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França, a favorita do Grupo I, que tem também Haaland e Sadio Mané
Três das maiores estrelas da Copa do Mundo de 2026 — Kylian Mbappé, Sadio Mané e Erling Haaland — estão prontas para se enfrentar logo na primeira fase, em um explosivo Grupo I que promete duelos eletrizantes, com a França despontando como a grande favorita.
Completando o grupo está o Iraque, que pode muito bem se tornar o fiel da balança da chave caso consiga surpreender e arrancar pontos de qualquer um de seus três adversários.
FRANÇA
. Participações: 16. Melhor resultado: campeã (1998 e 2018). Ranking da Fifa: 1ª.
Técnico: Didier Deschamps
Deschamps integra um seleto trio, ao lado do brasileiro Mário Jorge Lobo Zagallo e do alemão Franz Beckenbauer, que conquistou o título da Copa do Mundo tanto como jogador quanto como técnico. Este Mundial marcará sua despedida do comando da seleção francesa, cargo que ele deixará após 14 anos de sucesso. No torneio de 2026, na América do Norte, ele poderá se tornar o primeiro técnico a comandar uma equipe em três finais de Copa do Mundo.
Destaque: Kylian Mbappé
Aos 27 anos, o atacante do Real Madrid busca consolidar ainda mais seu status de lenda em Mundiais. Em suas duas participações anteriores, conquistou o título na Rússia em 2018 (o torneio que o catapultou ao estrelato) e foi vice-campeão no Catar em 2022, onde os 'Bleus' foram derrotados pela Argentina nos pênaltis, apesar de um 'hat-trick' de Mbappé.
SENEGAL
. Participações: 3. Melhor resultado: quartas de final (2002). Ranking da Fifa: 14º.
Técnico: Pape Thiaw
Protagonista na histórica campanha de Senegal na Copa de 2002, na Coreia do Sul e Japão, Thiaw sucedeu seu ex-companheiro de geração Aliou Cissé em 2024. Após uma longa invencibilidade de 26 partidas, Senegal perdeu o título da Copa Africana em março, que foi concedido ao Marrocos após o caos na final, e vem de uma derrota por 3 a 2 num amistoso contra os Estados Unidos, no domingo. Os 'Leões de Teranga' possuem, possivelmente, o melhor elenco de sua história, contando com jogadores experientes como Sadio Mané, Mendy, Koulibaly, Pape e Idrissa Gueye, e Nicolas Jackson, ao lado de jovens talentos promissores como Ibrahim Mbaye, do PSG.
Destaque: Sadio Mané
Apesar de ter deixado o futebol europeu para jogar na liga saudita, Mané continua sendo o talismã e líder de sua seleção, um papel que mostrou durante a final da Copa Africana, quando convenceu seus companheiros de equipe a retornarem do vestiário após terem abandonado o campo em protesto contra um pênalti polêmico marcado a favor do Marrocos. Atuando pelo Al-Nassr, time de Cristiano Ronaldo, ele acaba de conquistar o campeonato saudita.
NORUEGA
. Participações: 3. Melhor resultado: oitavas de final (1938 e 1998). Ranking da Fifa: 31ª.
Técnico: Stale Solbakken
À frente da seleção norueguesa desde 2020, ele atuou como jogador na última participação da Noruega em uma Copa do Mundo, na França em 1998, e agora conduziu seu país de volta ao torneio quase quatro décadas depois. A Noruega se classificou de forma brilhante para o torneio norte-americano, deixando a Itália para trás, e Solbakken conta agora com a melhor geração de jogadores da história do país.
Destaque: Erling Haaland
O atacante norueguês ostenta estatísticas impressionantes. Com apenas 25 anos, ele já marcou 352 gols desde que fez sua estreia profissional ainda na adolescência. O camisa 9 do Manchester City é uma das maiores estrelas da Copa do Mundo, com o apoio de Odegaard, Sorloth e do núcleo de jogadores do Bodo/Glimt, um elenco que brilhou nas recentes campanhas europeias, a Noruega pode sonhar com voos altos.
IRAQUE
. Participações: 1. Melhor resultado: fase de grupos (1986). Ranking da Fifa: 57º.
Treinador: Graham Arnold (Austrália)
Após comandar a seleção de seu país na Copa do Catar em 2022, onde a Austrália foi eliminada nas oitavas de final pela Argentina, Arnold assumiu o comando do Iraque em um momento em que a equipe havia se complicado em sua luta pela classificação. Mas ele acabou levando o time à sua segunda participação em Mundiais, 40 anos após a estreia no México em 1986. Considerando os adversários sorteados para o seu grupo, parece improvável que a seleção iraquiana consiga conquistar sua primeira vitória na história das Copas do Mundo.
Destaque: Aymen Hussein
Ele foi o herói dos 'Leões da Mesopotâmia' na repescagem intercontinental, marcando o gol decisivo na vitória por 2 a 1 sobre a Bolívia, na partida que valia a tão sonhada vaga. Mas Hussein, agora com 30 anos, também personifica o imenso sofrimento vivido pelo povo iraquiano nas últimas décadas. Natural de Kirkuk, província que permaneceu sob o domínio do Estado Islâmico por mais de uma década, o jogador viu pelo menos dois de seus familiares, seu pai e um irmão, serem assassinados pelo grupo jihadista. Com uma década como jogador da seleção iraquiana, Hussein acumula 33 gols em 93 partidas.
I.Yassin--SF-PST