-
PSG perde nos acréscimos para Paris FC (2-1) em seu último jogo antes da final da Champions
-
Neymar é substituído por engano em derrota do Santos na véspera da convocação para Copa
-
Roma e Milan vencem e ficam mais perto da Champions League
-
Casemiro se despede do United com vitória sobre Forest; Old Trafford pede permanência de Carrick
-
Sinner vence Ruud e conquista Masters 1000 de Roma, o 1º triunfo italiano desde 1976
-
Ucrânia ataca a Rússia com 600 drones e provoca quatro mortes
-
Manuel Neuer sofre nova lesão muscular
-
Senador republicano que apoiou impeachment de Trump sofre derrota nas primárias
-
Guillaume Canet e Marion Cotillard aprendem espanhol para filme sobre seita
-
Autoridade eleitoral peruana oficializa 2º turno entre Fujimori e Sánchez
-
Presidente de Taiwan diz que vendas de armas americanas são cruciais para a paz regional
-
OMS declara emergência internacional após surto de ebola na RD Congo
-
Bardem denuncia comportamento masculino 'tóxico' de Trump, Putin e Netanyahu
-
Ucrânia ataca a Rússia com 600 drones
-
Dupla nepalesa bate recorde no Everest
-
Fifa celebra reunião 'construtiva' com a Federação Iraniana
-
Búlgara Dara vence Eurovision ao som de 'Bangaranga'
-
Polícia e Exército enfrentam manifestantes na Bolívia para desbloquear rodovias
-
Luis Suárez encerra Campeonato Português com mais um gol na vitória do Sporting
-
Javier Bardem brilha na estreia de 'El Ser Querido' em Cannes
-
Luta para evitar rebaixamento esquenta reta final do Espanhol
-
Endrick tenta coroar sua passagem pelo Lyon com classificação para Champions League
-
Veículos de mídia apontam Xabi Alonso como próximo técnico do Chelsea
-
Svitolina vence Gauff e conquista torneio de Roma pela terceira vez
-
Lewandowski deixa Barça após quatro temporadas e "sensação de missão cumprida"
-
Venda de relógios Swatch-Audemars Piguet gera caos em NY e na Europa
-
Bayern ergue 'Schale' com goleada sobre o Colônia (5-1); Stuttgart se garante na Champions
-
Manchester City vence Chelsea (1-0) e conquista Copa da Inglaterra
-
Ex-ministro britânico da Saúde quer disputar a sucessão de Starmer
-
Sinner sofre mas vence Medvedev e vai enfrentar Ruud na final do Masters 1000 de Roma
-
Alison dos Santos vence etapa da Diamond League em Xangai
-
Epidemia de ebola afeta RD Congo e deixa um morto em Uganda
-
Israel mata o líder do braço armado do Hamas
-
Justiça francesa investigará assassinato de Khashoggi após denúncia contra Bin Salmán
-
Colisão entre trem e ônibus em Bangcoc deixa 8 mortos
-
Putin visitará a China poucos dias após Trump
-
EUA e Nigéria anunciam morte do segundo na linha de comando do Estado Islâmico
-
Taiwan afirma que é uma nação 'independente' após advertência de Trump
-
Rapper canadense Drake publica 43 músicas de uma vez
-
Interrompida pela chuva, semifinal do Masters 1000 de Roma entre Sinner e Medvedev é adiada
-
Aston Villa vence Liverpool (4-2) e garante vaga na próxima Champions
-
Democratas acusam Trump de corrupção no mercado de ações
-
Jogadores pré-convocados do Brasileirão têm última chance para impressionar Ancelotti
-
Adversário do Brasil na Copa, Haiti divulga lista de 26 convocados
-
Nova York busca medidas para tirar cocô de cachorro de suas ruas e parques
-
Canadá avança na construção de novo oleoduto para reduzir dependência dos EUA
-
Trump adverte Taiwan contra eventual proclamação de independência após se reunir com Xi
-
Goleiro mexicano Ochoa não dá como certa sua presença na Copa do Mundo
-
Juiz anula julgamento no caso Weinstein após júri falhar em alcançar veredicto
-
Presidente do Chile quer que órgãos públicos forneçam dados confidenciais de migrantes irregulares
Eduardo Bolsonaro, agente 'provocador' no centro da disputa EUA-Brasil
Preparado para a política por seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) abraça abertamente, dos Estados Unidos, seu papel de instigador do ataque tarifário de Donald Trump ao Brasil.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) o acusou de "trair" os brasileiros.
Mas Eduardo, de 41 anos, diz agir para derrubar a "tirania" do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, responsável pelo julgamento do ex-presidente (2019-2022) por uma suposta tentativa de golpe de Estado.
Disposto a tudo para salvar seu pai de uma eventual condenação, o terceiro filho do clã Bolsonaro licenciou-se de seu cargo como deputado e radicou-se desde março nos Estados Unidos, onde busca apoio do governo do presidente Trump para pressionar as autoridades brasileiras.
Em solo americano, o "03" - como foi apelidado por seu pai - faz campanha junto à Casa Branca ao lado do influenciador Paulo Figueiredo, neto do último general presidente do Brasil da ditadura militar, terminada em 1985.
Seu lobby rendeu frutos: sob o argumento de que Jair Bolsonaro é vítima de uma "caça às bruxas", Trump impôs em 30 de julho tarifas punitivas de 50% à maior parte das exportações brasileiras. As tarifas entram em vigor nesta quarta-feira, 6 de agosto.
Mas o que Eduardo Bolsonaro - que não respondeu aos pedidos de entrevista da AFP - comemorou como um "marco histórico" foram as sanções econômicas impostas no mesmo dia pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos contra Moraes.
Essas medidas, no entanto, não impediram que o influente ministro do STF ordenasse, em 4 de agosto, a prisão domiciliar do ex-presidente.
"Psicopata descontrolado", reagiu Eduardo Bolsonaro.
- "Provocador" -
O deputado já está sob investigação por supostamente tentar pressionar Moraes e outros ministros.
Usuário intenso das redes sociais, Eduardo Bolsonaro metralha qualquer esforço de negociação comercial com Trump.
Ele indica um único remédio: a aprovação pelo Congresso brasileiro de uma anistia que, segundo seus detratores, livraria do cerco judicial seu pai, já inelegível até 2030.
"É 100% vitória ou 100% derrota", disse à CNN Brasil.
Um ex-assessor técnico do governo Bolsonaro define o deputado como uma pessoa "provocadora", que "fala aquilo que dá vontade sem necessariamente muito conhecimento dos assuntos". Pretende "chamar a atenção, fazer barulho, mesmo que isso prejudique relações importantes para o Brasil", disse à AFP, sob a condição do anonimato.
Mas muitos de seus seguidores nas redes sociais o veem como um "herói".
Nem mesmo aliados de peso de seu pai, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), considerado um forte candidato da direita às eleições de 2026, escapam de seus sermões e ameaças.
- "Seguir" o pai -
Desenvolto na fala e de porte atlético - mede 1,87 m -, Eduardo entrou cedo para a política, assim como seus irmãos Flávio, senador, Carlos e Jair Renan, vereadores.
Instado pelo pai, este advogado entrou para a Câmara Baixa aos 30 anos, em 2015. Foi reeleito em 2018 com mais de 1,8 milhão de votos em São Paulo, um recorde para um deputado federal.
Já naquele ano mostrou um tom desafiador aos ministros do Supremo, ao dizer que bastariam "um soldado e um cabo" para fechar o STF.
No Congresso, prometeu "seguir o ritmo" das políticas do ex-presidente e abraçou o discurso anticomunista, a paixão por armas e o negacionismo climático do "guru" do bolsonarismo, o filósofo Olavo de Carvalho, já falecido.
Jair Bolsonaro considerou designá-lo embaixador em Washington: elogiou sua "experiência internacional" e lembrou que seu filho preparou hambúrgueres durante um intercâmbio no Maine, no nordeste dos Estados Unidos.
A ofensiva americana contra o Brasil reflete os bons laços de Eduardo Bolsonaro com o trumpismo e, além disso, com a extrema direita internacional.
Em março do ano passado, ele jantou com Trump no resort de Mar-a-Lago, na Flórida, para onde voltou na noite da vitória eleitoral do magnata republicano em 2024.
Casado e pai de dois filhos pequenos, o deputado Bolsonaro diz estar "pronto" para disputar a Presidência em 2026, se o pai lhe confiar a "missão".
Será uma corrida de obstáculos, segundo o cientista político Leandro Gabiati, da consultoria Dominium: a estratégia "heterodoxa" do terceiro filho de Bolsonaro gerou "um desgaste importante" com "o setor empresarial e dentro da própria direita".
Além disso, o especialista disse à AFP que "tudo indica que seria preso" caso decidisse voltar ao Brasil.
I.Matar--SF-PST