-
Nova companhia aérea saudita inicia operações durante guerra no Oriente Médio
-
Número de mortos em terremoto nas Filipinas sobe para 46
-
Com gol de Messi, Argentina vence Islândia (3-0) em amistoso preparatório para Copa
-
EUA bombardeia Irã após acusá-lo de derrubar helicóptero
-
Colômbia vence Paraguai (4-3) e é campeã da Liga das Nações Feminina
-
Ameaças a congressistas americanos disparam no Facebook
-
Coreia do Norte diz que visita de Xi originou 'plano abrangente'
-
Filho do cineasta Rob Reiner, acusado de matar os pais, reivindica fundos da família
-
"Espero que tenha algo italiano no menu", diz piloto da Artemis III
-
EUA bombardeia Irã após acusá-lo de derrubar um helicóptero
-
Uma mulher à frente da ONU? Candidatas acreditam que chegou a hora
-
Benfica se despede de Mourinho e anuncia acordo com Marco Silva
-
Endrick, Nico Paz, Cubarsí... Jovens, mas prontos para a Copa do Mundo
-
Atalanta demite técnico Palladino e Sarri poderá sucedê-lo
-
Papa discursa sobre saúde mental e feminicídios durante vigília na Espanha
-
Arquibancadas, gramado, logotipos: estádios da NFL se transformam para a Copa do Mundo
-
Tuchel sobre Inglaterra na Copa do Mundo: 'Não somos grandes favoritos'
-
Trump acusa Irã de derrubar helicóptero dos EUA e promete 'responder'
-
Milhares de manifestantes fecham avenida que dá acesso a estádio da Copa no México
-
Funcionários do estádio de Los Angeles chegam a acordo para evitar greve durante Copa do Mundo
-
Anthropic lança sua IA mais potente, com restrições por cibersegurança e riscos biológicos
-
Barça ameaça adotar "medidas legais" após ser alvo de acusações de Florentino Pérez
-
Aos 44 anos, Serena Williams volta às quadras com vitória em jogo de duplas em Queen's
-
Real Madrid anuncia saída de Álvaro Arbeloa
-
Resultado final do 2º turno presidencial no Peru pode demorar duas semanas ou mais
-
Atlético rejeita proposta de 150 milhões de euros do Real Madrid por Julián Álvarez
-
Grupo de homens protesta no Afeganistão contra restrições às mulheres
-
Italiano Luca Parmitano será 1º europeu a integrar missão Artemis
-
Manifestante morre em protesto no Quênia contra centro de quarentena do ebola para americanos
-
'Sensação diferente', diz Neymar sobre disputar sua 'última' Copa
-
Nintendo anuncia remake do jogo 'The Legend of Zelda: Ocarina of Time'
-
Laterais: uma dor de cabeça para Ancelotti na Seleção
-
Crianças do Sudão do Sul comem folhas e ninfeias para sobreviver (ONG)
-
Seleção iraniana viajará para os EUA na véspera de sua primeira partida
-
Sheinbaum classifica protestos de professores no México antes da Copa como 'provocação'
-
Zagueiro Ronald Araújo é dúvida no Uruguai para estreia na Copa do Mundo
-
Trump, protagonista da disputa eleitoral entre Lula e Flávio Bolsonaro
-
Paz e apenas futebol: o que se espera da Copa do Mundo no fim da contagem regressiva
-
China acusa EUA de 'reprimir' suas empresas em lista do Pentágono
-
Quenianos protestam contra centro de quarentena de ebola para americanos em cidade turística
-
Fora da Copa do Mundo, China volta atenção ao árbitro Ma Ning
-
Palestinos estão 'presos' entre forças israelenses, colonos e Hamas, diz investigação da ONU
-
Milhares protestam na França contra lentidão da Justiça em casos de pedofilia
-
Guia nepalês que desapareceu por seis dias no Everest recebe alta da UTI
-
Crimes com motivação política atingem níveis recordes na Alemanha
-
Somália defende 'integridade' de árbitro que teve entrada negada pelos EUA
-
Cineastas classificam como 'fracasso intelectual' boicote ao diretor israelense Nadav Lapid na França
-
OpenAI dá o primeiro passo rumo à sua estreia na Bolsa nos EUA
-
Empresários e sindicatos suíços se unem contra proposta de limitar a imigração
-
Urso que manteve cidade japonesa em alerta por quatro dias é capturado
Cuba abre economia a emigrados e permite investimentos de residentes nos EUA
Cubanos que vivem no exterior e seus descendentes vão poder investir e ter seus próprios negócios na ilha, anunciou nesta segunda-feira (16) o governo comunista, no momento em que a economia cubana se encontra quase paralisada devido ao bloqueio energético imposto por Washington.
"Cuba está aberta a manter uma relação comercial fluida com empresas americanas" e "também com cubanos residentes nos Estados Unidos e seus descendentes", afirmou o ministro cubano do Comércio Exterior e Investimento Estrangeiro, Oscar Pérez-Oliva, em entrevista à rede de TV americana NBC exibida nesta segunda-feira.
Na entrevista, concedida em Havana, o ministro explicou que os emigrados poderão ter seus próprios negócios na ilha, uma antiga reivindicação de um setor da diáspora.
O anúncio foi feito em meio à crise energética que paralisa grande parte da economia cubana. Sob embargo dos Estados Unidos desde 1962, o país sofreu um agravamento da escassez de combustível após Washington cortar os envios de petróleo da Venezuela, seu principal fornecedor, e ameaçar sancionar países que vendam combustível à ilha.
A ilha, de 9,6 milhões de habitantes, sofreu hoje um apagão geral, o sexto em quase um ano e meio. Há 12 dias, dois terços do país, incluindo Havana, ficaram sem luz devido a um problema na principal termelétrica cubana e à escassez de combustível, segundo a empresa estatal de energia elétrica.
A crise de energia obrigou o governo a adotar um plano de contingência, que inclui um racionamento de gasolina que afeta gravemente todos os setores.
"O bloqueio nos priva do acesso ao financiamento, à tecnologia e aos mercados e, nos últimos anos, teve como objetivo específico privar nosso país do acesso ao combustível", acrescentou o ministro.
Na última sexta-feira, o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, confirmou que seu país mantém conversas com os Estados Unidos, onde o presidente Donald Trump afirmou ontem que Havana deseja fechar um acordo com Washington.
- 'Grandes investimentos' -
Pérez-Oliva destacou na entrevista que a abertura não se aplica apenas a pequenos negócios, mas também a "grandes investimentos", especialmente em infraestrutura. Segundo ele, o objetivo é reativar setores-chave da economia, como turismo e mineração, e modernizar a rede elétrica do país, que sofre há anos com falhas e apagões prolongados.
Na cidade americana de Miami, principal reduto do anticastrismo, emigrantes cubanos discordaram da abertura anunciada. "Acho que sim, que queremos investir lá, mas quando houver uma mudança econômica e política", disse à AFP Ramón Fernández, 60.
Conchis Reyes, 60, também não acredita que o anúncio do ministro vá entusiasmar os emigrantes cubanos a investir na ilha. "Não acho que os cubanos, nem daqui do exílio de Miami nem de nenhum exílio no mundo, vão investir algum centavo em uma Cuba oprimida por um regime que nos tirou tudo", opinou.
Embora até recentemente cerca de 80% da economia cubana estivesse baseada em um sistema de produção estatal centralizado, a crise levou o governo a abrir espaço para o setor privado.
Em 2021, foram novamente autorizadas pequenas e médias empresas privadas com até 100 funcionários, após quase seis décadas de proibição.
Em 2025, cerca de 10 mil empresas privadas representavam 15% do PIB e empregavam mais de 30% da população economicamente ativa. No mesmo ano, as vendas varejistas do setor privado superaram pela primeira vez as do setor público, representando 55% do comércio total.
No começo deste mês, o governo cubano autorizou pela primeira vez em quase 60 anos a associação entre empresas públicas e privadas.
Até então, as únicas empresas mistas eram formadas entre o Estado cubano e companhias estrangeiras não americanas. O embargo impede empresários americanos de fazer negócios em Cuba.
Segundo Washington, Cuba, situada a apenas 150 quilômetros da costa da Flórida, representa uma "ameaça excepcional" por suas relações próximas com Rússia, China e Irã.
K.AbuDahab--SF-PST