-
ALEX BODI ȘI AMBASADORUL REPUBLICII SUDANUL DE SUD, GUM DOMINIC MATIOK, DISCUTĂ LA BERLIN DESPRE POSIBILITATEA ÎNFIINȚĂRII UNUI CONSULAT ONORIFIC LA BUCUREȘTI
-
Espanha vence República Tcheca (3-1) e segue 100% na Liga das Nações
-
Houthis do Iêmen reivindicam ataque contra petroleira saudita em Riade
-
Inglaterra atropela Croácia (7-0) fora de casa na Liga das Nações
-
Jorge Jesus pede foco na Noruega e evita responder sobre CR7
-
Inglaterra goleia Croácia (7-0) fora de casa na Liga das Nações
-
Houthis denunciam bombardeios na capital do Iêmen
-
Exército etíope entra na capital do Tigré
-
Chuvas torrenciais provocam inundações e danos na ilha grega de Creta
-
Aaron Sorkin ataca o Facebook em "The Social Reckoning"
-
Feixe de luz homenageia mortos em terremoto que devastou a Venezuela há 100 dias
-
Brasil elege próximo Congresso, que pode definir destino de Jair Bolsonaro
-
Brasil goleia Índia (4-0) no último de seus três amistosos
-
Reservas estratégicas de petróleo, um colchão para atenuar as crises
-
"Bora, Lula": Caetano, Gil e Chico Buarque lançam jingle pela reeleição de Lula
-
Lula e Flávio Bolsonaro encerram campanhas na véspera de uma eleição acirrada
-
Chamas e fumaça registradas em instalação da Aramco ao sul da capital saudita
-
Letônia vota em legislativas com um olho na Rússia e outro no custo de vida
-
Zverev vence e vai enfrentar Djokovic nas quartas de final do ATP 500 de Pequim
-
Rússia insta diplomatas e estrangeiros a deixar Kiev e anuncia ataques maciços
-
Cerca de 325 milhões de barris de reservas estratégicas foram liberados desde março, diz AIE
-
Coreia do Norte diz ter testado míssil de médio alcance equipado com IA
-
China abre investigação antidumping sobre importação de produto químico da UE
-
Congresso da Bolívia substitui procurador-geral detido por interino
-
Milhares protestam na Espanha pelo direito à moradia
-
Copiloto de voo da Flydubai rumo a Israel planejava "ato terrorista", segundo Emirados
-
Mais para o exército, menos para a educação: destaques do orçamento russo para 2027
-
Copiloto de voo da Flydubai planejava "ato terrorista", diz procurador emiradense
-
Sinner também ficará de fora do Masters 1000 de Xangai
-
Verstappen (Red Bull) conquista pole do GP do Bahrein na Malásia, Bortoleto é 10º
-
Alcaraz vence Arnaldi e avança às quartas de final do ATP 500 de Tóquio
-
OEA concorda em criar grupo de negociação com a Nicarágua
-
G7 concorda em liberar até 100 milhões de barris de diesel e petróleo para conter preços
-
Itália de Mancini segura França de Zidane com empate na Liga das Nações
-
Com gols de De Bruyne e Lukaku, Bélgica vence Turquia na Liga das Nações
-
Piloto da Flydubai: 'Não podia deixar todas aquelas pessoas morrerem'
-
'Importante em qualquer momento do jogo', diz técnico da Espanha sobre Yamal
-
Caos sobre debate presidencial gera críticas por censura
-
Amazon promete investimento bilionário em comunidades com centros de dados de IA
-
Governadora de Nova York propõe reforma de lei após suposto estupro coletivo em universidade
-
Protestos estudantis se espalham pela França em meio a confrontos com a polícia
-
Djokovic sofre, mas avança no ATP 500 de Pequim e espera Zverev nas quartas de final
-
OEA criará grupo de negociação com Nicarágua
-
Ancelotti dá novo voto de confiança a Vini na Seleção, apesar de má fase no Real Madrid
-
Milei diz que 'está escrevendo uma página da história' argentina ao receber prêmio em Paris
-
G7 concorda em liberar até 100 milhões de barris de diesel e petróleo para conter os preços
-
A odisseia de Lula em imagens
-
Com problema no tornozelo, Ferran Torres é cortado da seleção espanhola
-
Tuchel admite que caso City é assunto do momento na seleção inglesa
-
Congresso espanhol rejeita decretos sobre moradia e aumenta pressão sobre Sánchez
Violência do narcotráfico vira o 'pão de cada dia' na Costa Rica
Nas ruas íngremes de um bairro populoso de San José, capital da Costa Rica, os tiroteios entre vendedores de drogas são cotidianos e suas vítimas têm a mesma carpideira: Mauren, que ajuda a sepultá-las sem perguntar se eram inocentes ou não.
Antigamente um problema de seus instáveis vizinhos, o tema da violência crescente está no centro das eleições presidenciais do próximo domingo (1º) na Costa Rica, considerada por décadas um dos países mais seguros da América Latina.
A candidata governista Laura Fernández, favorita às eleições, culpa as autoridades judiciais porque criminosos não estão presos e sugere medidas de linha-dura, como as implantadas em El Salvador por Nayib Bukele, que seus adversários consideram uma ameaça aos direitos humanos.
À margem do acirrado debate sobre como enfrentar a crise, Mauren Jiménez, líder comunitária de 54 anos, só quer que os assassinatos de jovens parem. "Enterrar um familiar a quem mataram com 14, 15 anos, é muito difícil", diz ela à AFP.
Só no ano passado, ela ajudou a enterrar cerca de 20 rapazes, "que infelizmente se desviam por falta de oportunidades" e vítimas colaterais, cujas famílias no geral carecem de recursos para sepultá-los.
A violência "é o pão de cada dia", assinala Jiménez perto do morro onde se erguem vários "precários", como são chamados os assentamentos informais, de Alajuelita, uma das áreas mais violentas do país.
Sete em cada dez assassinatos são ligados ao tráfico de drogas na Costa Rica, onde a taxa de homicídios disparou para 17 casos por 100.000 habitantes em 2025, frente ao índice de 11,2 de 2019.
- Guerra de quadrilhas -
No que descreve como uma vocação, Jiménez começa seu trabalho quando os legistas levam os corpos para o necrotério, após horas de espera.
Houve casos em que "os pais não sabiam ler, escrever (...), não tinham como enterrá-los" ou transportá-los para velá-los, conta esta mulher, que negocia preços com funerárias e organiza vaquinhas nas redes sociais.
Essas mortes são resultantes de disputas entre quadrilhas pela venda de drogas em favelas, uma vertente do narcotráfico na Costa Rica, que passou de ponte a centro logístico para cartéis da Colômbia e do México, explica à AFP o diretor do Organismo de Investigação Judicial (OIJ), Michael Soto.
Quadrilhas locais armazenam a cocaína e a camuflam nos portos em contêineres de produtos de exportação, uma modalidade que o país, com costas no Pacífico e no Caribe, combate com escâneres insuficientes, segundo Soto.
Mas o sangue que corre nestas disputas não é o dos chefes das quadrilhas, mas de setores empobrecidos deste país de 5,2 milhões de habitantes, que está entre os mais desiguais da América Latina.
Os "anéis de miséria das cidades" fizeram com "que o crime organizado crie raízes ali", acrescenta Soto.
O chefe do OIJ conta ter ficado "impactado" com o que um menino de 13 anos lhe disse, após uma operação na província caribenha de Limón, uma das mais violentas do país. Ele admitiu que quer ser "narcotraficante" porque os do seu bairro se saem "muito bem", relata.
- Medo generalizado -
Para Soto, a solução exige dar bem-estar às comunidades vulneráveis. Mas falou-se pouco disso durante a campanha eleitoral.
A conservadora Fernández prevê, ao contrário, construir um mega-presídio, inspirado na prisão para membros de gangues de Bukele e decretar estados de exceção em áreas marginalizadas.
Seus adversários propõem reforçar a vigilância policial e naval, e frear os cortes orçamentários para a segurança, feitos pelo presidente em fim de mandato, Rodrigo Chaves, em meio a um enfrentamento com o poder judiciário.
Embora os moradores de Alajuelita concordem em que as mortes se concentram no universo do narcotráfico, o medo é generalizado devido a casos como o de um menino morto em casa, atingido por uma bala perdida em 2024.
"Tive que fazer funerais com medo porque talvez o rapaz andasse com estas quadrilhas" e um "tiroteio" possa ocorrer, admite à AFP o sacerdote Gabriel Corrales, vigário de Alajuelita, de 59 anos.
Acostumada a lidar com o medo, Mauren Jiménez teve, no entanto, que recorrer à ajuda psicológica após uma onda de crimes, inclusive o assassinato de um jovem que levou dezenas de tiros. "Imagine como ficou esse corpo", relata.
Sem receber pagamento por seu trabalho, ela faz faxinas e cuida de doentes para ganhar a vida. Mesmo contra a vontade da família, pensa em seguir ajudando a aliviar a dor dos vizinhos.
Ela diz que não lhe "entra na cabeça" que altos funcionários do governo digam simplesmente "que se matem entre eles".
M.Qasim--SF-PST