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Luto nacional na Áustria após ataque a tiros que matou 10 pessoas em colégio
A Áustria está de luto nesta quarta-feira (11), um dia depois de um ex-aluno matar a tiros dez pessoas e depois se suicidar em um colégio de Graz, uma tragédia sem precedentes no país.
Os vizinhos acenderam velas e deixaram flores em homenagem às vítimas, a maioria jovens, em frente ao colégio de ensino médio, no centro dessa cidade do sul da Áustria.
O país guardou um minuto de silêncio às 10h (5 da manhã em Brasília) nesta quarta-feira, no mesmo horário em que os disparos espalharam pânico no colégio no dia anterior.
"É realmente amedrontador, viveremos com isso durante anos", declarou à AFP Mariam Fayz, uma estudante de 22 anos que temeu pela vida de seu irmão mais novo ao saber da notícia.
Os moradores da região ouviram gritos e disparos por volta das 10h da terça-feira, quando as aulas foram retomadas após a segunda-feira de Pentecostes.
O suposto autor, um austríaco de 21 anos oriundo da região, agiu sozinho utilizando um fuzil e uma pistola que possuía legalmente e suicidou-se no banheiro, segundo a polícia, que tenta esclarecer a motivação.
Durante a busca em sua residência, os investigadores descobriram "uma bomba caseira não funcional" e uma carta de despedida dirigida a seus pais, mas que não oferece pistas sobre o que o levou a matar.
Alguns meios de comunicação afirmam que ele havia sofrido bullying. O jovem estudou durante o ensino médio no centro, que conta com cerca de 400 alunos entre 14 e 18 anos, mas não concluiu os estudos.
O chefe de governo austríaco, Christian Stocker, que viajou ao local, mencionou uma "tragédia nacional" e anunciou três dias de luto oficial.
Ataques em locais públicos são raros na Áustria, um país-membro da UE com nove milhões de habitantes, que está entre os 10 Estados mais seguros do mundo, segundo a lista do Índice Global de Paz.
No entanto, a Europa tem sido abalada nos últimos anos por ataques em escolas e universidades que não foram classificados pelas autoridades como atos de "terrorismo".
Na França, um aluno de 14 anos esfaqueou mortalmente uma assistente educacional na terça-feira em frente ao estabelecimento.
T.Khatib--SF-PST