-
Parlamento da Venezuela investiga deputado que propõe dolarização
-
Rodri não jogará na estreia do Barça no Campeonato Espanhol, diz Flick
-
Navio sul-coreano inicia viagem pela rota do Ártico
-
Juíza anula suspensão de vistos imposta por Trump a 75 países
-
Cerca de cem feridos após incidentes em jogo da Copa da Alemanha
-
Vítima de ataque com espada em escola na Suécia é uma aluna de 17 anos
-
Russell (Mercedes) vence sprint do GP dos Países Baixos de F1; Bortoleto é 9º
-
Ucrânia procura desaparecidos após ataque russo a shopping que matou 16
-
Negociação entre EUA e Canadá fracassa e tarifas de 50% entram em vigor
-
Ataque russo contra shopping deixa 16 mortos na Ucrânia
-
Brasil e EUA vão retomar diálogo sobre tarifas, afirma Lula
-
Ataque russo contra shopping na Ucrânia deixa ao menos 16 mortos
-
Lula liga para Trump e defende diálogo sobre tarifas
-
TikTok vai pagar US$ 400 milhões para resolver caso de privacidade infantil
-
Betis vence Real Sociedad em sua estreia no Campeonato Espanhol
-
Olympique de Marselha estreia no Francês com goleada sobre Strasbourg
-
Campeão Arsenal vence Coventry City na abertura da Premier League
-
Messi é multado pela MLS por acertar tapa em adversário
-
Ex-chanceler de Guiana em vantagem na disputa para dirigir a ONU
-
Ataque russo contra shopping deixa ao menos 15 mortos na Ucrânia
-
Após eliminar Sabalenka, Bejlek vence Keys e vai à semifinal do WTA 1000 de Cincinnati
-
Justiça autoriza continuação das obras de salão de baile na Casa Branca
-
Ataque com espada deixa um morto e três feridos em escola na Suécia
-
Inter de Milão anuncia meio-campista Curtis Jones, seu 3º reforço inglês para nova temporada
-
Ataque russo contra shopping deixa ao menos 14 mortos na Ucrânia
-
Turquia emite ordem de prisão contra Netanyahu por detenção de ativistas
-
"Doença do pulmão negro" afeta cada vez mais mineiros nos EUA
-
Andoni Iraola pede reforços para o ataque do Liverpool
-
Governador mexicano procurado por narcotráfico nos EUA retoma cargo
-
Arsenal acerta contratação do zagueiro Ezri Konsa, do Aston Villa
-
Camisa do Milan terá patch em homenagem a Baresi durante toda a temporada
-
Lula defende negociar tarifas em telefonema com Trump
-
Vini, Mbappé e Bellingham 'não são incompatíveis', afirma Mourinho
-
Ataque com espada em escola na Suécia deixa ao menos três feridos
-
Russel faz a pole da corrida sprint do GP dos Países Baixos; Bortoletto é 9º
-
Leandro Paredes é punido pela Fifa com 10 jogos de suspensão por incidentes na final da Copa
-
Presidente da Bolívia destitui ministro da Economia após censura do Congresso
-
Ataque russo contra shopping deixa ao menos cinco mortos na Ucrânia
-
Príncipe Harry e outros famosos terão que pagar quase R$ 67 milhões ao Daily Mail
-
Bayern sabia do problema de Musiala 'há algum tempo', revela Kompany
-
Pressionado pelas eleições, Trump reduz tarifas sobre a carne
-
Número 1 do mundo, Jannik Sinner desiste do US Open devido a lesão
-
Dois mexicanos são detidos em operação contra laboratório de drogas na África do Sul
-
Príncipe Harry e celebridades deverão pagar £ 9,5 mi ao Daily Mail
-
Meghan enfrenta retorno ao Reino Unido marcado por tensões do passado
-
Gamescom 2026 celebra nova edição do aguardado 'GTA VI' na Alemanha
-
Trump promete 'era de ouro' das viagens espaciais
-
Presidente do Irã quer fim da guerra enquanto país está em 'posição de força'
-
Capitão indiano detido em Londres por transportar petróleo russo é 'bode expiatório', diz esposa
-
Antonelli (Mercedes) lidera o único treino livre em Zandvoort
Bombardeios entre Irã e Paquistão agravam tensões em uma região desestabilizada
Os bombardeios iranianos no Paquistão e a resposta paquistanesa em solo iraniano contra redutos de grupos insurgentes esta semana criaram um novo foco de tensão em uma região que já está em brasa, dizem analistas.
"Nenhum dos dois lados havia lançado esse tipo de ataque anteriormente", disse à AFP Nausheen Wasi, professora de Relações Internacionais da Universidade de Karachi, preocupada com o risco de uma "escalada".
O Paquistão, o único país muçulmano com armas nucleares, e a vizinha República Islâmica do Irã enfrentam grupos insurgentes há décadas ao longo dos 1.000 quilômetros de fronteira em comum.
Na terça-feira (16), o Irã anunciou que bombardeou posições do "grupo terrorista" Jaish al Adl em território paquistanês. O Paquistão retaliou na quinta-feira, bombardeando bases de separatistas paquistaneses da etnia baluchi em território iraniano.
O ataque iraniano deixou duas crianças mortas, segundo Islamabad, enquanto pelo menos nove pessoas, incluindo quatro crianças e três mulheres, morreram nos bombardeios paquistaneses, segundo a imprensa estatal iraniana.
Nesse contexto, o Paquistão também chamou de volta seu embaixador no Irã e proibiu o retorno do enviado iraniano a Islamabad.
Cada lado acusa o outro de não ser capaz de controlar os grupos armados que operam a partir do território vizinho.
Esses bombardeios se somam às múltiplas crises no Oriente Médio, começando pela guerra entre Israel e o Hamas em Gaza, deflagrada em 7 de outubro pela sangrenta incursão de milicianos islamistas no sul de Israel.
- "Linhas vermelhas" -
O agravamento de alguns conflitos está relacionado com a guerra em Gaza.
Os rebeldes huthis do Iêmen, apoiados pelo Irã, atacaram navios mercantes no Mar Vermelho nas últimas semanas, em solidariedade com os habitantes de Gaza. E as forças israelenses trocam disparos quase diariamente com o movimento islamista pró-iraniano Hezbollah, na fronteira com o Líbano.
Os conflitos paralelos também esquentaram.
Na terça, o Irã usou mísseis balísticos para atacar bases de "espiões" e alvos "terroristas" na Síria e no Curdistão iraquiano.
De acordo com Sanam Vakil, do "think tank" britânico Chatham House, o Irã prevê que as tensões com Israel, seu inimigo jurado, "aumentem", à medida que a guerra em Gaza se arrasta e, com seus bombardeios, "está estabelecendo linhas vermelhas para mostrar diretamente a Israel o que irá responder, ou não".
"O Irã quer reforçar sua posição", concorda Nausheen Wasi. "Os ataques são uma advertência para a comunidade internacional, mais do que para o Paquistão".
De qualquer modo, a resposta paquistanesa alimenta temores de uma escalada.
Mas "a consequência da nova situação é que os dois países estão (agora) aparente e simbolicamente iguais", avalia Antoine Levesques, do International Institute for Strategic Studies (IISS).
"Os riscos de uma nova escalada são mínimos e podem diminuir com o tempo", observa.
Sanam Vakil considera que a resposta paquistanesa "parece bastante moderada" e copia o método do Irã, que ressaltou que ataca apenas grupos iranianos que operam do exterior.
- Eleições no Paquistão -
A agência iraniana de notícias Fars disse que as vítimas de quinta-feira seriam de nacionalidade paquistanesa, sem citar fontes.
"Realmente há espaço para a desescalada", acredita Vakil. "Poderiam encontrar uma solução que permitisse (a todos) salvar as aparências", acrescenta.
Em 8 de fevereiro, o Paquistão realizará eleições gerais, nas quais o todo-poderoso Exército já foi acusado de tentar influenciar o resultado.
O ex-primeiro-ministro Imran Khan, o político mais popular do país, está atualmente detido e foi declarado inelegível durante cinco anos, depois de atacar o Exército.
Outro ex-primeiro-ministro, Nawaz Sharif, que dirigiu o país três vezes, é considerado favorito nas eleições e analistas acreditam que ele conta com o apoio dos militares.
O Paquistão também enfrenta um forte aumento dos atentados na fronteira com o Afeganistão e uma deterioração de suas relações com as autoridades talibãs em Cabul.
"Não subestime o impulso político que o Exército pode obter com esta represália contra o Irã", afirma Michael Kugelman, diretor do Instituto do Sul da Ásia no "think tank" Wilson Center, em Washington.
"Sua repressão contra Imran Khan e seu partido avivou a ira pública contra o Exército. O ataque em represália pode ter um efeito unificador em torno da bandeira, mesmo que apenas momentaneamente", escreveu na rede social X.
A.AlHaj--SF-PST