-
Polícia sul-coreana faz operação em agência de inteligência por incursão de drones na Coreia do Norte
-
Janeiro combinou extremos de calor no hemisfério sul e frio intenso no norte
-
Ameaças comerciais dos Estados Unidos não terminaram, diz Macron
-
Avanço da capacidade solar e eólica desacelera no mundo
-
Partido da premiê obtém supermaioria nas eleições legislativas japonesas
-
Transparência Internacional faz alerta sobre agravamento da corrupção no mundo
-
Premiê australiano 'devastado' com violência em protesto contra presidente israelense
-
Zelensky defende uso de capacete nos Jogos de Inverno com fotos de atletas ucranianos mortos pela Rússia
-
Cúmplice de Epstein exige indulto de Trump para depor no Congresso
-
Irã intensifica repressão interna em paralelo a negociações com EUA
-
Youtuber MrBeast compra plataforma de serviços financeiros Step
-
Rubio visitará Hungria após apoio de Trump à reeleição de Orbán
-
Procuradoria confirma morte de 5 mineradores sequestrados no México
-
Maxwell, cúmplice de Epstein, exige indulto de Trump para depor no Congresso
-
Medvedev perde para Humbert e é eliminado na 1ª rodada do ATP 500 de Roterdã
-
City tenta se manter na cola do líder Arsenal; Tottenham e Newcastle fazem duelo tenso
-
Vonn diz que sofreu 'fratura complexa' na tíbia, mas não se arrepende de nada
-
Apresentadora de TV dos EUA admite 'desespero' por mãe desaparecida
-
Sporting arranca empate nos acréscimos contra o Porto (1-1) e segue vivo na luta pelo título
-
Roma vence Cagliari (2-0) com 2 gols de Malen e segue firme na luta por vaga na Champions
-
Israel anuncia que matou quatro supostos combatentes palestinos em um túnel de Rafah
-
Catherine O'Hara, de Esqueceram de mim', faleceu devido a um coágulo sanguíneo
-
Premiê britânico descarta renunciar apesar de escândalo ligado a Epstein
-
Crise de combustível complica a rotina de Cuba
-
Tenista colombiano diz ter sido ameaçado de morte no Marrocos durante a Copa Davis
-
Câmara de Mineração confirma morte de 3 operários sequestrados no México
-
Maxwell, cúmplice de Epstein, pede indulto de Trump antes de responder a perguntas do Congresso
-
Jogador do Alianza Lima acusado de abuso sexual denuncia suposta vítima por extorsão
-
Opositora Machado denuncia 'sequestro' de aliado na Venezuela após breve libertação
-
Discord introduzirá reconhecimento facial para reforçar segurança de menores
-
Macron defende eliminação de vinhedos para enfrentar crise do vinho na França
-
Crise de combustível desacelera rotina em Cuba
-
Queda de Lindsey Vonn: um desafio que foi longe demais?
-
Cúmplice de Epstein se nega a responder perguntas no Congresso dos EUA
-
Dirigente opositor Guanipa está em paradeiro desconhecido após nova prisão na Venezuela
-
Espanha anuncia melhorias na segurança ferroviária após dois acidentes e uma greve
-
Regina Martínez, a médica mexicana que passeava com cachorros para se tornar atleta olímpica
-
Apesar da discrição, antitrumpismo marca presença nos Jogos Olímpicos de Inverno
-
Anatel trabalha para restabelecer bloqueio da plataforma de vídeos Rumble
-
Suíça Mathilde Grémaud supera estrela chinesa Eileen Gu e é ouro no esqui estilo livre em Milão-Cortina
-
Cuba fica sem combustível para aviões em meio à pressão dos EUA
-
Primeiro-ministro britânico descarta renunciar apesar de escândalo ligado a Epstein
-
Polícia australiana reprimiu protesto contra presença do presidente israelense em Sydney
-
Nicole Silveira e Kim Meylemans: recém-casadas e rivais olímpicas
-
Diretor de comunicação de Starmer renuncia por vínculos de seu ex-embaixador com Epstein
-
UE exige que Meta permita acesso de chatbots concorrentes ao WhatsApp
-
Primeira-ministra do Japão promete 'mudança importante de política' após vitória esmagadora nas urnas
-
Ex-príncipe Andrew pode ter transmitido informações confidenciais a Epstein
-
Ghislaine Maxwell, cúmplice de Epstein, depõe a portas fechadas em comissão do Congresso dos EUA
-
Desabamento de prédio no norte do Líbano deixa 14 mortos
Envelhecer entre amigos: o tesouro encontrado por idosos no México
Tacos de salmão e alface estão no cardápio de Tesha Martínez em “La Guancha”, o primeiro projeto de moradia comunitária para idosos mexicanos que desconfiam de lares de idosos e defendem sua independência.
Professora aposentada de 65 anos, Martínez, e seu marido Francisco Vigil, 61, trocaram sua casa na agitada Cidade do México por essa comunidade em Malinalco, uma pacata cidade turística a cerca de 100 quilômetros da capital.
Em um terreno cercado por florestas e montanhas, esse casal e outros 28 idosos construíram até agora seis casas com o dinheiro da aposentadoria e de suas economias.
Seis já moram no local, onde há planos para a construção de mais nove casas, enquanto os outros vão e voltam, embora a intenção seja permanecer no local pelo resto de suas vidas.
“Em minha vida profissional, eu doava porque recebia um salário (...), agora é diferente porque é uma colaboração (...) e aprendi que doar é muito mais satisfatório do que eu poderia imaginar”, diz Vigil, ex-trabalhador da indústria automotiva, sobre o espírito da ‘cohousing’, um modelo de moradia colaborativa que surgiu na Dinamarca.
Em frente a um grande jardim e a uma piscina que coroa as áreas comuns, o homem explica que o desejo dele e de sua esposa é que seus filhos tenham uma vida própria.
“Se educarmos nossos filhos para voar, então, quando eles voarem, nós também teremos que voar”, reflete ele.
O casal também quer envelhecer em melhores condições do que seus pais. Os idosos “nunca recebem os cuidados de que precisam, são muito solitários”, diz a mulher, cujo pai morreu aos 91 anos depois de passar um tempo em uma casa de repouso.
- Compartilhar -
“La Guancha” nasceu em 2009 como um projeto acadêmico de Margarita Maass sobre a melhoria da qualidade de vida dos idosos, uma questão que poderia ganhar interesse nesse país cuja população de 127,5 milhões de habitantes enfrenta "um processo de envelhecimento moderadamente avançado", de acordo com as autoridades.
Juntamente com vários conhecidos, Maass, doutora em ciências sociais, comprou o lote onde, anos mais tarde, os atuais proprietários construíram casas com paredes de palha e barro e instalaram aquecedores solares para a água, que obtêm da chuva e de um canal alimentado por rios.
Também plantaram mangueiras, mamey, laranjeiras, goiabeiras e limoeiros. “A natureza é algo que (...) preenche minha alma”, diz Martínez, que elaborou o livro de receitas com a ajuda de chefs, nutricionistas e "muitos devoradores", como ela chama carinhosamente seus colegas.
Como contribuição para sua nova família, Vigil sistematizou as compras de acordo com o cardápio e o número de clientes, uma despesa que é financiada pelas contribuições de todos. Ele também é responsável pelas regras e regulamentos e pelo bar.
“A coabitação é uma solução muito boa para pessoas solitárias, porque vivem juntas; para pessoas que não têm muito dinheiro, porque compartilham as despesas; e para pessoas que têm problemas com doenças, porque, estando juntas, compartilham um médico”, enfatiza Maass.
A pesquisadora explica que esse modelo difere de uma casa de repouso porque o grupo “decide como quer sua casa, onde quer, qual o tamanho, com que pessoas e com que recursos econômicos”.
- "Nova vida" -
A coabitação teve origem na década de 1960 e se espalhou por países como Espanha e Uruguai. No México, está começando a decolar com 12 projetos.
De acordo com o instituto de estatísticas INEGI, entre 2018 e 2023, a população com 60 anos ou mais aumentou de 12,3% para 14,7%, enquanto a taxa de fertilidade caiu de 2,07 para 1,60 filhos por mulher, em média.
Juan Manuel, um estudante de 20 anos, está entre aqueles que descartam a possibilidade de ter filhos, mas se preocupa com o fato de não ter “apoio suficiente ou um lugar para morar” quando ficar mais velho.
Maass insiste que a moradia colaborativa resolve essa preocupação. Ela se lembra de um membro que morreu depois de sofrer de Alzheimer e para quem era “maravilhoso” vir para “La Guancha”, pois ele passava o tempo jogando dominó, assistindo a filmes ou nadando.
Tesha Martínez também se juntou à população de Malinalco, onde a pobreza é de 66,5%, aproveitando sua experiência como professora para ensinar inglês e colaborar em uma oficina de cerâmica. Para ela, essa é “uma nova vida”.
Y.AlMasri--SF-PST