-
'Eu me candidatei a papa': como usar o ChatGPT e perder o contato com a realidade
-
Princesa de Astúrias reconhece pioneiros do sequenciamento rápido do DNA
-
'Não é culpa do meu filho': a maternidade das vítimas de estupros na guerra do Sudão
-
Obras para a Copa do Mundo atrapalham vida de trabalhadoras sexuais no México
-
Trump quer pressionar Xi a abrir a China para empresas americanas
-
Mundo utiliza reservas de petróleo em ritmo recorde, alerta AIE
-
Louvre negligenciou a segurança, afirma relatório parlamentar
-
Lakers querem "dar tempo" a LeBron para que decida sobre seu futuro
-
PSG quer garantir título do Francês na visita ao Lens para focar na final da Champions
-
City enfrenta Crystal Palace para seguir na luta com Arsenal pelo título da Premier
-
Paramount defende aquisição da Warner Bros. perante Procuradoria da Califórnia
-
Jason Collins, primeiro jogador abertamente gay da NBA, morre aos 47 anos
-
Houston transforma seu estádio para a Copa do Mundo e prepara força policial multilíngue
-
Dezenas de milhares de argentinos marcharam contra cortes de Milei nas universidades públicas
-
Procurador interino dos EUA defende convocações judiciais de jornalistas
-
Betis vence Elche (2-1) e volta à Liga dos Campeões após 20 anos
-
Ator de 'Ted Lasso' jogará profissionalmente por clube dos EUA
-
Comediante Conan O'Brien será novamente anfitrião do Oscar em 2027
-
Bento falha no último lance, Al-Nassr empata e 1º título de CR7 na Arábia Saudita é adiado
-
Quais inovações táticas esperar na Copa do Mundo de 2026?
-
Diretor da OpenAI diz em julgamento que Musk 'queria 90%' da empresa
-
Trump viaja à China para reunião com Xi, com Irã como pano de fundo
-
Chefe da FDA, agência reguladora de alimentos e medicamentos nos EUA, deixa o cargo
-
Prefeito de Nova York volta atrás em promessa de elevar imposto sobre propriedade
-
Carne brasileira não entra para lista europeia de respeito às normas sanitárias
-
Messi continua sendo o jogador mais bem pago da MLS
-
Festival de Cannes começa sob lema do cinema como 'ato de resistência'
-
Barcelona estuda ações legais após acusações do presidente do Real Madrid
-
Kevin Warsh retorna ao Fed com agenda reformista
-
Trump anuncia saída do chefe da agência de medicamentos e segurança alimentar
-
Brandon Clarke, do Memphis Grizzlies, morre aos 29 anos
-
Relatório israelense acusa o Hamas de violência sexual em larga escala no ataque de 7 de outubro
-
Inflação de abril nos EUA alcançou seu nível mais alto em três anos por guerra no Irã
-
Rússia testa míssil de longo alcance após fim de tratado nuclear com os EUA
-
Francesa infectada com hantavírus segue internada em estado grave
-
Hamburgo nomeia Kathleen Krüger como sua primeira diretora esportiva
-
Irã dá ultimato para EUA aceitar sua contraproposta de paz
-
Presidente do Real Madrid convoca eleições e apresenta candidatura
-
Ex-prefeito é preso por assassinato do ambientalista hondurenho Juan López
-
Lula lança plano contra crime organizado a cinco meses das eleições
-
Senado dos EUA confirma indicado de Trump como novo membro do Fed
-
Ben White vai desfalcar o Arsenal pelo resto da temporada e pode ficar fora da Copa
-
Mosquito 'antidengue', um avanço, mas não uma solução milagrosa no Brasil
-
Argentinos protestam contra cortes nas universidades públicas
-
Técnico Dick Advocaat reassume seleção de Curaçao a um mês da Copa
-
Cannes estende tapete vermelho para edição cheia de estrelas e um pouco de política
-
Guerra dos EUA contra Irã custou US$ 29 bilhões, segundo Pentágono
-
EUA processa duas empresas por colisão de navio com ponte em Baltimore
-
Starmer decide 'continuar', apesar de pressão crescente e divisão no Partido Trabalhista
-
Flick critica Lamine Yamal por exibir bandeira palestina
Suprema Corte dos EUA limita redistribuição eleitoral destinada a favorecer minorias
A Suprema Corte dos Estados Unidos, de maioria conservadora, anulou, nesta quarta-feira (29), o mapa eleitoral do estado da Louisiana, em uma decisão de grande alcance para a representação das minorias no Congresso, em particular afro-americanas e hispânicas.
A decisão representa um revés para os democratas, que há vários meses travam uma batalha com os republicanos em torno da redistribuição dos distritos eleitorais em vários estados antes das cruciais eleições de meio de mandato, em novembro.
Ao contrário, o partido republicano, do presidente Donald Trump, sai fortalecido no longo prazo.
Por seis votos a três, os dos juízes conservadores frente aos progressistas, a corte concluiu que uma lei que garante a representação eleitoral das minorias, a Lei de Direito ao Voto (Voting Rights Act), não obrigava a Louisiana a criar um segundo distrito de maioria afro-americana.
Consequentemente, o mapa eleitoral deste estado do sul dos EUA "é uma redistribuição inconstitucional", afirmou o magistrado conservador Samuel Alito na sentença redigida em nome da maioria.
Mas para a juíza progressista Elena Kagan, "a decisão da Corte fará recuar o direito fundamental à igualdade racial" nas eleições, "que o Congresso tinha outorgado" com a Lei de Direito ao Voto de 1965.
Na última década, decisões anteriores da corte de maioria conservadora esvaziaram de conteúdo em grande medida esta lei crucial, adotada em pleno movimento pelos direitos civis para impedir que os antigos estados segregacionistas do sul violassem o direito ao voto dos afro-americanos.
Para Alito, a seção 2 da Lei de Direito ao Voto - analisada neste caso - foi redigida "com a finalidade de fazer respeitar a Constituição".
"Infelizmente, os tribunais inferiores às vezes aplicaram a jurisprudência da Corte sobre esta seção 2 de forma que obriga os estados a incorrerem na discriminação racial que a Constituição proíbe", acrescentou, em alusão à criação de circunscrição de maioria afro-americana.
- "Letra morta" -
No entanto, Kagan avaliou que, com esta decisão, a seção 2 da Lei de Direito ao Voto se torna "letra morta".
"As consequências provavelmente serão profundas e graves", afirmou.
O líder dos democratas no Senado, Chuck Schumer, denunciou o que considerou um "golpe terrível" desferido neste texto.
"Uma lei escrita com o sangue, o suor e o sacrifício de americanos que marcharam, lutaram e morreram pelo direito ao voto e para impedir a discriminação racial voltou a ser fragilizada", criticou Schumer em um comunicado.
O impacto da decisão da Suprema Corte poderia se limitar, em um primeiro momento, à Louisiana, um estado onde cerca de um terço da população é negra.
Mas no futuro, as circunscrições compostas majoritariamente por eleitores afro-americanos - tradicionalmente eleitores democratas - poderiam ser redesenhadas nos estados governados pelos republicanos.
O caso analisado pela Suprema Corte se concentrou em um mapa eleitoral que as autoridades republicanas da Louisiana redesenharam após o censo de 2020 para criar, a partir de uma decisão judicial, uma segunda circunscrição de maioria afro-americana em virtude da Lei de Direito ao Voto.
Um grupo de eleitores brancos da Louisiana impugnou este novo mapa eleitoral sob o argumento de que se apoiava demais em critérios raciais. Por fim, a Suprema Corte se colocou ao lado destes impugnantes.
D.AbuRida--SF-PST