, que gostariam de nada mais do que poder avançar com suas políticas contrárias aos direitos", acrescenta.
Apesar deste panorama sombrio da situação dos direitos humanos no mundo, "nem tudo é pessimismo", insiste, lembrando que, diante da inação dos governos, a Justiça internacional e os movimentos populares estão tomando o lugar, como o que em agosto derrubou ex-primeira-ministra Sheikh Hasina do poder em Bangladesh, quando ela governava o país com mão de ferro.
Esses "movimentos de resistência" destacam uma "realidade crucial: a luta por direitos é frequentemente liderada por pessoas comuns cansadas da injustiça e da corrupção", diz a HRW.
Uma luta que é "o desafio do nosso tempo", insiste.
Embora todos possam se sentir "sobrecarregados pelos horrores" que acontecem ao redor do mundo, "não podemos nos dar ao luxo de desistir e dizer que é muito difícil", afirma.
"Porque se 2024 nos ensinou alguma coisa, é que ignorar os direitos humanos, ignorar sua violação, não é um exercício acadêmico ou uma questão de direito. Vidas são afetadas. Pessoas morrem".
Como em Gaza, onde a HRW acusa Israel de "crimes contra a humanidade" e "genocídio", ou no Sudão, onde civis são vítimas de "atrocidades generalizadas" ou no Haiti, onde a violência de gangues atingiu "níveis catastróficos".
K.AbuDahab--SF-PST