-
Canadá avança na construção de novo oleoduto para reduzir dependência dos EUA
-
Trump adverte Taiwan contra eventual proclamação de independência após se reunir com Xi
-
Goleiro mexicano Ochoa não dá como certa sua presença na Copa do Mundo
-
Juiz anula julgamento no caso Weinstein após júri falhar em alcançar veredicto
-
Presidente do Chile quer que órgãos públicos forneçam dados confidenciais de migrantes irregulares
-
Epidemia de ebola na República Democrática do Congo deixa quatro mortos
-
Cachorro 'mais velho do mundo' morre aos 30 anos
-
John Textor e seu projeto para o Botafogo caem em desgraça
-
EUA cancela envio de 4.000 soldados para a Polônia
-
Primeiro panda-gigante nascido na Indonésia será apresentado ao público
-
Cannes concede Palma de Ouro honorária a John Travolta
-
Neymar, James Rodríguez, Darwin Núñez... as estrelas em apuros antes da Copa
-
'El Deshielo', o empenho da cineasta Manuela Martelli em contar a história do Chile
-
Zelensky promete responder bombardeios russos, que deixaram 24 mortos
-
Casamento coletivo em Gaza em ruínas, uma festa para 'continuar vivendo'
-
São Paulo anuncia Dorival Júnior como novo técnico
-
Irã fará concentração na Turquia para se preparar para Copa do Mundo
-
Costa do Marfim anuncia lista de convocados para a Copa do Mundo
-
Manuel Neuer renova com o Bayern de Munique até junho de 2027
-
Presidente chinês visitará EUA no 2º semestre após convite de Trump
-
Semana de Moda de Milão desaconselha uso de peles
-
OMS alerta sobre popularidade das bolsas de nicotina, ou 'snus'
-
Guerrilheiro mais procurado da Colômbia anuncia trégua por eleições presidenciais
-
Bélgica anuncia lista de convocados para a Copa do Mundo
-
Cineasta iraniano Farhadi condena guerra no Oriente Médio e massacres de manifestantes
-
Trump celebra acordos comerciais 'fantásticos' com Xi sem revelar detalhes
-
O que os cientistas argentinos sabem sobre a cepa Andes do hantavírus
-
Quem pode suceder Starmer no Partido Trabalhista britânico?
-
México se resigna a viver com medo do narcotráfico
-
Outro tiroteio em escola nos EUA? Drones podem enfrentar o atirador
-
Grupo estatal chinês adquire direitos de exibição da Copa do Mundo
-
LVMH vende a marca Marc Jacobs para o grupo WHP Global
-
Rubio nega inspiração em Maduro para roupa que viralizou
-
Líder de extrema direita pede novas eleições no Peru depois de ficar fora do 2º turno
-
Trump anuncia acordos comerciais 'fantásticos' durante visita à China
-
Intenso bombardeio russo em Kiev deixa ao menos 24 mortos e diminui esperanças de paz
-
Intenso bombardeio russo em Kiev deixa ao menos 21 mortos e diminui esperanças de paz
-
Diretor da CIA viaja a Havana para reunião excepcional com autoridades cubanas
-
Julgamento de Elon Musk contra OpenAI em argumentos finais
-
Trump buscará concluir sua cúpula com Xi com resultados tangíveis em comércio
-
Com vaias a Mbappé, Real Madrid vence o rebaixado Oviedo no Campeonato Espanhol
-
Calculadora na mão e paciência: Arsenal e City batalham pelo título na penúltima rodada do Inglês
-
Tiger Woods retorna à Flórida após passar por tratamento no exterior
-
Príncipe Harry e Meghan Markle produzirão filme sobre Afeganistão para Netflix
-
Cuba se recupera aos poucos de apagão maciço, mas situação segue crítica
-
Messi, o menino que encerrou a carreira do treinador que viu 'o melhor jogador do mundo'
-
Intenso bombardeio russo em Kiev deixa ao menos 16 mortos e diminui esperanças de paz
-
Mercado do petróleo se mantém estável, de olho em reunião entre Trump e Xi
-
Presidente palestino anuncia que está preparado para realizar eleições
-
França anuncia lista de convocados para a Copa do Mundo de 2026
Líbano e enriquecimento de urânio colocam em risco a trégua no Irã
Israel ignorou, nesta quinta-feira (9), os apelos para incluir o Líbano em um cessar-fogo no Irã, frágil não apenas pela posição israelense, mas também pela recusa de Teerã em renunciar ao enriquecimento de urânio, uma condição imposta por Washington e Tel Aviv.
Apesar de tudo, depois de cinco semanas de guerra no Oriente Médio, o cessar-fogo trouxe certa calma em seu segundo dia, sem bombardeios nas últimas horas no Irã ou no Golfo.
Em Teerã, milhares de iranianos se reuniram na ocasião dos 40 dias da morte do ex-líder supremo Ali Khamenei, em 28 de fevereiro, quando um ataque conjunto dos Estados Unidos e de Israel desencadeou a guerra. Desde então, ela deixou milhares de mortos e abalou a economia mundial.
Em Israel, os locais sagrados e as escolas foram reabertos. No Esplanada das Mesquitas, em Jerusalém, Hamza al-Afghani disse sentir uma alegria "indescritível".
- Troca de ameaças -
No Líbano em luto, o cenário é muito diferente.
Socorristas vasculham entre os escombros em busca de vítimas dos bombardeios simultâneos israelenses contra várias regiões libanesas na quarta-feira.
"Nossa mensagem é clara: qualquer um que agir contra civis israelenses será atingido. Continuaremos atacando o Hezbollah onde for necessário, até que restauremos a segurança dos moradores do norte de Israel", a região mais exposta aos projéteis disparados pelo movimento pró-Irã, disse o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu em sua conta no X.
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, reagiu no mesmo tom. "Nossas mãos continuam no gatilho, o Irã nunca abandonará seus irmãos e irmãs libaneses", declarou na mesma rede, considerando que os bombardeios fazem com que as negociações "não tenham sentido".
A ONU advertiu que estes ataques no Líbano representam um "grave perigo para o cessar-fogo", na véspera de negociações previstas entre iranianos e americanos no Paquistão.
França, Reino Unido e União Europeia pediram que a trégua de duas semanas inclua o Líbano.
Os bombardeios israelenses deixaram mais de 200 mortos e mil feridos, segundo o último balanço do Ministério da Saúde do Líbano. E cinco pessoas morreram nesta quinta-feira em ataques do Exército israelense no sul libanês.
Na fronteira com Israel, a tensão é palpável, com pelo menos 14 alertas de foguetes.
Para o Paquistão, mediador na guerra no Oriente Médio, a trégua se aplica "em toda parte, incluindo o Líbano". Israel e Washington negam.
"Se o Irã quer que esta negociação fracasse por um conflito no qual está sendo travado no Líbano, que não tem nada a ver com eles e que os Estados Unidos nunca disseram que faria parte do cessar-fogo, é escolha deles", afirmou o vice-presidente dos EUA, JD Vance.
O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, insiste que o Líbano é uma "parte inseparável" do acordo e que, caso a trégua seja violada, haverá uma "resposta firme" por parte de Teerã.
- Negociações no Paquistão -
Antes das negociações no Paquistão, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, avisou que manterá as tropas perto do Irã até um "acordo real". E, se as negociações fracassarem, "vai atirar com mais força do que qualquer um já viu", advertiu.
O programa nuclear iraniano é um dos temas mais conflitivos. O chefe da Organização de Energia Atômica do Irã descartou restringir o programa de enriquecimento de urânio.
"Não passam de desejos que ficarão enterrados", declarou Mohamad Eslami à agência Isna.
Estados Unidos e Israel acusam o Irã de buscar a bomba atômica, algo que Teerã nega.
Trump parece disposto a "discutir" sobre "o levantamento (...) das sanções" que asfixiam a economia do Irã, mas se recusa a ceder quanto ao enriquecimento de urânio.
- Incertezas sobre Ormuz -
A situação continua confusa em torno do Estreito de Ormuz, uma via marítima estratégica bloqueada pelo Irã desde o início da guerra e cuja reabertura era uma condição para o cessar-fogo.
A Guarda Revolucionária do Irã anunciou que os navios devem seguir duas rotas próximas às costas iranianas, para evitar minas.
A União Europeia rejeitou a ideia de um "pedágio" para este estreito em águas internacionais, depois de o Irã ter insinuado que poderia cobrar para permitir a passagem de embarcações.
Nos mercados, o sopro de esperança trazido pelo anúncio de uma trégua durou pouco. Os preços do petróleo subiram mais de 3% nesta quinta-feira, voltando a se aproximar dos 100 dólares (R$ 509, na cotação atual) por barril.
R.Halabi--SF-PST