-
Hamas aceita acordo para seu desarmamento e retirada de Israel de Gaza
-
Morre Franco Baresi, lendário zagueiro italiano
-
Fontes do Hamas confirmam acordo para seu desarmamento e retirada israelense de Gaza
-
Milei promove reforma do Banco Central e 'shutdown' em caso de déficit na Argentina
-
Tabilo avança às quartas de final em Washington; De Minaur vence jovem Cruz Hewitt
-
Trump anuncia acordo para "desarmamento total" do Hamas e retirada israelense de Gaza
-
'Não é Hollywood': Rússia desencoraja panamenhos de participar da guerra
-
'Eu vim jogar no Inter Miami só por causa do Messi', diz Casemiro
-
Real Madrid contrata atacante Carlos Espí, do Levante
-
Decreto de Milei proíbe entrada de estrangeiros que expressarem ódio contra a Argentina
-
Concacaf rejeita plano da Fifa de abertura a investidores privados
-
Pai de adolescente que matou quatro pessoas é condenado à prisão nos EUA
-
Incêndios em França e Espanha diminuem mas novos focos surgem na Europa
-
Bombardeio russo com mísseis dizima uma família na Ucrânia
-
John Stones se transfere para Inter de Milão após dez temporadas no City
-
Rafa Márquez fará estreia como técnico do México em amistosos contra Colômbia, Peru e Chile
-
Imprensa britânica noticia saída iminente do técnico do Newcastle, Eddie Howe
-
Decreto de Milei proíbe entrada de estrangeiros que expressarem mensagens de ódio contra Argentina
-
Fifa notifica Barça por negociação com Julián Álvarez, do Atlético de Madrid
-
Chelsea contrata o zagueiro francês Maxence Lacroix
-
Rashford se despede do Barcelona e deverá voltar ao Manchester United
-
Roma contrata atacante argentino Santiago Castro
-
Brasil anuncia amistoso contra Índia em 3 de outubro
-
Djokovic anuncia seu retorno no Masters 1000 de Cincinnati
-
Uefa ameaça, por unanimidade, boicotar as competições da Fifa
-
Trump avalia retirar temporariamente indicação do procurador-geral por objeções de republicanos
-
População japonesa fica abaixo dos 120 milhões pela 1ª vez em décadas
-
Paquistão afirma que EUA e Irã negociam desescalada após novos bombardeios
-
Musk prevê grande investimento para campanha de republicanos nas legislativas dos EUA
-
'Emergência humanitária' no enclave espanhol de Ceuta após entrada em massa de migrantes do Marrocos
-
Venezuela inicia diálogo político sem presença da principal líder da oposição
-
Economia dos EUA cresce menos que o esperado no 2º trimestre
-
Milei proíbe entrada de estrangeiros que expressarem mensagens de ódio contra a Argentina
-
Economia americana cresce 1,5% no segundo trimestre, menos do que o esperado
-
Rússia inclui fundador do Telegram, Pavel Durov, na lista de 'terroristas'
-
George e Amal Clooney deixam sua residência no sul da França por incêndio
-
Nigéria desmantela laboratório de metanfetamina e teme ligação com cartéis mexicanos
-
Oito mortos, seis de uma mesma família, em ataques russos contra a Ucrânia
-
Zona do euro retoma o crescimento apesar do conflito no Oriente Médio
-
Espanha suspende estado de emergência por incêndios perto de Madri
-
Calor dificulta tarefas de resgate após terremoto que matou 34 pessoas no Japão
-
Paquistão afirma que EUA e Irã prosseguem com negociações após novos bombardeios
-
Singapura multa jovem francês por incidente com canudo
-
Exército dos EUA lança represália 'potente' contra o Irã
-
Justiça ordena prisão de Morales por protestos que paralisaram a Bolívia
-
Agressor de Salman Rushdie é condenado nos EUA por 'ato de terrorismo'
-
Rússia emite ordem de busca internacional contra CEO do Telegram
-
Ancelotti foca no meio-campo no processo de reconstrução da Seleção Brasileira
-
Meta tem lucro menor do que o esperado e mantém gastos com IA
-
Milhares de evacuados por incêndios voltam para casa na Espanha e na França, sob novo alerta de calor
Apesar dos avanços, quase 138 milhões de crianças trabalharam em 2024
Na agricultura, em fábricas ou na mineração, quase 138 milhões de crianças continuavam trabalhando em todo o mundo em 2024, informou, nesta quarta-feira (11), a ONU, alertando que no ritmo atual a erradicação do trabalho infantil levará "centenas de anos".
Ao adotar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, há uma década, todos os países do mundo se comprometeram a acabar com o trabalho infantil até 2025.
"Esse prazo chegou ao fim. Mas o trabalho infantil, não", disseram o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e a Organização Internacional do Trabalho (OIT) em um relatório conjunto.
No ano passado, 137,6 milhões de menores com idades entre 5 e 17 anos trabalhavam, o equivalente a 7,8% de todas as crianças e os adolescentes nesta faixa etária, segundo dados publicados a cada quatro anos.
Isto representa uma diminuição em relação ao ano 2000, quando 246 milhões de menores eram obrigados a trabalhar, em muitos casos para ajudar suas famílias.
Após um aumento preocupante entre 2016 e 2020, agora a tendência se reverteu: houve 20 milhões a menos de crianças trabalhando em 2024 do que há quatro anos.
"O mundo teve avanços significativos na redução do número de crianças obrigadas a trabalhar. No entanto, crianças demais continuam trabalhando em minas, fábricas ou campos, frequentemente realizando trabalhos perigosos para sobreviver", afirmou Catherine Russell, diretora-executiva do Unicef.
Segundo o informe, cerca de 40% dos quase 138 milhões de crianças e adolescentes que trabalharam em 2024 o fizeram realizando tarefas de risco, "que podiam pôr em risco sua saúde, segurança ou desenvolvimento".
Apesar de alguns raios de esperança, "não devemos passar por cima do fato de que ainda temos um longo caminho a percorrer antes de alcançar nosso objetivo de eliminar o trabalho infantil", disse o diretor-geral da OIT, Gilbert Houngbo.
"As crianças devem estar na escola, não trabalhando", afirmou.
- "Levará centenas de anos" -
No ritmo de redução atual, "levará centenas de anos" para erradicar o trabalho infantil, disse à AFP a especialista do Unicef, Claudia Cappa.
Mesmo se os países quadruplicassem o ritmo de avanço registrado desde o ano 2000, "já estaríamos em 2060", acrescentou.
O avanço para eliminar o trabalho das crianças menores é particularmente lento, ressaltou o informe.
No ano passado, quase 80 milhões de crianças entre os 5 e os 11 anos trabalhavam, aproximadamente 8,2% de todos os menores nesta faixa etária.
E, no entanto, sabe-se bem quais aspectos sociais reduzem o trabalho infantil, ressaltou Cappa.
Um dos principais fatores é a educação gratuita e obrigatória, que não só ajuda os menores a escaparem do trabalho infantil, mas os "protege de condições de emprego vulneráveis ou indecentes".
Outro fator, acrescentou, é "universalizar a proteção social" como uma forma de compensar ou aliviar as cargas sobre as famílias e as comunidades vulneráveis.
Russell, diretora-executiva do Unicef, informou, no entanto, que os cortes globais ao financiamento "ameaçam reverter os avanços conquistados com esforço".
Segundo o relatório, a agricultura é o setor que mais usa o trabalho infantil (61% dos casos), seguido do trabalho doméstico e outros serviços (27%), e da indústria (13%, incluindo a mineração e a manufatura).
A África subsaariana segue sendo a região do mundo mais afetada, com cerca de 87 milhões de crianças trabalhadoras. A região Ásia-Pacífico registrou os maiores avanços: o número de crianças que trabalhavam em 2024 caiu para 28 milhões frente a 49 milhões no ano 2000.
Na América Latina e no Caribe, o percentual de crianças e adolescentes que trabalham também diminuiu: passou de 6% em 2020 para 5,5% em 2024.
O.Salim--SF-PST