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Espanha e o desafio de parar a embalada Bélgica nas quartas da Copa do Mundo
Uma equipe imprevisível, embalada por um sentimento de injustiça, ou a eficiência e solidez defensiva? Bélgica e Espanha colocam seus respectivos momentos à prova em Los Angeles, nesta sexta-feira (10), pelas quartas de final da Copa do Mundo, com Thibaut Courtois frente a frente com Lamine Yamal.
A Bélgica se encontrou depois do "caso Balogun", o cartão vermelho que o atacante dos Estados Unidos teve perdoado graças a Donald Trump, o que teve um efeito oposto ao esperado: os 'Diabos Vermelhos eliminaram a seleção americana com uma goleada por 4 a 1. Será que essa motivação entrará em campo contra a Espanha?
Até então, a Bélgica avançava em meio a dúvidas, conflitos e um milagre: a vitória por 3 a 2 sobre o Senegal, conquistada na prorrogação, após estar perdendo por 2 a 0 a quatro minutos do fim na fase de 16-avos de final.
"As pessoas têm uma visão errada sobre nós", rebateu Courtois.
- Do 'tiqui-taca' à defesa sólida -
O caminho da Espanha foi mais linear, embora tenha sofrido até ao fim para eliminar o Portugal (1 a 0 com gol nos acréscimos).
Os números dos campeões europeus são impressionantes, em seu retorno às quartas de final da Copa do Mundo pela primeira vez desde a conquista do título em 2010.
Com um futebol menos brilhante do que na conquista da Eurocopa há dois anos, o principal fator da equipe espanhola tem sido sua estrutura defensiva extremamente sólida: nenhum gol sofrido e apenas seis finalizações certas permitidas aos adversários em cinco jogos.
Essa solidez permitiu à equipe ampliar sua série invencibilidade para 35 jogos, igualando seu melhor desempenho histórico (2007–2009) e ficando a apenas dois jogos do recorde absoluto da Itália (2018–2021), marca que superaria caso conquiste o título mundial no dia 19 de julho, em Nova Jersey.
"Somos uma equipe em que todos atacam e todos defendem. O técnico diz que o primeiro a defender é o camisa 9 e os outros seguem o exemplo", disse na quarta-feira o atacante Dani Olmo.
- Bélgica imprevisível -
Após dois empates em um início de torneio instável, alternando entre atuações apagadas e momentos de grande inspiração, a Bélgica utilizou 18 jogadores diferentes como titulares nas cinco escalações do técnico Rudi Garcia.
Garcia não hesita em questionar o status das estrelas, como o antes intocável Kevin De Bruyne, que sequer entrou em campo contra os Estados Unidos.
A imprevisível seleção belga, cujos jogadores às vezes discutem entre si diante das câmeras durante os jogos (como contra Irã e Senegal), pode contar com Courtois, seu líder e porta-voz.
"A situação é um pouco parecida com a das quartas de final de 2018 contra o Brasil [vitória por 2 a 1]. Eles eram os favoritos e tinham mais qualidade individual, mas nós éramos um grande time, unido, assim como agora", comentou o goleiro do Real Madrid.
"Nós lutamos. Contra o Senegal, mostramos nossa força coletiva. Acredito que temos chance", acrescentou Courtois.
O meia-atacante Diego Moreira, de 21 anos, destaca os "grandes jogadores do time que estão lá para elevar o moral quando as coisas vão mal e contribuir com sua experiência", como Courtois e De Bruyne, mas também Romelu Lukaku, que já marcou três gols saindo do banco de reservas.
"A Espanha gosta de ficar com a bola, fazer o adversário baixar a guarda e atacar. Vamos trabalhar nos treinos no que for preciso para pará-los, temos que estar prontos para pressionar após a perda da bola, jogar de forma agressiva e mostrar que também temos qualidade", Moreira.
No jogo contra os Estados Unidos, a Bélgica perdeu o meio-campista Amadou Onana por lesão, após ele sofrer uma ruptura do ligamento cruzado do joelho direito.
P.AbuBaker--SF-PST