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GP do Bahrein de F1 será realizado na Malásia no início de outubro
O Grande Prêmio do Bahrein de Fórmula 1, originalmente marcado para abril, mas cancelado devido à guerra no Oriente Médio, será substituído por uma corrida na Malásia no início de outubro, anunciaram a Fórmula 1 e a FIA neste domingo (26).
"O Grande Prêmio do Bahrein não poderá ser realizado no Bahrein, e o governo da Malásia concordou em sediá-lo no circuito de Sepang, de 2 a 4 de outubro", declararam as duas instituições em um comunicado.
No início de julho, o chefe da F1, Stefano Domenicali, havia mencionado a possibilidade de realizar um Grande Prêmio na região do Golfo em 4 de outubro, entre as corridas do Azerbaijão (24 a 26 de setembro) e de Cingapura (9 a 11 de outubro), mas a recente escalada das hostilidades entre o Irã e os Estados Unidos pôs fim a essa ideia.
Buscou-se então uma alternativa, e a Malásia — localizada ao lado de Cingapura — surgiu como uma solução ideal, tanto do ponto de vista logístico quanto esportivo.
O evento será chamado de "Formula 1 Gulf Air Bahrain Grand Prix in Malaysia", uma vez que o reino do Golfo "cobrirá uma parte significativa dos custos associados à organização de última hora neste local", especificou a F1.
O circuito de Sepang, localizado bem ao lado do aeroporto que serve a capital, Kuala Lumpur, sediou 19 Grandes Prêmios de F1 entre 1999 e 2017 e está pronto para receber novamente a principal categoria do automobilismo.
O circuito sedia um Grande Prêmio de MotoGP desde 1999, o que significa que as autoridades locais estão acostumadas a organizar grandes eventos, um fator-chave para sua escolha pela F1 e pela FIA.
A corrida passa a ser a 23ª do calendário, em vez das 24 originalmente planejadas, já que o Grande Prêmio da Arábia Saudita, agendado para abril em Jidá, também foi cancelado e não foi remarcado.
- Incerteza para o fim da temporada -
Apesar dessa solução, permanece a incerteza em relação às duas últimas etapas do calendário, previstas para o Catar e Abu Dhabi em 29 de novembro e 6 de dezembro, respectivamente.
Existe uma forte possibilidade de que esses dois eventos sejam cancelados, e várias alternativas foram propostas para substituí-los, como a realização de Grandes Prêmios consecutivos em Las Vegas no final de novembro ou a disputa de duas corridas na Europa.
Nesse cenário, os circuitos de Ímola (Itália) e Portimão (Portugal) seriam as opções preferidas, segundo fontes do paddock informaram à AFP.
No entanto, não se espera nenhuma decisão sobre os Grandes Prêmios do Catar e de Abu Dhabi antes do final de setembro ou início de outubro, uma vez que os órgãos dirigentes da F1 preferem aguardar e monitorar a situação no Oriente Médio.
O conflito na região também pode afetar os calendários de outras modalidades de automobilismo.
As duas últimas etapas do Campeonato Mundial de Endurance (WEC) estão marcadas para o Catar, em outubro, e o Bahrein, em novembro, e espera-se um anúncio em breve sobre a substituição dessas provas por corridas na Europa.
Enquanto isso, o Grande Prêmio de MotoGP do Catar, originalmente agendado para abril e remarcado para novembro, também corre risco de cancelamento total, ao passo que o Rally da Arábia Saudita, 14ª e última etapa do Campeonato Mundial de Rali (WRC) prevista para Jidá em novembro, também está em risco.
O.Salim--SF-PST