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Nascido na França e criado na Espanha, argelino Luca Zidane ainda não sofreu gols na CAN
Filho do ícone do futebol francês Zinedine Zidane e criado na Espanha, Luca Zidane está brilhando na Copa Africana de Nações, defendendo o gol da Argélia: ele é o único goleiro titular entre os times classificados para as quartas de final que ainda não sofreu nenhum gol no torneio.
Manter esse status não será fácil, já que ele enfrentará os atacantes nigerianos Victor Osimhen e Ademola Lookman em Marrakech, no sábado, em jogo das quartas de final.
Osimhen e Lookman, ambos vencedores do prêmio de Melhor Jogador Africano do Ano, têm atormentado as defesas adversárias ao longo do torneio, marcando três gols cada.
- Com a família nas tribunas -
Luca, de 27 anos, não sofreu gols nas partidas da fase de grupos diante de Sudão e Burkina Faso, antes de ser poupado no jogo contra a Guiné Equatorial.
Ele voltou a ser titular na partida das oitavas de final contra a República Democrática do Congo e, mais uma vez, terminou o jogo sem buscar a bola no fundo da rede, em uma dramática vitória por 1 a 0 na prorrogação.
Seu pai, Zinedine, assistiu a todas as partidas que Luca disputou no Marrocos defendendo as 'Raposas do Deserto'.
"É especial quando sua família vem assistir aos seus jogos", disse o goleiro, que foi revelado nas categorias de base do Real Madrid e atualmente joga no Granada, da segunda divisão espanhola.
Nascido na França, Luca representou seu país natal em cinco categorias de base diferentes.
De acordo com as regras da Fifa, ele também poderia ter jogado pela Espanha ou pela Argélia, países onde nasceram seus avós maternos e paternos, respectivamente.
No ano passado, ele optou pela Argélia, fazendo sua estreia em uma partida das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2026 contra Uganda, em novembro. Quando uma lesão deixou de fora da Copa Africana de Nações o goleiro titular Alexis Guendouz, Luca Zidane se tornou o titular.
"Estou orgulhoso por representar a Argélia e jogar na Copa Africana de Nações. É uma grande experiência", disse ele aos repórteres.
Observado de perto desde criança, assim como seus três irmãos, a presença de Luca na seleção argelina gerou grande expectativa antes do torneio.
- "Seu sobrenome pesa bastante" -
"Ele é como todos os outros, como todos os jogadores. Se integrou bem, e nós o integramos bem. Ele é novo, não complica as coisas e tenta dar o seu melhor para a equipe. E acho que ele não dá muita importância ao burburinho", disse o capitão argelino Riyad Mahrez, de 34 anos, antes de admitir: "Bem, é verdade que o sobrenome dele pesa bastante".
O goleiro tem seguido o roteiro pré-estabelecido pela mídia desde sua primeira convocação. "Estou muito feliz por estar aqui. É uma honra para mim, e darei 100% para que o povo argelino possa se orgulhar", disse ele na ocasião.
Campeã africana em 2019, a Argélia busca um sucessor à altura de Raïs M'Bolhi, que foi o goleiro titular absoluto por mais de uma década. Guendouz assumiu a posição em 2023, e agora Luca Zidane disputa a vaga a longo prazo.
Luca se tornou um potencial jogador da seleção argelina em 19 de setembro, quando a Fifa aprovou sua mudança de nacionalidade esportiva.
"Toda a minha família está orgulhosa de mim e me apoia em todas as minhas decisões. Meu avô está feliz por eu estar jogando pela Argélia", disse Luca, que se tornou goleiro porque, quando criança, seu pai e seu irmão mais velho, Enzo, o colocavam nessa posição durante os jogos de futebol em família.
Filho do maior meio-campista da história da seleção francesa, francês criado na Espanha, Luca Zidane agora tem a oportunidade de conquistar a África.
No horizonte está a Copa do Mundo de 2026, competição que seu pai conquistou com a França em 1998, marcando dois gols de cabeça contra o Brasil na final (3-0).
B.AbuZeid--SF-PST