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Demissão de Rúben Amorim pode custar 16 milhões de libras ao Manchester United
O Manchester United pode ter que gastar até 16 milhões de libras esterlinas (R$ 111 milhões na cotação atual) para finalizar os contratos do técnico português Rúben Amorim e de seus assistentes, demitidos em janeiro por conta dos maus resultados, de acordo com dados financeiros divulgados pelo clube.
"Uma provisão de 15,9 milhões de libras [R$ 110 milhões] será registrada no demonstrativo de resultados do segundo semestre do exercício financeiro que termina em 30 de junho de 2026, representando o valor máximo potencial de futuros pagamentos de liquidação", explicou a diretoria do United em documento publicado na quinta-feira (26) para investidores na Bolsa de Valores de Nova York, onde o clube inglês está listado.
Esse valor será atingido em função de condições que o clube não especificou.
O Manchester United é um dos poucos clubes de capital aberto que impõe obrigações de transparência financeira, permitindo a publicação desses números, que, no caso de seus rivais, permanecem protegidos pelo sigilo empresarial.
O clube já havia anunciado em 2024 que gastou 10,4 milhões de libras (R$ 72,2 milhões) para rescindir o contrato do antecessor de Amorim, o holandês Erik ten Hag, e de seus auxiliares.
Para contratar o português em 2024, o United teve que pagar 6,3 milhões de libras (R$ 43,7 milhões) ao Sporting de Lisboa.
Vivendo uma crise de resultados esportivos há anos, o clube de Old Trafford vem realizando uma profunda reestruturação desde 2024, impulsionada pelo acionista minoritário Jim Ratcliffe, que resultou no corte de cerca de 450 empregos.
Essa reformulação drástica fez com que o clube registrasse um lucro de 32,6 milhões de libras (R$ 226,3 milhões) no primeiro semestre do ano fiscal de 2026 (julho a dezembro de 2025), em comparação com um prejuízo de 3,9 milhões de libras (R$ 27 milhões) no ano anterior.
No âmbito esportivo, a demissão de Amorim no início de janeiro, após uma passagem turbulenta de 14 meses, provocou uma reação dos jogadores que, sob o comando de Michael Carrick, subiram para o quarto lugar na tabela do Campeonato Inglês, com esperanças de se classificarem para a Liga dos Campeões na próxima temporada.
D.Qudsi--SF-PST