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EUA retirará Síria da lista de Estados patrocinadores do terrorismo
Os Estados Unidos anunciaram nesta quarta-feira (8) que retirarão a Síria da lista de Estados patrocinadores do terrorismo, em um novo voto de confiança ao líder do país, Ahmed al Sharaa.
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, notificou o Congresso sobre essa medida, aguardada há muito tempo. Ela entrará em vigor dentro de 45 dias, a menos que os parlamentares a bloqueiem, algo considerado pouco provável.
Os Estados Unidos mantinham a Síria na lista de Estados patrocinadores do terrorismo desde 1979.
O anúncio ocorreu enquanto o presidente Donald Trump se reunia, à margem de uma cúpula da Otan na Turquia, com Sharaa, um ex-jihadista que passou a se apresentar como uma figura unificadora após a derrubada, em 2024, da família Assad, que governou o país com mão de ferro durante meio século.
"Suspender as sanções contra a Síria destravará o comércio e os investimentos internacionais, dará à Síria a oportunidade de se reconstruir e abrirá um novo capítulo para o povo sírio", afirmou Rubio.
A suspensão inicial das sanções por parte de Trump teve impacto limitado. A Síria continuava sendo considerada um Estado patrocinador do terrorismo, o que implicava que empresas enfrentassem riscos legais nos Estados Unidos caso operassem no país.
A Síria busca apoio econômico para se reconstruir após anos de guerra que contribuíram para a ascensão do grupo extremista Estado Islâmico e provocaram uma grande crise de refugiados.
O apoio de Trump a Sharaa ocorre apesar das reservas de Israel, que realizou repetidos ataques aéreos contra a Síria, um de seus adversários históricos.
Rubio afirmou em seu comunicado que "uma Síria estável e unificada, em paz consigo mesma e com seus vizinhos, beneficia não apenas a região, mas o mundo inteiro".
Acrescentou que a decisão de retirar a Síria da lista foi tomada após receber "garantias formais" de Sharaa de que "a Síria não apoiará atos de terrorismo internacional no futuro".
Durante seu encontro com Sharaa, em Ancara, que trocou o uniforme de jihadista pelo terno, Trump afirmou: "Ele está fazendo um trabalho incrível ao unificar a Síria".
H.Nasr--SF-PST