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Estados americanos entram com ação contra aquisição da Warner pela Paramount
Doze estados dos Estados Unidos apresentaram, nesta segunda-feira (13), uma ação judicial contra a aquisição da Warner Bros. Discovery (WBD) pela Paramount Skydance por cerca de 110 bilhões de dólares (563 bilhões, na cotação atual), por considerá-la uma ameaça à livre concorrência.
A demanda, apresentada a um tribunal federal do norte da Califórnia, representa um desafio direto ao Departamento de Justiça do governo do presidente Donald Trump, que aprovou a fusão no mês passado, sem exigir mudanças.
O procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, que lidera a coalizão demandante, afirmou que a combinação de duas das cinco principais distribuidoras de cinema de Hollywood levaria a "preços mais altos, menor qualidade e menos conteúdo" para o público.
"A Califórnia e nossos irmãos estão lutando por mercados livres e justos, não por mercados manipulados", disse Bonta.
Somam-se à ação os estados de Arizona, Colorado, Connecticut, Massachusetts, Minnesota, Nevada, Nova Jersey, Novo México, Nova York, Oregon e Washington, todos de maioria democrata.
Eles alegam que o acordo viola a Lei Clayton, a legislação federal que proíbe fusões com probabilidade de reduzir substancialmente a concorrência.
Segundo a ação, a empresa resultante controlaria aproximadamente 27% da distribuição de filmes de estreia em salas de cinema e cerca de 27% da concessão de licenças de canais básicos de TV a cabo.
A coalizão pede às partes envolvidas que não concluam a transação até que o recurso legal seja resolvido e advertiu que solicitará uma ordem de restrição temporária caso elas se recusem.
A Paramount obteve em junho a aprovação por parte das autoridades federais de defesa da concorrência, uma grande vitória para um império de mídia financiado por um dos bilionários mais próximos de Trump.
A autorização foi uma grande conquista para o diretor‑executivo da Paramount, David Ellison, cujo pai, o cofundador da Oracle Larry Ellison, financiou em grande medida a aquisição.
Larry Ellison, um dos homens mais ricos do mundo, é um aliado próximo a Trump.
Se a aquisição for concluída, a nova empresa controlará uma ampla carteira de ativos, entre eles a CNN, a Warner Bros Pictures e o serviço de streaming HBO Max.
Centenas de atores e diretores assinaram uma carta contra a fusão, por considerá‑la prejudicial à produção em um setor já abalado por anos de cortes.
A Comissão Europeia, o órgão de controle da concorrência da União Europeia, estabeleceu o prazo de 22 de julho para decidir sobre a aquisição.
Y.AlMasri--SF-PST