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Marquinhos, capitão e peça fundamental da reconstrução defensiva do PSG
Longe da solidez esperada na partida de ida da repescagem da Liga dos Campeões em Mônaco (vitória do PSG por 3 a 2), a melhor versão do zagueiro brasileiro Marquinhos será necessária nesta quarta-feira (25) para liderar uma defesa que ainda não inspira confiança.
Diante de sua torcida no Parque dos Príncipes, os atuais campeões europeus precisarão que seu capitão esteja no auge físico e mental para, pelo menos, garantir o resultado e evitar uma humilhante eliminação contra o atual oitavo colocado da Ligue 1.
Algo que não aconteceu na última terça-feira, quando o PSG, sua linha defensiva e o próprio Marquinhos foram uma sombra de si mesmos nos primeiros 20 minutos no Principado.
O ex-jogador do Corinthians e da Roma não ficou isento de responsabilidade pelos dois gols de Folarin Balogun: ele frequentemente chegava atrasado na bola e não foi decisivo o suficiente nos duelos. No segundo tempo, cometeu um possível toque de mão na sua própria área, mas, felizmente para o PSG, o pênalti não foi marcado.
Mas essa atuação decepcionante do jogador de 31 anos não reflete o seu nível de jogo nos últimos meses. Marquinhos se consolidou como um líder sólido durante a segunda metade da temporada passada.
Ele costuma formar um bloco impenetrável com seu alter ego no miolo da defesa, o equatoriano Willian Pacho. O Marquinhos mentalmente frágil de seus primeiros anos em Paris agora parece uma lembrança distante.
E mesmo enfrentando forte concorrência pela posição desde a última janela de transferências europeia com a chegada de Ilya Zabarnyi, o brasileiro manteve as mesmas qualidades de liderança e foi reeleito capitão por seus companheiros.
- "Nosso maior líder" -
Tanto em campo quanto no vestiário, ele é um dos primeiros a se manifestar quando necessário, e suas palavras são ouvidas com muita atenção pelo elenco parisiense.
Na última terça-feira, após a vitória de virada do PSG, o brasileiro reconheceu os problemas na linha defensiva: "Começamos mal a partida, cometemos alguns erros em duelos, no posicionamento defensivo e na cobertura defensiva".
"Conseguimos corrigir isso, e depois eles quase não tiveram chances (...), é importante quando cometemos erros falar sobre eles, sermos honestos conosco mesmos, e foi isso que fizemos", enfatizou o jogador com mais partidas na história do PSG (512).
Seu treinador, Luis Enrique, não hesitou em destacar seu papel: "Ele é um capitão, líder do vestiário. Quando ele não está em campo, não sei quem vai se manifestar, quem vai motivar o time. Estou muito feliz por tê-lo. Ele sempre teve um bom desempenho desde que cheguei aqui".
"É o nosso maior líder, nos dá confiança, nunca deixa o time relaxar", afirmou seu companheiro de equipe João Neves.
Com contrato até 2028, o brasileiro - que disputará a Copa do Mundo na América do Norte este ano pela Seleção - ainda tem tempo para levantar um segundo troféu da Liga dos Campeões e estender o reinado europeu de seu clube.
M.AbuKhalil--SF-PST