-
Chanceleres da OEA vão debater medidas contra a Nicarágua por eliminação de eleições
-
Honduras declara alerta em quase 80% de seu território devido ao El Niño
-
Moderna e Merck anunciam resultados promissores de tratamento contra câncer de pele
-
Presidente de honra do Bayern diz que disfunção neurológica de Musiala é um "drama"
-
Swiatek avança às quartas do WTA 1000 de Cincinnati e espera por Rybakina
-
França investiga novas agressões de ex-cirurgião pedófilo condenado
-
Mais de 5 mil casos de ebola registrados na RDC
-
Carlos Sainz renova contrato com a Williams
-
Irã ameaça países do Golfo que ajudam o Exército dos Estados Unidos
-
Lawson substituirá Hadjar, lesionado, no GP dos Países Baixos de F1
-
Trump diz que se reunirá com líder norte-coreano Kim Jong Un este ano
-
Esquerda consegue vitória surpreendente na Flórida, enquanto candidatos de Trump tropeçam
-
Emirados cancelam shows de Shakira e Christina Aguilera
-
OEA aprova reunião de chanceleres para discutir medidas contra a Nicarágua
-
Arsenal chega a acordo com Aston Villa para contratar zagueiro Ezri Konsa
-
Facções brasileiras expandem seu poder com violência nas fronteiras da Bolívia
-
Vice-presidente do Conselho da Fifa retira apoio a Infantino
-
Diretor de cinema britânico John Irvin morre aos 86 anos
-
'American Doctor' leva às telas o horror testemunhado por médicos em Gaza
-
'Sobrenatural: Agora Entre Nós' nasceu do medo da paternidade, afirma diretor
-
Imprensa britânica criticada após morte de professor negro de Cambridge
-
TPI condena sanções dos EUA à sua presidente como 'ataque flagrante'
-
China expande centros de dados para o interior do país como forma de impulsionar IA
-
Moderna e Merck anunciam resultados promissores de vacina contra o câncer de pele
-
Mulher de 84 anos é encontrada viva três dias após terremoto na Indonésia
-
ChatGPT terá anúncios a partir de 24 de agosto em 30 países europeus
-
Mães do sul da África suplicam por seus filhos na guerra da Rússia
-
Irã ameça países do Golfo que ajudam o Exército dos Estados Unidos
-
China acelera indústria de robôs humanoides; ações da Unitree disparam em estreia na Bolsa
-
Proprietário de casa cercada por colonos israelenses na Cisjordânia pede ajuda aos Estados Unidos
-
Tenista australiano Nick Kyrgios é suspenso pelo consumo de cocaína
-
Coreia do Sul encurta exercícios militares com EUA após crítica de Trump
-
Incêndio em hotel de Calcutá deixa nove mortos
-
Palmeiras tem prova de fogo em Assunção contra o Cerro Porteño na Libertadores
-
Com tudo em aberto, Flamengo recebe Cruzeiro no jogo de volta das oitavas da Libertadores
-
Libéria vai receber até 1,2 mil deportados dos EUA
-
Sabalenka atropela Wang e vai às oitavas do WTA 1000 de Cincinnati
-
Fluminense vence Independiente Rivadavia nos pênaltis e vai às quartas da Libertadores
-
Turquia nega denúncia israelense sobre envio de tropas à Síria
-
Medvedev é surpreendido por Nakashima em Cincinnati; João Fonseca sente incômodo e desiste
-
Angelique Kidjo é primeira cantora africana imortalizada na Calçada da Fama
-
Trump descarta diálogo com Irã e apresenta Ormuz como "novo território dos EUA"
-
Condição renal de Maradona deveria ter servido como sinal de alerta, diz médico, em depoimento
-
Nasa revela imagens de cratera deixada por foguete da SpaceX na Lua
-
Nakashima elimina Medvedev e vai às oitavas em Cincinnati
-
Lyon empata com Fenerbahçe (1-1) na ida do playoff de acesso à Champions
-
Musiala admite 'disfunção neurológica' após sofrer novo desmaio
-
Promotoria acusa Meta de viciar adolescentes
-
Sophie Adenot é primeira francesa a fazer caminhada fora da ISS
-
Infantino apertou o 'botão de autodestruição', diz chefe da Premier League
'Mãos para cima': soldados israelenses tomam o hospital Al Shifa de Gaza
Dezenas de soldados israelenses, alguns deles encapuzados e atirando para o alto, ordenam a rendição dos moradores de Gaza que buscaram refúgio no hospital Al Shifa. A batalha ao redor do maior hospital de Gaza chegou aos corredores do complexo médico, relata uma jornalista colaborador da AFP.
Utilizando alto-falantes, e em árabe, os soldados israelenses ordenam aos pacientes: "Todos os homens com mais de 16 anos, mãos para cima e saiam dos prédios em direção ao pátio interno para a rendição".
Após a ordem, centenas de jovens aparecem de diversas áreas do grande complexo, que fica na Cidade de Gaza, no norte da Faixa, onde se concentram os combates entre os tanques israelenses e os combatentes do movimento islamista Hamas, que governa o território palestino.
Na batalha, o Hamas tem o apoio da Jihad Islâmica, outro movimento palestino. As duas organizações são consideradas "terroristas" por Israel, Estados Unidos e UE.
A Casa Branca destacou que fontes do serviço de inteligência americano corroboraram a afirmação israelense de que Hamas e Jihad Islâmica têm um centro de comando debaixo do hospital Al Shifa. Israel acusa há vários anos os dois movimentos de utilizarem os civis palestinos como "escudos humanos".
O Hamas nega as acusações e já pediu visitas de comissões de investigação internacionais. O governo do movimento islamista palestino acusa o Exército israelense de cometer "um crime de guerra e um crime contra a humanidade".
Segundo a ONU, quase 2.300 pessoas, incluindo pacientes, profissionais da saúde e moradores deslocados pelo conflito, estão no hospital Al Shifa, que foi cercado há vários dias pelas tropas israelenses.
Martin Griffiths, diretor do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), afirmou que está "horrorizado" com as informações sobre operações militares no hospital Al Shifa.
"A proteção dos recém-nascidos, pacientes, profissionais da saúde e de todos os civis deve ter precedência sobre todas as outras questões", escreveu na rede social X.
O Comitê Internacional da Cruz Vermelha afirmou em um comunicado que "está extremamente preocupado com o impacto para os pacientes e feridos, profissionais da saúde e civis".
No dia 7 de outubro, o Hamas executou um ataque surpresa no sul de Israel que matou 1.200 pessoas, a maioria civis, segundo as autoridades israelenses.
Desde então, o Exército israelense bombardeia a Faixa de Gaza diariamente. Mais de 11.000 palestinos morreram nos ataques, segundo o Ministério da Saúde do Hamas.
- Geradores parados -
Médicos e ONGs internacionais afirmam que qualquer pessoa que tenta sair do hospital corre o risco de ser atingido por tiros das forças israelenses.
Na manhã desta quarta-feira, filas de palestinos, com as mãos para o alto, seguiram para o pátio do hospital: eles saíram da área de atendimento para queimaduras, da maternidade - que foi alvo recente de tiros -, da unidade de cirurgias e até do serviço de diálise, segundo o jornalista que está refugiado há vários dias em Al Shifa.
Dentro do hospital, os soldados atiram para o alto de quarto em quarto, em busca de combatentes do Hamas.
Mulheres e crianças assustadas e chorando foram revistadas e outras tiveram que passar por um posto equipado com uma câmera de reconhecimento, segundo o jornalista.
Tanques israelenses entraram no complexo médico e foram estacionados diante de várias unidades, incluindo o pronto-socorro. Nos últimos dias, os geradores pararam de funcionar por falta de combustível, consequência do cerco imposto por Israel desde 9 de outubro.
- Incubadoras -
Ao menos nove bebês prematuros morreram depois que foram retirados de suas incubadoras. Vinte e sete pacientes que estavam no CTI faleceram porque não tinham um respirador operacional, segundo o Ministério da Saúde do Hamas.
Uma vala comum foi aberta no complexo, onde já foram enterrados 179 corpos, informou o diretor do hospital, o médico Mohammed Abu Salmiya.
O Exército israelense afirma que enviou equipes médicas e soldados que falam árabe para a operação em uma "área específica" de Al Shifa.
Também indicou que entregou "incubadoras, comida para bebês e material médico" durante a operação.
X.AbuJaber--SF-PST