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Ferrari busca renascimento na nova temporada da Fórmula 1
Às vésperas de uma temporada de Fórmula 1 marcada por uma mudança radical no regulamento, a tradicional Ferrari, que não conquista um título mundial desde 2008, exibe uma mistura de serenidade e prudência, na esperança de retornar ao topo da principal categoria do automobilismo.
Após os testes de pré-temporada no Bahrein, no final de fevereiro, nem seus dois pilotos, Lewis Hamilton e Charles Leclerc, nem o chefe da equipe, Frédéric Vasseur, se mostraram muito otimistas em relação ao novo carro, cujo motor, chassi e aerodinâmica foram redesenhados de acordo com o novo regulamento técnico.
"As condições dos testes nunca são verdadeiramente representativas, e Melbourne será a primeira oportunidade real de medir nossa competitividade em relação aos nossos rivais", explicou Vasseur em um comunicado da Ferrari divulgado na quarta-feira, antes do Grande Prêmio da Austrália deste fim de semana.
"Ainda há muitas incógnitas, e estamos encarando este fim de semana com foco e humildade", acrescentou o engenheiro francês.
Responsáveis da Ferrari no Bahrein admitiram que a 'Scuderia' esperaria três ou quatro corridas antes de confirmar os sinais positivos.
Mas, falando à imprensa no circuito de Sakhir, Hamilton parecia muito tranquilo, expressando com um largo sorriso seu "entusiasmo" e sua impressão de que a equipe italiana está "ansiosa" para voltar a vencer.
- O 'DNA' de Hamilton -
"Há um pouco do meu DNA" no novo carro SF-26, "com o qual me sinto muito mais em sintonia" do que em 2025, durante sua desastrosa primeira temporada na Ferrari, na qual o heptacampeão mundial não conseguiu sequer um pódio.
Com sua voz suave e jeito elegante, o britânico de 41 anos se recusou a falar sobre suas chances de conquistar um oitavo título, o que o tornaria o piloto mais vitorioso da história.
Seu companheiro de equipe, Charles Leclerc, de 28 anos, também está entre os favoritos após ser um dos destaques no Bahrein, tendo acumulado milhares de quilômetros e marcado o tempo mais rápido, pouco abaixo de 1 minuto e 32 segundos.
O piloto monegasco, adorado no Principado e casado neste fim de semana com a influenciadora e modelo Alexandra Saint Mleux, de 23 anos, também se absteve de falar sobre a disputa pelos títulos.
"Todos estão escondendo suas cartas na manga", repetiu ele aos repórteres, se referindo a essa espécie de jogo de pôquer em que os testes e comentários no paddock se transformaram durante a pré-temporada da F1.
Na verdade, foram as três equipes rivais — Mercedes, Red Bull e McLaren — que teceram vários elogios à Ferrari.
- "Os tipos de vermelho" -
Zak Brown, chefe da equipe McLaren (campeã de 2025), declarou em uma coletiva de imprensa no Bahrein: "Estamos entre os quatro primeiros. Não na liderança, mas é uma temporada longa. Os pilotos de vermelho e os de prata são muito sólidos", disse ele, se referindo às cores da Ferrari e da Mercedes, respectivamente.
O jovem prodígio italiano da Mercedes, Andrea Antonelli, de 19 anos, considerou a Ferrari "muito competitiva", enquanto o francês Isack Hadjar, de 21 anos, que inicia sua segunda temporada na F1 e a primeira pela Red Bull, acredita que Leclerc será o homem a ser batido.
A Ferrari faz parte da história da Fórmula 1. Fundada por Enzo Ferrari, está presente desde o primeiro Mundial, em 1950, e nunca se ausentou de um campeonato, em que vivenciou triunfos, crises, fracassos e ressurgimentos.
Ao longo de mais de sete décadas, a 'Scuderia' conquistou 16 títulos de Mundial de Construtores e 15 de Mundial de Pilotos, com destaque para os sete vencidos pelo alemão Michael Schumacher.
Outros nomes lendários do automobilismo também correram pela Ferrari, como o argentino Juan Manuel Fangio, o austríaco Niki Lauda e o finlandês Kimi Räikkönen, o último piloto a conquistar o Mundial de Pilotos pela escuderia vermelha, em 2007.
Segundo a Ferrari, seus pilotos disputaram 1.122 Grandes Prêmios, alcançando 248 vitórias e 836 pódios em três quartos de século.
M.Qasim--SF-PST