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Pressão sobre chefe de gabinete argentino aumenta após dinheiro não declarado
O chefe de gabinete argentino, Manuel Adorni, enfrentava uma pressão política e judicial crescente nesta sexta-feira (12), após admitir que omitiu US$ 500 mil (R$ 2,5 milhões) de suas declarações financeiras, com uma nova denúncia da oposição e críticas de aliados do governo de Javier Milei.
Deputados da opositora Coalizão Cívica denunciaram Adorni hoje por "falsidade ideológica", enquanto setores aliados do governo pediram que Milei retire seu apoio ao funcionário.
Os deputados Mónica Frade e Maximiliano Ferraro apresentaram a nova denúncia, na qual afirmam que Adorni ocultou deliberadamente ativos e imóveis de suas declarações financeiras, segundo o documento judicial, ao qual a AFP teve acesso.
O chefe de gabinete já estava no foco de outro caso, que investiga uma série de inconsistências patrimoniais desde que ele se tornou funcionário público, em dezembro de 2023, embora Adorni ainda não tenha sido acusado formalmente.
O chefe de gabinete estava há mais de três meses sob pressão devido a revelações sobre seu patrimônio, quando apresentou na última quarta-feira sua declaração juramentada de 2025 e as retificadas de 2023 e 2024. Ele incluiu cerca de meio milhão de dólares procedentes de supostos investimentos em criptomoedas, que, segundo declarou no mesmo dia, havia guardado por fora, um "erro" que estava disposto a reparar com os juros e multas correspondentes.
"Ele não pode se esconder atrás desse erro. Não é um erro justificável", disse Mónica Frade à AFP. Ela argumentou que Adorni havia mostrado "intenção de continuar com essa mentira" quando afirmou perante o Congresso, em 29 de abril, que "nunca houve nenhuma ocultação" de patrimônio.
O partido de centro-direita PRO, aliado do governo no Congresso, pediu hoje a Milei que não apoie Adorni: "Presidente: aqueles que apoiam a mudança querem que o senhor defenda a mudança, e não Adorni", publicou no X.
K.AbuDahab--SF-PST