Sawt Falasteen - Calor dificulta tarefas de resgate após terremoto que matou 34 pessoas no Japão

Calor dificulta tarefas de resgate após terremoto que matou 34 pessoas no Japão
Calor dificulta tarefas de resgate após terremoto que matou 34 pessoas no Japão / foto: Philip Fong - AFP

Calor dificulta tarefas de resgate após terremoto que matou 34 pessoas no Japão

Equipes de emergência japonesas enfrentavam o forte calor nesta quinta-feira (30) durante as operações de busca por sobreviventes entre os escombros de um shopping que desabou após um terremoto na terça-feira, que deixou pelo menos 34 mortos, segundo as autoridades.

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A secretaria de gestão de desastres da prefeitura de Kumamoto divulgou o balanço atualizado de mortos após a recuperação de sete corpos entre os escombros do shopping center Aeon, que desabou devido a uma explosão após o terremoto de magnitude 7,1.

Também foram confirmadas oito mortes na fábrica Nippon Paper Industries, na cidade de Yatsushiro, onde parte da chaminé desabou.

Cinco pessoas estão em condição crítica e quase 9.500 moradores permanecem em abrigos na ilha de Kyushu, sudoeste do Japão.

O tremor registrado na tarde de terça-feira provocou danos significativos em Kumamoto, em Kyushu, onde destruiu residências, danificou pontes, causou incêndios e deixou dezenas de milhares de pessoas sem acesso à energia elétrica e água.

Vários tremores secundários abalaram a região desde o terremoto inicial, o que agravou ainda mais a situação dos moradores, que enfrentam temperaturas sufocantes, que podem atingir 38ºC no fim de semana.

"A falta de serviços essenciais, incluindo água e energia elétrica, afeta muito os moradores", explicou Hiroyuki Matsushima, funcionário de um supermercado em Yatsushiro, uma das áreas mais afetadas.

"Com este calor, sem luz nem ar-condicionado, é muito difícil", acrescentou esse pai de quatro filhos, de 53 anos.

Imagens registradas no shopping que desabou mostram os socorristas com roupas laranja e capacetes brancos avançando com muita cautela entre vergalhões de aço retorcidos, cabos pendurados e parte do teto destruído.

- Filas para água e gasolina -

"Estive aqui há muito pouco tempo", afirmou o empresário Fumihiko Matsuura, de 56 anos, à AFP. "É como se eu tivesse escapado por pouco do perigo".

"Tenho água engarrafada e outros mantimentos. Vou permanecer em alerta e serei cauteloso nos próximos dias", disse, ao recordar a tragédia provocada em 2016 por um terremoto de magnitude 7,3 – que sucedeu outro de 6,5 – e deixou 273 mortos e mais de 2.800 feridos.

As emissoras de televisão locais exibiram imagens de filas para a compra de gasolina e água potável.

O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) avaliou a magnitude do tremor em 6,8, inferior à estimativa japonesa de 7,1.

Localizado na união de quatro grandes placas tectônicas ao longo da borda ocidental do "Círculo de Fogo do Pacífico", o Japão é um dos países mais expostos a terremotos.

Com uma população de quase 125 milhões de habitantes, o país sofre centenas de eventos sísmicos por ano, o que representa 18% dos tremores registrados em todo o mundo. A maioria deles é de baixa intensidade, mas os danos variam de acordo com a localização e a profundidade em que ocorrem abaixo da superfície terrestre.

O Japão continua traumatizado pelo gigantesco terremoto submarino de magnitude 9 ocorrido em 2011, que desencadeou um tsunami que deixou quase 18.500 mortos ou desaparecidos e provocou a catástrofe na usina nuclear de Fukushima.

N.AbuHussein--SF-PST