-
Presidente do Irã quer fim da guerra enquanto país está em 'posição de força'
-
Capitão indiano detido em Londres por transportar petróleo russo é 'bode expiatório', diz esposa
-
Antonelli (Mercedes) lidera o único treino livre em Zandvoort
-
Epidemia de ebola na RD Congo avança de 'forma exponencial', diz ONU
-
Bandar Abbas, o polo comercial iraniano às margens de Ormuz e na linha de frente da guerra
-
Harry e William, uma reconciliação que parece improvável a curto prazo
-
EUA e Coreia do Sul concluem exercícios militares
-
Imprensa britânica afirma que Tottenham contratou o brasileiro Savinho
-
ONU tem nova 'votação indicativa' para o cargo de secretário-geral
-
Hong Kong condena ativistas pró-democracia por 'incitação à subversão'
-
No retorno de Memphis, Corinthians vence Rosario Central (1-0) e vai às quartas da Libertadores
-
Corinthians vence Rosario Central (1-0) e vai às quartas da Libertadores
-
LDU elimina Mirassol nos pênaltis e vai enfrentar o Palmeiras nas quartas da Libertadores
-
Miguel Borja, ex-Palmeiras e Grêmio, é anunciado pelo América de México
-
Rybakina desiste do WTA 1000 de Cincinnati e não será número 1 do mundo
-
Torcedores alemães preparam campanha de protestos contra o VAR
-
'Ouvi dizer que sentiram minha falta', diz Melania Trump ao reaparecer depois de um mês
-
Milhares de pessoas protestam na Argentina por endividamento dos lares
-
Fórmula 1 retorna das férias de verão no GP dos Países Baixos
-
Ex-candidato presidencial venezuelano impulsiona pacto nacional seguindo linha traçada por EUA
-
EUA e Canadá retomam diálogo para concluir acordo comercial
-
Pegula vence Anisimova e vai à semifinal do WTA 1000 de Cincinnati
-
Líder curdo diz que processo de integração com o Estado sírio foi concluído
-
Inter anuncia contratação do atacante paraguaio Antonio Sanabria
-
Ronaldinho retorna ao futebol na 3ª divisão italiana em busca do gol 300
-
Amazon Prime Video anuncia investimento bilionário em produções latino-americanas
-
Coalizão mundial de torcedores pede saída de Infantino da Fifa
-
EUA realiza operações militares contra tráfico de drogas no norte do Equador
-
EUA anuncia novas sanções contra Cuba
-
Carlos Alcaraz anuncia retorno às quadras 10 dias antes do US Open
-
Universidade belga suspende acadêmico após acusações a falecido ex-professor de Cambridge
-
Shows previstos de Kanye West provocam alvoroço na Rússia
-
EUA exige que aliados e China apoiem sua guerra econômica contra o Irã
-
Canadá e EUA retomam diálogo para concluir acordo comercial
-
Unidade do Exército dos EUA oferece folga para jogar 'GTA VI' em troca de alistamento
-
EUA denuncia detenção arbitrária de americano na China
-
Brasil reforça proteção às mulheres contra a violência de gênero
-
Descoberta a estrela mais rápida da nossa galáxia
-
Com a 'cumbia do falafel', palestino constrói nova vida no México
-
Maracanã receberá partida de abertura e final da Copa do Mundo Feminina em 2027
-
Coreia do Norte lança mísseis balísticos após Trump afirmar que se reunirá com Kim
-
Incertezas sobre o retorno do príncipe Harry e família ao Reino Unido
-
O que se sabe sobre os supostos vazamentos de 'GTA VI'
-
Em Gaza, um banco de sementes renasce entre as ruínas da guerra
-
Em plena campanha eleitoral, Netanyahu escolhe Turquia como rival
-
China condena fundador da Evergrande à prisão perpétua
-
Bombardeios russos matam 16 pessoas na região de Kiev
-
Irã executa cidadão afegão por protestos, segundo grupo de direitos humanos
-
Trump anuncia 'guerra econômica' contra o Irã, que ironiza 'política fracassada'
-
Dívida soberana dos EUA supera US$ 40 trilhões
Sobrecarregada pela crise migratória, NY dificulta vida de solicitantes de asilo
Blanca, uma solicitante de asilo com duas filhas, terá de deixar o abrigo de Nova York onde viveu durante o último ano no dia 27 de dezembro, para dar lugar aos recém-chegados.
Essa centro-americana de 35 anos, que por razões de segurança pede para não ter sobrenome e nacionalidade revelados, tenta desesperadamente resolver um angustiante círculo vicioso: seu pedido de asilo e o de sua filha mais velha estão em tramitação, e ela não pode trabalhar, porque não tem autorização de trabalho, nem com quem deixar a filha pequena, nascida há nove meses nos Estados Unidos.
"Estou passando por uma situação bem difícil", disse ela à AFP no centro de ajuda aos migrantes Little Sisters of the Assumption (LSA), no Harlem, que lhes fornece comida, roupa e, principalmente, aconselhamento sobre a complexa documentação administrativa para sua regularização.
"Não sei o que vai acontecer com a gente", afirma, chorando.
Ela sabe apenas que não podem voltar para seu país, de onde fugiram para escapar do violento pai de sua filha adolescente, que cursa o ensino médio em Nova York. Seu ex é membro de uma gangue.
Blanca está entre os 66.000 solicitantes de asilo atualmente alojados em abrigos em Nova York. Segundo o prefeito Eric Adams, a cidade está administrando "praticamente sozinha" uma "crise migratória nacional" que ameaça "destruí-la".
Desde abril de 2022, mais de 142.000 demandantes de asilo chegaram à cidade. A maioria é de origem latina, especialmente venezuelanos, mas também há africanos e cada vez mais chineses. Muitos chegam em ônibus fretados por governadores republicanos de estados do sul do país, em protesto contra a política migratória do governo democrata de Joe Biden.
Este ano, a crise migratória custará à cidade "5 bilhões", e outros "7 bilhões serão necessários para janeiro", lembrou Adams, no final de novembro.
Segundo ele, essa situação "não é sustentável", porque retira recursos de programas de segurança, assim como para idosos e jovens.
- "Estratégia nacional" -
Formada por sucessivas ondas migratórias, a capital cultural e financeira americana, de 8,5 milhões de habitantes, é obrigada por lei a fornecer um teto a quem solicitar. Para acomodar os 3.000 novos requerentes de asilo que chegam semanalmente, Adams limitou a um mês a estada para pessoas desacompanhadas, e a dois, para famílias, nos 210 abrigos habilitados e espalhados pela cidade.
Depois das férias de fim de ano, milhares de famílias, como a de Blanca, terão de começar a procurar, do zero, outro lugar para ficar.
"Têm que dar abrigo", diz à AFP Lucía Aguilar, funcionária do centro LSA, que orienta Blanca a solicitar moradia social e ajudas, às quais tem direito, porque sua filha pequena nasceu nos Estados Unidos.
Nos EUA, aonde mais de cinco milhões de requerentes de asilo teriam chegado nos últimos três anos, há três milhões de empregos não preenchidos, disse Adriel Orozco, conselheiro político do Conselho Americano de Imigração, uma organização sem fins lucrativos com sede em Washington.
Assim como Adams, Orozco pede uma "resposta coordenada" do governo federal para aliviar o fardo sobre cidades como Nova York, Chicago, Denver, San Diego, ou Los Angeles.
Isso requer, no entanto, acordos no dividido Congresso americano, que permitam à administração federal exercer um "“maior papel de coordenação", completa.
- Mais facilidade na obtenção de documentos -
No início de outubro, Adams foi a México, Equador e Colômbia para informar aos cidadãos desses países que Nova York "atingiu sua capacidade". Apesar disso, muitos solicitantes de asilo continuam a ir para a cidade, devido à facilidade de obtenção de documentos de identidade, de carteira de motorista, ou de permissão de trabalho, em comparação com outros estados.
É o caso de Ayoub Chaikhi, que passou sete anos no Chile, onde deixou esposa e filho. Depois de seis meses no Texas, esse marroquino de 28 anos decidiu viajar para Nova York.
"Aqui eles ajudam muito os imigrantes na questão da papelada", afirma.
"Depois, talvez eu volte para o Texas, ou vá para o Havaí", disse ele à AFP.
Enquanto espera, pela segunda noite consecutiva e sob temperaturas congelantes, do lado de fora de um centro administrativo municipal no sul de Manhattan por uma cama, Chaikhi permanece otimista.
"Resolvemos problemas maiores (...) basta ter paciência e visão de longo prazo", aconselha, com um sorriso.
A.AlHaj--SF-PST