-
Irã exige compensações por maré negra no Estreito de Ormuz
-
Bomba soviética de 500 kg é encontrada em jardim no Afeganistão
-
Irã afirma que controla o Estreito de Ormuz e contradiz Trump
-
Após 72 horas, Colômbia corre para encontrar sobreviventes após terremoto
-
Matthew McConaughey e seu doce retorno ao cinema com 'The Rivals of Amziah King'
-
IA tira trabalho de videntes cegos na Coreia do Sul
-
Fluminense demite técnico Zubeldía após oito partidas sem vitórias
-
Embaixador americano em Israel denuncia cerco de colonos a famílias palestinas na Cisjordânia
-
Vítimas de sequestro na Nigéria escapam de cativeiro infernal, espancadas e desnutridas
-
Parisienses ricos encontram sua Riviera às margens do Sena para escapar do calor
-
Número de civis mortos em julho na Ucrânia foi o mais elevado desde maio de 2022, informa ONU
-
Farage, líder do partido anti-imigração britânico, enfrenta teste eleitoral
-
Putin visita ilhas disputadas com o Japão pela primeira vez; Tóquio protesta
-
Governo e oposição da Venezuela anunciam esforços para reforma judicial e para recuperar ouro bloqueado
-
Swiatek vence Svitolina e enfrentará Rybakina na final do WTA 1000 de Toronto
-
Swiatek vence Svitolina e vai à final do WTA 1000 de Toronto, sua primeira do ano
-
Ben Shelton vence Tien e vai enfrentar Nakashima na final do Masters 1000 de Montreal
-
Flamengo e Cruzeiro empatam no Mineirão (1-1) na ida das oitavas da Libertadores
-
EUA e Colômbia vão realizar ações militares conjuntas em luta antidrogas
-
Governo e oposição buscarão recuperar fundos da Venezuela no Banco da Inglaterra
-
Inter de Messi é eliminado da Leagues Cup pelo León, que avança para as quartas de final
-
Nakashima vence Jódar e vai disputar final do Masters 1000 de Montreal
-
Palmeiras cede empate no fim contra o Cerro Porteño (1-1) na ida das oitavas da Libertadores
-
Resgates na Colômbia entram em 'fase final' após terremoto
-
Começa julgamento contra a Meta por suposta dependência de menores
-
Sabalenka chega a Cincinnati sem pressão após temporada irregular
-
Venezuela reduz jornada do setor público para "acalmar" crise elétrica
-
Colômbia nega ter recusado ajuda pós-terremoto por motivos ideológicos
-
EUA anuncia ações militares conjuntas com Colômbia na luta antidrogas
-
Real Madrid vence La Coruña com gol de Brahim Díaz (1-0) e conquista Teresa Herrera
-
Libertadores coloca à prova Corinthians sem Depay contra Rosario Central de Di María
-
Líbano aprova lei de anistia geral para presos e foragidos
-
Bruno Guimarães estreia pelo Arsenal em amistoso contra o Como
-
PSG vence Aston Villa (2-1) e é campeão da Supercopa da Uefa
-
Sem Sinner e Alcaraz, Djokovic assume protagonismo no Masters 1000 de Cincinnati
-
Eclipse solar presenteia milhões de europeus com noite fugaz em pleno entardecer
-
Eclipse deixa parte da Espanha na escuridão
-
Filho de Rob Reiner nega acusações de homicídio apresentadas por júri nos EUA
-
Cadillac, última colocada no Mundial de F1, muda de chefe de equipe
-
Xavi Hernández é o novo técnico da seleção holandesa
-
OMS espera reverter em 3 meses tendência da epidemia de ebola na RDCongo
-
O coquetel letal que causou tantos desabamentos no duplo terremoto na Venezuela
-
Resgates na Colômbia entram em 'fase final' após forte terremoto
-
Eclipse solar escurece Ártico russo e Islândia e segue para a Espanha
-
Protestam na Venezuela contra sigilo nas negociações entre governo interino e oposição
-
Dezenas de países condenam execuções de manifestantes no Irã
-
Brasil ordena suspensão de "lives" no Discord após suicídio de adolescente
-
Erupção do Etna atrai multidão de turistas na Itália
-
Eclipse solar escurece os confins da Rússia e segue em direção à Espanha
-
Goleiro argentino Gerónimo Rulli assina com o Manchester City
Mudança na política migratória gera incerteza na comunidade venezuelana da Flórida
Denis Caldeira se sente em um "limbo" legal desde que a Suprema Corte americana autorizou o governo de Donald Trump a revogar o Status de Proteção Temporária (TPS, na sigla em inglês) que protegia ele e outros 350 mil imigrantes venezuelanos nos Estados Unidos.
"Preciso sair para trabalhar. Não posso ficar trancado em casa. Obviamente, sinto medo, mas não há nada que eu possa fazer", disse ele em Doral, uma cidade nas redondezas de Miami onde mais de 40% dos habitantes são originários da Venezuela. Doral é apelidada por muitos como "Doralzuela" pelo tamanho de sua comunidade venezuelana.
Caldeira, de 47 anos, é beneficiário do Status de Proteção Temporária, que ampara centenas de milhares de venezuelanos e foi amplamente concedido pelo ex-presidente democrata Joe Biden, que considerava o governo de Nicolás Maduro autoritário.
Antes de deixar o poder em janeiro, Biden tinha decidido ampliar a proteção por 18 meses a partir de primeiro de abril, mas a administração Trump, que recebeu o apoio por muitos venezuelanos-americanos nas eleições passadas, decidiu anular a extensão do TPS.
"Desde que começou o seu mandato, foi como uma espécie de perseguição, especialmente aos venezuelanos", lamenta Caldeira no El Arepazo, um restaurante venezuelano muito popular em Doral.
Ao seu redor, muitos não entendem porque o governo Trump — que tem um clube de golfe na cidade — tem restringido sua campanha contra a imigração irregular aos venezuelanos.
"A maioria dos venezuelanos-americanos votaram pensando que [Trump] teria uma postura muito mais direta contra o regime de Maduro, que ele o removeria do poder e não que ele acabaria expulsando os venezuelanos dos Estados Unidos", disse José Antonio Colina, presidente de uma organização de exilados do país sul-americano.
"Há uma profunda contradição porque, se os serviços de inteligência americanos avaliaram que a Venezuela é um país onde os direitos humanos não são respeitados, como podem mandar para lá milhares de pessoas que saíram justamente por perseguição política?", questiona.
- Um futuro em suspenso -
Keyla Méndez não faz parte dos venezuelanos cujo TPS venceu em abril. Sua cobertura legal se estende até agosto, mas, depois da decisão da Suprema Corte, o futuro é angustiante.
"Formamos uma família aqui, nós progredimos, criamos um vínculo", disse a mulher de 55 anos, empregada em um escritório de advocacia. "Meus filhos estão estudando, querem um futuro aqui, têm medo de voltar. Saímos de uma situação bem crítica que se vive no nosso país".
Para a maioria dos entrevistados, o difícil é pensar em deixar para trás um país em que não apenas encontraram refúgio, mas onde também fizeram um grande esforço para prosperar.
"Esperávamos que todo esse processo de limpeza fosse direcionado às pessoas que mereciam, e não a todos nós", disse Oli García, dona de uma gráfica em Doral.
"Nós temos contribuído muito. Quero mais empresas e quero crescer mais, quero ter uma filial", explica a mulher de 42 anos. "Mas agora mesmo não sei o que fazer, não sei o que vai acontecer, não sei se realmente vou acabar seguindo aqui ou se terei que sair no final".
Z.Ramadan--SF-PST