-
Roubo de material de treino da Inglaterra em Kansas City está sob investigação oficial
-
Serena Williams disputará as duplas com Karolina Muchova no Aberto de Berlim
-
Remoção do nome de Trump da fachada do Kennedy Center é concluída
-
Reis da Suécia celebram bodas de ouro
-
George Russell faz a pole do GP de Barcelona-Catalunha de F1
-
Luka Modric, o rosto eterno da Croácia
-
Anthropic suspende acesso à sua IA mais poderosa por ordem do governo dos EUA
-
Harry Kane, artilheiro e capitão insubstituível da Inglaterra
-
Remoção do nome de Trump do Kennedy Center começa após decisão judicial
-
Governo de Gana protesta contra visto canadense negado a Thomas Partey
-
Paquistão afirma que Irã e EUA estão próximos de acordo de paz
-
Russell lidera treinos livres no GP de Barcelona-Catalunha de F1
-
Brasil entra em campo na Copa do Mundo em meio a dúvidas
-
Acordo de paz EUA-Irã provavelmente será finalizado em 24 horas, diz Paquistão
-
Juiz nega recurso para impedir retirada do nome 'Trump' do Kennedy Center
-
Argentino Martín Anselmi é o novo técnico do Elche
-
Polícia dos EUA investiga roubo de material de treino da Inglaterra
-
Pulisic descarta lesão grave após ser substituído na vitória sobre o Paraguai
-
EUA estreia na Copa do Mundo com goleada (4-1) sobre o Paraguai
-
Chefe da gangue venezuelana Tren de Aragua morre em ataque dos EUA
-
Mboko ficará de fora de Wimbledon, mas espera voltar a jogar duplas com Serena
-
Fifa renomeia estádios da Copa do Mundo para ocultar marcas comerciais de terceiros
-
Irã e EUA preveem acordo de paz iminente
-
Cadáver é encontrado em frente ao estádio onde a seleção iraniana treina no México
-
França treina diante de 400 torcedores a quatro dias da estreia na Copa
-
McTominay está 'pronto' para estreia da Escócia na Copa contra o Haiti, garante técnico
-
Canadá vive estreia histórica como anfitrião de uma Copa do Mundo
-
Ancelotti avisa que Brasil pode competir "com qualquer seleção do mundo"
-
Canadá estreia na Copa do Mundo em casa com empate (1-1) contra Bósnia
-
Rua em Haia se cobre de laranja para torcer pela 'Oranje' na Copa
-
Nova Jersey homenageia Bruce Springsteen com museu
-
'Ninguém tem medo', diz técnico do Marrocos antes da estreia na Copa contra o Brasil
-
Copa do Mundo de 2026 luta para despertar entusiasmo nos EUA
-
Norris é o mais rápido nos treinos livres do GP de Barcelona-Catalunha
-
Pouco aproveitado no Atlético de Madrid, Almada é cotado para ser titular da Argentina
-
'Talvez a Itália se classifique' com 64 seleções na Copa do Mundo, brinca Infantino
-
Canadá nega visto ao jogador ganês Thomas Partey, acusado de estupro na Inglaterra
-
Norris é o mais rápido na segunda sessão de treinos livres do GP de Barcelona-Catalunha
-
Barcelona abre ação judicial contra Florentino Pérez por 'calúnia'
-
Irã e Paquistão veem acordo com EUA "próximo", apesar das divergências com Trump
-
Caótico fim da visita do papa, que volta a Roma no avião do rei da Espanha
-
UE proibirá companhias aéreas de cobrar de pais para sentarem ao lado dos filhos
-
Medalha de Pelé da Copa de 1958 será leiloada na Inglaterra
-
Seleção da Inglaterra deve se sentir 'amada' na Copa do Mundo, diz Bellingham
-
Tenistas comemoram aumento da premiação de Wimbledon
-
Musk se torna o primeiro trilionário do mundo após disparada das ações da SpaceX
-
Cidades e minas fantasmas na Venezuela após operação militar contra máfias
-
Jogadores com dupla nacionalidade: um trunfo para o Marrocos
-
Programa-chave de espionagem dos EUA expira em meio à Copa do Mundo
-
Superfã de Messi e da Argentina vira atração na Indonésia
'Crianças viveram inferno', diz principal denunciante de pedófilos na Bolívia
Ele fez parte da Igreja Católica, mas hoje é o principal denunciante dos supostos abusos sexuais cometidos por jesuítas espanhóis durante vários anos na Bolívia. "As crianças viveram um inferno", assegura o ex-religioso Pedro Lima.
Quando estava concluindo seus estudos para ser padre, o boliviano foi expulso da Igreja, segundo ele, pelas denúncias à Companhia de Jesus.
Em 2011, radicou-se no Paraguai, onde trabalha como ferreiro. Há alguns dias, Lima, de 54 anos, voltou ao seu país e se tornou o principal denunciante, agora perante a Justiça, do escândalo de pedofilia que mira o clero deste país de 12 milhões de habitantes, a maioria católica (58%).
No centro destas denúncias está o padre espanhol Alfonso Pedrajas, que em seu diário pessoal confessou ter causado danos a "muita gente", chegando a mencionar 85 vítimas.
Suas revelações se tornaram públicas há um mês, depois que um familiar entregou suas memórias ao jornal espanhol El País.
Pedrajas trabalhou por quase quatro décadas na Bolívia. Em 2009, morreu aos 66 anos em um hospital de Cochabamba, onde foi professor no Colégio Juan XXIII.
Lima contou à AFP que confrontou o padre, diante dos rumores de que seria "um abusador".
"Pedro, enquanto tiver pão e teto o pobre não se interessará por questões sexuais", respondeu-lhe Pedrajas.
- "Vida dupla" -
Lima revelou uma lista de envolvidos em abusos de menores e noviços em uma rede, segundo ele, encoberta pela hierarquia jesuíta e que se estendeu a um lar de órfãos em Cochabamba.
"As crianças viveram um inferno porque os padres abusadores eram santos de dia e demônios à noite", afirma.
Levavam uma "vida dupla", enfatiza Lima. Pedrajas, o sacerdote "abusador", aparecia em "eventos extraordinários como acampamentos e retiros" espirituais.
Diante do escândalo generalizado, a Companhia de Jesus, ordem à qual pertence o papa Francisco, pediu perdão no início de maio e assegurou que havia suspendido um grande número de religiosos por acobertarem Pedrajas.
Enquanto o Ministério Público avança na investigação de ao menos nove denúncias, o presidente boliviano, Luis Arce, solicitou ao Vaticano acesso aos expedientes relacionados à Bolívia dentro do grande escândalo de pedofilia que atinge a instituição católica em todo o mundo há anos.
Pedrajas, Luis Tó, Antonio Gausset (Tuco), Francisco Pifarré (Pifa), Francesc Peris (Chesco) Jorge Vila e Carlos Villamil (Vicu)... O ex-religioso boliviano lista os nomes dos supostos abusadores, a maioria deles já falecida.
"Não foi um padre, foi uma rede de padres que, entre eles (...) se apoiavam para que continuasse acontecendo", afirma. Os superiores escutavam "as denúncias das vítimas", as repreendiam e as expulsavam do colégio, segundo Lima.
Lima conta que não foi apenas testemunha, mas também vítima de abuso em um "estado não necessariamente de sobriedade".
Segundo Lima, os agressores faziam "lavagem cerebral" em "crianças vulneráveis" entre 7 e 13 anos. Eles faziam com que acreditassem que elas eram "más e não valiam nada". "Quando (lhes) baixavam a autoestima, abusavam de seu poder", comenta.
A Conferência Episcopal Boliviana não quis comentar as denúncias de Lima.
M.AbuKhalil--SF-PST