-
Trabalhadores estrangeiros do Golfo permanecem apesar da guerra: 'Não tenho outra opção'
-
EUA 'não ganhará nada' com pressão econômica, alerta o presidente do Irã
-
Comunidade LGBT dos EUA chora a morte de sua 'diva' Dolly Parton
-
Manchester City contrata o marroquino Bouaddi por mais de 100 milhões de dólares
-
Panamá e El Salvador declaram estado de emergência devido ao intenso fenômeno El Niño
-
Meta negocia acordo extrajudicial com estados dos EUA em caso sobre segurança de menores
-
Irã afirma que Estreito de Ormuz continua fechado apesar de negociações sobre 'corredor temporário' com Omã
-
Polícia australiana procura ladrões de 250.000 dólares en ostras
-
Candidatos de Trump vencem primárias na Carolina do Sul e Oklahoma
-
Incêndio em hospital no Paquistão mata 14 bebês
-
Independiente del Valle vence Tolima e será o adversário do Flamengo nas quartas da Libertadores
-
Uso de redes sociais por menores aumenta na Austrália após proibição
-
Panamá declara emergência para enfrentar seca e tempestades
-
Morre aos 80 anos a lenda do country Dolly Parton
-
Mourinho reencontra o Bernabéu em LaLiga
-
Governo Trump menciona possibilidade de demolir emblemático Kennedy Center
-
Meta sabia que ferramentas para adolescentes eram ineficazes, dizem testemunhas
-
Klay Thompson chega ao Miami Heat com 'grande motivação' e 'muito a provar'
-
Betis vence na visita ao Valencia (1-0) e segue no alto da tabela do Espanhol
-
Ousmane Dembélé terá 'período de descanso', anuncia PSG
-
Bruno Fernandes é eleito melhor jogador do ano da Liga Inglesa
-
Economia global navega entre crises e oportunidades, diz chefe do FMI
-
Prefeito de Nova York e federação de tênis anunciam ingressos a 100 dólares para o US Open
-
Pelo menos um quarto dos jogadores da NFL pode desenvolver doença cerebral, aponta estudo
-
SpaceX anuncia investimento bilionário para construir base espacial no sul dos EUA
-
Atacante francês Christopher Nkunku volta ao RB Leipzig por empréstimo
-
Verstappen correrá contra 100 pilotos de kart amador em Silverstone
-
Israel ocupa centro de formação da ONU para palestinos em Jerusalém oriental
-
Chefe das forças curdas da Síria anuncia dissolução da milícia que liderou luta contra jihadistas
-
EUA vai revogar vistos de milhares de solicitantes de asilo
-
Brasil multa TikTok em R$ 153,7 milhões, uma nova advertência às redes sociais
-
Morre aos 80 anos Dolly Parton, lenda da música country americana
-
Manchester United anuncia contratação do volante camaronês Carlos Baleba
-
Sabalenka e Djokovic perdem na estreia das duplas mistas no US Open
-
Governo da Colômbia prepara reforma para classificar grupos armados como 'terroristas'
-
Xavi promete devolver futebol ofensivo à seleção holandesa
-
Trump quer renomear Lago Ontário como 'Lago América'
-
Influência de Trump volta a ser posta à prova nas primárias republicanas
-
Longas filas nos postos de gasolina do Irã após anúncio de novas sanções dos EUA
-
Canadá anuncia tarifas de 15% a 50% sobre produtos dos EUA
-
Justiça dos EUA se recusa a anular condenação de cúmplice de Epstein
-
Mourinho diz que elenco do Real Madrid está fechado e descarta saída de Endrick
-
Noruega planeja regulamentar uso de óculos inteligentes para preservar a privacidade
-
ONU e Cruz Vermelha pedem regulamentação urgente das armas autônomas
-
ANPD multa TikTok por falhas na proteção de dados
-
Colonos israelenses na Cisjordânia atacam jornalistas da AFP
-
Gamescom 2026 começa nesta terça na Alemanha sem 'GTA VI'
-
Primeiro-ministro do Nepal poderá continuar usando seus óculos escuros no Parlamento
-
'Geladeira para humanos' alivia trabalhadores japoneses durante onda de calor
-
Luto sem fim pelas crianças mortas em uma escola no primeiro dia da guerra no Irã
Aviação israelense volta a bombardear o Líbano, 'à beira do abismo', segundo a ONU
Israel voltou a bombardear posições do Hezbollah no Líbano, nesta terça-feira (24), após os ataques que mataram centenas de pessoas e provocaram o êxodo de outros milhares na véspera, aumentando os temores de conflagração regional, quase um ano após o início da guerra contra o Hamas na Faixa de Gaza.
"O Líbano está à beira do abismo", declarou o secretário-geral da ONU, António Guterres, na Assembleia Geral da organização, que ocorre em plena escalada entre Israel e o movimento islamista libanês pró-Irã Hezbollah, aliado do Hamas.
"Gaza é um pesadelo permanente, que ameaça arrastar toda a região para o caos, a começar pelo Líbano", advertiu Guterres, que pediu um cessar-fogo imediato no território palestino.
Uma fonte próxima ao Hezbollah anunciou a morte de um de seus comandantes, Ibrahim Kobeisi, em um bombardeio israelense que, segundo o Ministério da Saúde libanês, matou seis pessoas e feriu 15 no subúrbio sul de Beirute, um reduto da poderosa formação islamista.
O Exército israelense havia indicado pouco antes que "aviões de combate da Força Aérea eliminaram nesta terça-feira, no subúrbio de Dahieh, Ibrahim Mohamed Kobeisi, comandante do sistema de mísseis e foguetes da organização terrorista Hezbollah".
- 'Bombardeios em massa' -
Israel anunciou que havia lançado uma nova onda de "bombardeios maciços" contra posições do Hezbollah após ter relatado ataques contra "dezenas de alvos" deste movimento no sul do Líbano.
"Continuaremos atingindo o Hezbollah (...) E digo ao povo libanês: nossa guerra não é contra vocês, nossa guerra é contra o Hezbollah", declarou o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, em um vídeo divulgado por seu gabinete.
Segundo o exército israelense, o Hezbollah disparou "aproximadamente 300 foguetes contra Israel , que feriram seis civis e soldados, a maioria levemente".
O Hezbollah indicou, por sua vez, que havia lançado um total de 90 foguetes contra uma base militar perto de Safed, sede do comando norte do Exército israelense.
O grupo islamista havia reivindicado anteriormente os disparos de mísseis Fadi 2 em direção a Israel que, segundo afirmou, atingiram posições militares perto de Haifa, no norte do país, incluindo uma "fábrica de explosivos", além da cidade de Kiryat Shmona.
Escolas, universidades e comércios permaneceram fechados em Haifa, indicou uma jornalista da AFP.
Os confrontos de artilharia entre Israel e Hezbollah ocorrem quase que diariamente desde o início, em outubro de 2023, da guerra na Faixa de Gaza entre os israelenses e o Hamas.
Os bombardeios de segunda-feira, de uma intensidade sem precedentes, miraram cerca de 1.600 alvos do Hezbollah no sul do Líbano e no Vale do Beca, no norte.
Pelo menos 558 pessoas morreram nestes ataques, entre elas 50 crianças e 94 mulheres, e 1.835 pessoas ficaram feridas, indicou nesta terça-feira o Ministério da Saúde libanês.
Dezenas de milhares de libaneses fugiram das áreas bombardeadas desde segunda-feira, segundo a ONU, e se dirigiram a Sidon, a maior cidade do sul, ou a Beirute.
As escolas e universidades libanesas permanecerão fechadas até o fim de semana, e várias companhias aéreas suspenderam seus voos para Beirute e, em alguns casos para Tel Aviv, como fizeram British Airways, Delta e Lufthansa.
- 'Dia de terror' -
“Foi um dia de terror”, disse à AFP Thuraya Harb, uma refugiada libanesa de 41 anos perto de Beirute, após uma viagem de oito horas saindo do sul. “Eu não queria ir embora, mas as crianças ficaram com medo e saímos com o que vestíamos”, acrescentou.
O diretor de um centro de saúde em Saksakiye, perto de Sidon, descreveu cenas de horror.
Houve “muitos mortos: crianças, mulheres, pessoas com membros, narizes ou mãos arrancados, com crânios partidos” e pessoas que chegaram “dilaceradas”, descreveu o médico Musa Yusef, sublinhando que “90% dos feridos” eram “crianças”.
Israel afirmou há poucos dias que o centro de gravidade da guerra em Gaza iria se deslocar para o norte, para permitir o regresso às suas casas das pessoas evacuadas no norte do país após o início dos confrontos com o Hezbollah.
O grupo libanês prometeu que continuará atacando Israel “até o fim da agressão em Gaza”.
O embaixador israelense na ONU, Danny Danon, assegurou que seu país "não deseja" invadir o Líbano. "Não queremos enviar nossos rapazes para lutar em um país estrangeiro, mas estamos decididos a proteger os civis de Israel", afirmou.
- Solução diplomática -
"Uma guerra em grande escala não beneficia ninguém. Embora a situação tenha se agravado, ainda é possível uma solução diplomática", assegurou o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, em seu discurso na Assembleia Geral da ONU.
A guerra em Gaza foi desencadeada por um ataque de milicianos islamistas do Hamas ao sul de Israel em 7 de outubro de 2023, em uma incursão fatal que deixou 1.205 mortos, em sua maioria civis, segundo um relato da AFP baseado em dados oficiais israelenses. Este balanço inclui os reféns mortos ou abatidos durante seu cativeiro em Gaza.
Dos 251 sequestrados durante o ataque islamista, 97 permanecem em cativeiro em Gaza, embora 33 deles tenham sido declarados mortos pelo Exército israelense.
A ofensiva israelense causou a morte de pelo menos 41.467 palestinos, segundo dados do Ministério da Saúde deste território governado pelo Hamas, considerados confiáveis pela ONU.
O Hamas pediu hoje uma "ação imediata" da ONU para pôr fim à guerra na Faixa de Gaza, e ressaltou seu repúdio a novas operações, alegando que elas dariam a Israel "uma cobertura para continuar com sua agressão".
L.Hussein--SF-PST