-
Trump nega que condições a bordo de porta-aviões sejam preocupantes
-
Netanyahu chama Reino Unido de 'república islâmica da Grã-Bretanha'
-
Cubanos dormem em terraços e espaços públicos devido ao calor e aos apagões
-
Peru vai subsidiar combustíveis diante de protestos contra presidente Fujimori
-
Colômbia ainda busca centenas de desaparecidos após forte terremoto
-
Jeff Bezos entra como acionista minoritário no Liverpool
-
ONU adverte que temor de sanções dos EUA freia envio de ajuda a Cuba
-
Boris Nadezhdin, o opositor que achava que poderia continuar em liberdade na Rússia
-
Bombeiros resgatam das chamas restos mortais dos primeiros reis de Aragão, na Espanha
-
Mangione admite ter matado CEO do maior grupo de seguros de saúde dos EUA
-
Presidente da Suprema Corte do México diz à AFP que é criticado por ser indígena
-
Singapura penaliza uso de IA para gerar imagens sexuais sem consentimento
-
Trump pede à Suprema Corte que aprove construção de salão de baile na Casa Branca
-
Uso de luvas de choques elétricos por agentes de imigração aumenta temor de abusos nos EUA
-
Polícia italiana recupera obras de Renoir, Cézanne e Matisse avaliadas em € 9 milhões
-
Macron é criticado na França por foto em jet-ski durante férias
-
Incêndios deixam um morto, dezenas de feridos e milhares de desabrigados na Europa
-
Kushner viajará a Israel para tentar destravar plano de paz para Gaza
-
'Tudo pode acontecer', diz Maresca sobre possível saída de Rodri para o Barcelona
-
Expulsos dos EUA para Guiné Equatorial enfrentam violência e intimidação policial
-
SNC SCANDIC PAY: Betala – över hela världen och utan gränser
-
स्कैंडिक पे: दुनिया में कहीं भी, बिना किसी सीमा के भुगतान करें।
-
SNC SCANDIC ÍOC: Íoc in áit ar bith ar domhan, gan teorainn
-
SNC SCANDIC PAY: Platby po celém světě bez omezení
-
SNC SCANDIC PAY: Płatności na całym świecie bez ograniczeń
-
SNCスカンディックペイ):世界中で、制限なくお支払いいただけます
-
SNC 스칸딕 페이: 전 세계 어디서나, 제한 없이 결제하세요
-
斯堪迪克支付:全球無界支付
-
SNC SCANDIC PAY: الدفع في جميع أنحاء العالم ودون حدود
-
СНК СКАНДІК ПЕЙ: Оплата по всьому світу без обмежень
-
СНК Скандик Пэй: Оплата по всему миру без границ
-
SNC SCANDIC PAY: Pagamentos em todo o mundo e sem limites
-
Óculos 'inteligentes' ganham espaço e 'mudam a vida' de pessoas com deficiência visual
-
'Adoravam salsa', diz primo da única sobrevivente de família devastada por terremoto na Colômbia
-
Incêndios deixam dezenas de feridos e milhares de desabrigados na Europa
-
Polícia recupera obras de Matisse roubadas em 2025 em São Paulo
-
Colômbia prossegue com as buscas mas esperança de encontrar sobreviventes do terremoto é cada vez menor
-
Líder del partido anti-imigração britânico vence eleição parcial
-
EUA ameaça Irã com isolamento econômico "como o mundo nunca viu”
-
ट्रोजन: एक अधिक खतरनाक राजनीतिक युग के लिए विशेष सुरक्षा
-
TROJAN: 더욱 위험해진 정치 시기를 위한 특별 보호 조치
-
O TROJAN: proteção especial para um período político mais perigoso
-
TROJAN: спеціальний захист для більш небезпечних політичних часів
-
برنامج «TROJAN»: حماية خاصة في ظل أوقات سياسية أكثر خطورة
-
《特洛伊木馬》:在政治局勢日趨險惡的時代,提供特別保護
-
『TROJAN』:政治情勢がより危険になる時代に向けた特別な保護策
-
Justiça do Peru anula condenação de ex-primeira dama por caso Odebrecht
-
Corinthians arranca empate (0-0) contra o Rosario Central na ida das oitavas da Libertadores
-
Bolívia lança plano para conter expansão de grupos criminosos do Brasil
-
EUA executa três condenados à morte no mesmo dia
Gisèle Pelicot é aclamada como 'heroína' após condenação de estupradores na França
Gisèle Pelicot foi aclamada, nesta quinta-feira (19), como uma "heroína", depois que a justiça francesa condenou seu ex-marido por drogá-la durante uma década para violentá-la, juntamente com dezenas de desconhecidos, em um julgamento histórico que comoveu o mundo.
Em meio a gritos de "Obrigado, Gisèle!", esta mulher de 72 anos deixou a corte de Avignon, no sul da França, onde os 51 réus envolvidos no caso foram declarados culpados neste mega-julgamento, embora a maioria das penas impostas tenha gerado decepção.
Conforme se esperava, os juízes deram a pena máxima de 20 anos de prisão a Dominique Pelicot, que nunca negou ter administrado ansiolíticos às escondidas à sua então esposa entre 2011 e 2020, para fazê-la adormecer e violentá-la juntamente com indivíduos que contactava pela internet.
No entanto, o tribunal também condenou os outros 50 réus a penas entre 3 e 15 anos de prisão, inferiores às solicitadas pela promotoria, o que gerou mal-estar nos três filhos de Gisèle e Dominique Pelicot, e entre coletivos feministas.
"Os filhos estão decepcionados com as penas baixas", comentou um familiar, que pediu para não ser identificado, indicando que nenhum deles quis falar com o pai após a condenação.
"Respeito" a sentença, disse em breve declaração à imprensa Gisèle, a quem o jornal The New York Times chamou de "heroína feminista" por refutar um julgamento a portas fechadas, ao qual tinha direito como vítima, para que "a vergonha mude de lado".
"Penso nas vítimas não reconhecidas, cujas histórias costumam permanecer na sombra. Quero que vocês saibam que compartilhamos o mesmo combate", acrescentou a mulher, desejando "um futuro no qual todos, mulheres e homens, possam viver em harmonia".
- Penas inferiores -
A expectativa era enorme dentro e fora do Palácio de Justiça de Avignon. Diante de jornalistas de 180 veículos credenciados - 86 deles, estrangeiros -, os cinco magistrados do tribunal anunciaram as sentenças, a começar pela do principal acusado.
"Senhor Pelicot (...), o declaramos culpado de estupro com agravantes", declarou Roger Arata, o presidente do tribunal. De pé, o condenado, de 72 anos, não esboçou reação.
Apesar disso, o anúncio da pena rigorosa o afetou. Sua advogada, Béatrice Zavarro, não descartou recorrer da decisão. Na véspera, ela havia dito à AFP esperar que o tribunal levasse em conta os "traumas" que seu cliente sofreu na infância, inclusive um estupro aos 9 anos.
A justiça também declarou culpados os outros 50 réus - um deles à revelia -, apesar de cerca de 30 deles terem pedido a absolvição por considerarem que foram "manipulados" por Dominique Pelicot, a quem chamaram de "monstro", "lobo" e "ogro".
As penas impostas, em linha com a média de 11,1 anos por estupro aplicados na França em 2022, foram recebidas com decepção nos arredores do tribunal, onde membros de coletivos feministas estavam reunidos. A promotoria tinha pedido de 4 a 18 anos de prisão.
"Vergonha para a justiça!", gritaram alguns manifestantes, em meio a um forte dispositivo policial. "Meu cliente ficou livre e lhes agradece", respondeu um dos advogados de defesa.
Dos 32 réus que compareceram em liberdade, seis não irão diretamente para a prisão, apesar de terem sido condenados.
Dentro da corte, o anúncio de penas inferiores às solicitadas também causou confusão entre os acusados. "Não vou aconselhá-lo a recorrer", disse um advogado de defesa a uma colega. Seus clientes foram condenados a menos de 10 anos.
- "Quanta dignidade" -
"Quanta dignidade. Obrigado, Giséle Pelicot", escreveu na rede X o chefe de governo espanhol, o socialista Pedro Sánchez, enquanto seu contraparte alemão, Olaf Scholz, destacou sua "coragem".
A classe política francesa também elogiou de forma unânime a "coragem" da vítima, um "símbolo das mulheres invisíveis".
Incomum por sua duração, pelo número de acusados e, sobretudo, pela atrocidade dos fatos denunciados, este julgamento já fez história.
Associações feministas esperam que o caso mude a atitude da sociedade frente aos estupros, às tentativas de estupro e às agressões sexuais, denunciados anualmente por mais de 200 mil mulheres na França.
"A luta contra a impunidade está longe de terminar", ressaltou a organização francesa Fondation des Femmes, para a qual este julgamento permitiu lançar luz sobre "a existência do estupro conjugal, a banalidade dos estupradores e o alcance da submissão química".
P.AbuBaker--SF-PST